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quarta-feira, 22 de junho de 2011

10 tendências da sustentabilidade

Ações voltadas à sustentabilidade é hoje um fator crucial para a construção de marcas e manutenção da competitividade das empresas. Tal afirmação se confirma com os dados da pesquisa Goodpurpose, realizada pela Edelman Significa em 2010, que revelou que 81% dos brasileiros mostram-se mais propensos a comprar produtos de marcas que apóiam causas sustentáveis, ou seja, não se trata apenas de uma preocupação, mas de uma exigência do público.
Além de incorporarem os preceitos da sustentabilidade, as empresas também devem desenvolver ações de forma alinhada aos seus valores corporativos e comunicá-las com transparência e autenticidade, pois o público percebe a diferença quando a intenção é apenas se promover, como diz a pesquisa Trust Barometer, onde 57% dos brasileiros disseram acreditar que as empresas apóiam causas não por desejo genuíno, mas por interesse na autopromoção.Para elencar as ações sustentáveis que vem ganhando força, o GreenBiz destaca em seu relatório 2011, as 10 principais tendências em sustentabilidade que devem fazer a diferença no Brasil e no mundo.
A primeira tendência se refere às grandes empresas produtoras de artigos de alto consumo, como os das categorias de limpeza, alimentos industrializados e higiene pessoal, que antes relutavam quando o assunto era sustentabilidade, e agora abraçam a causa com metas ambiciosas para a realização de ações em prol do meio ambiente.A segunda tendência se refere à meta de “lixo zero” estabelecida por muitas empresas, as quais voltam seus esforços para a reciclagem de todo o descarte gerado por sua própria produção.
A seguir encontramos uma preocupação maior com os processos de extração de minerais, de modo a agredir cada vez menos a natureza. Assim como o transporte terrestre, aéreo e marítimo que tende a ser mais “verde”, poluindo menos, e ainda oferecer maior eficiência energética. O setor de alimentação saudável também vem conseguindo aumentar fortemente o seu espaço com o apoio de ações realizadas por grandes empresas. A certificação dada a negócios sustentáveis, ganha maior abrangência no que se refere aos setores de produção em que atua, como celulares, roupas e calçados.
A redução dos ingredientes tóxicos nos bens de consumo é outra séria preocupação, e busca melhorar a maneira pela qual os produtos são fabricados, reduzindo drasticamente as substâncias que podem ser prejudiciais à saúde, além de reduzir o impacto ambiental da produção.A redução do uso da água nos processos produtivos não poderia ficar de fora, bem como a transformação de 100% dos produtos usados em outros novos, e ainda, para finalizar, a utilização cada vez maior do bioplástico, substituindo a versão derivada do petróleo.



Fonte: http://www.ilustrado.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2011

O plástico “verde” do Brasil

Quase já não é possível imaginar o nosso mundo sem plástico. Até mesmo quando se trata de conservação ambiental, essa espécie de “matéria-prima da vida moderna” também possui um papel importante. Por motivos bastante óbvios: o plástico convencional provém, em sua maioria, do petróleo.De todos os estoques mundiais do óleo bruto, cerca de 4% são destinadas à fabricação do produto. Durante o processo industrial, são liberados na atmosfera seis quilos de CO2 para cada quilograma de plástico produzido.
Considerando ainda o ritmo acelerado com o qual as reservas naturais de petróleo estão se extinguindo, logo se conclui o porquê das alternativas sustentáveis ao plástico terem sido tão bem-sucedidas nos últimos anos – especialmente na indústria de embalagens. O plástico “verde” – ou o bioplástico – é composto geralmente por plantas como a cana-de-açúcar, o trigo, o milho ou a batata, mas também por óleo vegetal. Dificilmente pode-se encontrar algum produto doméstico para o qual ainda não haja ou esteja sendo desenvolvida uma alternativa em bioplástico. As aplicações do material incluem desde estruturas para celular e talheres descartáveis até sacolas de supermercado e vasos de flores, passando por sapatos e fraldas.
O Bagaço da cana-de-açúcar é uma das matéria-prima para o plástico ecológicoPara os especialistas, esse é apenas um elemento da crescente demanda por produtos sustentáveis, causada pela explosão no mercado de alimentos orgânicos nos últimos anos.
“Hoje é bem melhor ter uma imagem ‘ecológica’ do que uma convencional. E as empresas tiram proveito disso”, analisa Norbert Voell, representante da Duales System GmbH – sociedade responsável pelo Ponto Verde, sistema de reciclagem de lixo na Alemanha. “Evidentemente, é melhor saber que os legumes orgânicos que se compra no supermercado vêm embalados de forma ecológica do que no saco plástico convencional”.

Grandes negócios

A tendência despertou reação também nas empresas responsáveis pelo produto tradicional, feito de petróleo – além de um investimento multimilionário em pesquisas e métodos de produção “verdes”. O grupo de gigantes globais desse ramo inclui, entre outros, a corporação agrícola estadunidense Cargill, a empresa italiana Novamont e a companhia química alemã BASF.Materiais plásticos biodegradáveis como o poliactide, derivado de milho, já estão em uso em algumas das maiores redes de supermercados e multinacionais da indústria alimentícia, tais quais o Wal-Mart ou a Coca-Cola.O plástico “verde” é responsável ainda por grandes negócios em solo brasileiro. No país, líder mundial na produção de açúcar, a empresa petroquímica Braskem utiliza a crescente indústria nacional de etanol canavieiro para produzir o bioplástico.


Fonte: http://correiodobrasil.com.br/ -
Deutsche Welle

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O que substituirá as sacolinhas petróleo baseadas?

O fim das sacolas plásticas distribuídas gratuitamente em supermercados poderá não surtir os efeitos ambientais desejados e, pior que isso, poderá acarretar problemas sanitários nos bairros mais pobres das cidades, se as autoridades não se esforçarem por oferecer substitutos baratos e ecologicamente corretos para o acondicionamento do lixo orgânico gerado nas residências.Trocar a sacola descartável pela retornável equivale a atacar uma ponta do problema, mas não todo o problema.
Na outra ponta, está a demanda caseira por embalagens impermeáveis e baratas para dispor de resíduos domésticos como restos de comida e papéis sujos, já que a reutilização de sacolinhas de supermercado para recolher o lixo é hoje corriqueira em grande parte dos lares.Mesmo sendo o plástico um inegável vilão ambiental, não há dúvida de que a limpeza urbana melhorou, e muito, depois que os sacos plásticos para lixo começaram a ser comercializados. Quem já tem uma certa idade e viveu no tempo em que o lixo era colocado nas calçadas dentro de latas e tambores certamente se recorda de como as ruas ficavam emporcalhadas e insalubres a maior parte do tempo.
A lata de lixo favorecia a proliferação de ratos e insetos, e certamente oferecia riscos para a saúde da população, até porque os recipientes imundos eram recolhidos nas casas, depois que o caminhão do lixo passava. Sacos plásticos - mais tarde substituídos, em larga medida, pelas sacolinhas de supermercado - tornaram as cidades mais limpas e saudáveis para se viver.Se as sacolinhas sumirem do mercado e não forem substituídas por outro produto, igualmente acessível para o consumidor, é possível que ocorram duas reações muito previsíveis: nas famílias de melhor poder aquisitivo, haverá um aumento no consumo de sacos de lixo, o que significa que milhares de toneladas de plástico continuarão a ser despejadas nos aterros sanitários. E, nos lares mais pobres, onde o dinheiro é sempre controlado, pode ser que as pessoas voltem a utilizar latas e tambores para juntar o lixo e colocá-lo para fora, com inquestionável retrocesso para a limpeza urbana e a saúde pública.
Uma embalagem com dez sacos de lixo de 30 litros custa de R$ 2,00 a R$ 5,00 nos supermercados. É, mais ou menos, o preço de dois quilos de arroz ou um quilo de coxa e sobrecoxa. Dificilmente uma família de recursos limitados, que se alimenta com dificuldade, deixará de comprar comida para garantir um acondicionamento melhor para o lixo.
É claro que o consumo de sacos plásticos citado na primeira hipótese, ao menos nas famílias menos abastadas, não deverá ser tão exagerado quanto é, hoje, o uso de sacolinhas. Já que o saco plástico tem um custo, pequeno porém mensurável, pode-se imaginar que seu uso seja mais criterioso, nos lares onde esse custo faça alguma diferença.
Mas não há dúvida de que uma solução completa, do ponto de vista ambiental e sanitário, só ocorrerá quando, paralelamente à restrição ao uso das sacolinhas, houver uma oferta ampla e irrestrita de sacos de lixo biodegradáveis. Um passo nesse sentido foi dado pelo governo do Estado de São Paulo, ao estabelecer, em seu acordo recente com o setor supermercadista, que as lojas colocarão à venda sacolinhas biodegradáveis, feitas com amido de milho, das quais os consumidores poderão se socorrer caso prefiram não levar sacolas ou carrinhos às compras.

Esta é, porém, uma solução apenas parcial, já que as sacolinhas biodegradáveis têm custo elevado e serão vendidas ao consumidor ao preço aproximado de R$ 0,20 cada uma, além do fato de que sacos de lixo plásticos continuarão sendo comercializados normalmente. A venda de sacolinhas biodegradáveis é um começo, não há dúvida, mas não dispensa as autoridades de encontrar uma solução universal, acessível e ecológica para o acondicionamento do lixo doméstico, um problema tão ou mais grave que o plástico atirado nos aterros e lixões.


Fonte: http://portal.cruzeirodosul.inf.br

quinta-feira, 11 de março de 2010

A plasticultura biodegradável


Diz-se que "preencher uma necessidade é fazer um negócio" neste sentido um negócio que está começando a ter grande expectativa de sucesso é a produção de plásticos biodegradáveis.
Diz-se que "preencher uma necessidade é fazer um negócio" neste sentido um negócio que está começando a ter grande expectativa de sucesso é a produção de plásticos biodegradáveis.
Nós todos sabemos, a poluição gerada por sacolas plásticas e garrafas PET em rios e reservatórios, tubos e drenos entupidos nas cidades, causando caos e inundações na estação chuvosa.
Por outro lado a agroplasticultura está crescendo rapidamente. A dinâmica que se tem criado protetores na agricultura utilizando polietileno de baixa e alta densidade, bem como outros aparatos plásticos para a irrigação esta aumentando e a tecnologia para a reciclagem e tratamento desses resíduos não está crescendo tão rápido quanto a sua utilização.
A reciclagem e reutilização de plásticos mencionados é uma medida aplicada por grandes indústrias que os utilizam em resposta às demandas da sociedade sobre a destinação adequada dos seus resíduos, no entanto, não está sendo suficiente a cultura da reciclagem no nosso país (México) que está em sua infância, exigindo pouca formação e sensibilização dos utilizadores de tais materiais.
Diante disso, a fabricação de plásticos biodegradáveis e polímeros baseados em amido de milho e outros produtos agrícolas, está emergindo como o futuro, pois gerará valor agregado e ajudará a reduzir a poluição dos plásticos convencionais, que levam anos para sua degradação.
Em Sinaloa, esta sendo promovido, com o apoio do Canadá, um projeto de cluster industrial para bioplásticos baseados no ácido polilático (PLA) produzidos a partir de amido de milho, que se torna uma realidade para resolver problemas nesse estado, dando um valor agregado para esta cultura, que conta com mais de 5 milhões de toneladas produzidas mas apresenta dificuldades na sua comercialização.
O uso de bioplástico na cidade e no campo gera novos agronegócios competitivos e sustentáveis em beneficio do campo mexicano


Autor: Esteban Michel Ramírez - Chefe de departamento da FIRA (Fideicomisos Instituidos en Relación
con la Agricultura) - México
Tradução e Pesquisa:Bioplastic News

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Matéria-prima renovável,solução sustentável


Em função da crise energética e do problema do aquecimento global surgiu a necessidade de buscarmos novas fontes de energia que pudessem minimizar os graves problemas advindos dessa situação.Uma das formas de se resolver o problema do aquecimento do clima na Terra é rever uma boa parte da matriz energética usada pelo homem até agora. Por essa razão surgiu o desenvolvimento das energias alternativas ou renováveis, que são obtidas de fontes naturais virtualmente inesgotáveis, sendo algumas dessas pela grande quantidade de energia que contêm e outras porque têm a capacidade de regenerar-se por meios naturais.
A capacidade do homem de desenvolver soluções para os seus problemas é muito grande, porém, sua capacidade de criá-los é muito maior, e essa tem sido a principal razão de estarmos nesta situação.Por não perceber sua gravidade ou por menosprezá-la, descobrimos que estamos na eminência de uma catástrofe climática provocada pelo próprio homem, sem precedentes em nossa história. Podemos estar vivendo o epílogo de uma fase para iniciar outra da qual não temos o menor domínio.
Muito se tem escrito e falado sobre esse problema, mas parece que só acordaremos desse sono profundo quando for muito tarde. Ou não. É possível que alguns milhares de pessoas, ou mesmo comunidades, já tenham despertado desse pesadelo e estejam dando os primeiros passos dessa nova fase de desenvolvimento sustentável de nossa civilização.
A base energética que suportou nosso crescimento nestas últimas décadas apoiou-se fortemente no combustível fóssil, altamente poluente desde a sua extração e com grande impacto ambiental. Antes dele o carvão, igualmente nocivo à saúde humana e à natureza. A vida moderna tem sido movida a custa de recursos esgotáveis que levaram milhões de anos para se formar e um dia irão acabar.
O uso desenfreado desses combustíveis tem mudado substancialmente a composição da atmosfera e o equilíbrio térmico do planeta, provocando o aquecimento global, degelo nos pólos, chuvas ácidas e o envenenamento de todo meio ambiente.
O que parecia ser boa solução como combustível, petróleo e carvão, em função das reservas e dos preços baixos até alguns anos atrás virou uma bomba-relógio e um passivo ambiental sem precedentes para a humanidade. E hoje, constatamos que o preço que teremos de pagar por essa aventura é muito maior do que imaginávamos ou gostaríamos.
Surgiu uma nova esperança no fim do túnel com o desenvolvimento dessas fontes de energia alternativa. É bem provável que em um futuro próximo outras energias ainda surjam mais potentes e econômicas, mas já podemos agora começar a substituição do carvão e do petróleo por energias mais limpas e renováveis.
As energias alternativas têm o potencial de atender a maior parte da demanda crescente por energia, independentemente da origem dessa demanda, seja para a eletricidade, para o aquecimento ou mesmo para o transporte.
Há três aspectos importantes que devem ser salientados sobre esse tipo de energia: a sua viabilidade econômica, a sustentabilidade dessas fontes e a disponibilidade de recursos renováveis para a sua geração, o que varia nas diferentes regiões do globo.
Quaisquer que sejam as fontes de energia que venham a predominar em um futuro próximo terão que ter características que permitam baixíssima emissão de gases poluentes e grande capacidade de renovação.
O meio ambiente tem sofrido um nível de devastação e poluição no ar, solo e na água que torna o cenário atual extremamente perigoso e quase irrecuperável. O momento exige, por parte dos governos e da sociedade, uma revisão de hábitos, costumes e de interesses, de tal forma que surja uma nova mentalidade e um comprometimento com o nosso futuro. O tempo restante antes do colapso é curto. Temos que apressar as soluções necessárias e mudar nossa percepção de progresso enquanto há tempo.

domingo, 4 de outubro de 2009

O petróleo e as fontes de recursos renováveis

Fontes renováveis

Não se sabe quando despertaram a atenção do homem, mas o fato é que o petróleo, assim como o asfalto e o betume, eram conhecidos desde os primórdios da civilização. Nabucodonosor usou o betume como material de liga nas construção dos célebres Jardins Suspensos da Babilônia. Foi também utilizado para impermeabilizar a Arca de Noé. Os egípcios o usaram para embalsamar os mortos e na construção de pirâmides, enquanto gregos e romanos dele lançaram mão para fins bélicos. Só no século 18, porém, é que o petróleo começou a ser usado comercialmente, na indústria farmacêutica e na iluminação.
Como medicamento, serviu de tônico cardíaco e remédio para cálculos renais, enquanto seu uso externo combatia dores, cãimbra e outras moléstias. Até a metade do século passado, não havia ainda a idéia, ousada para a época, da perfuração de poços petrolíferos. As primeiras tentativas aconteceram nos Estados Unidos, com Edwin L. Drake. Lutou com diversas dificuldades técnicas, chegando mesmo a ser cognominado de "Drake, o louco". Após meses de perfuração, Drake encontra o petróleo, a 27 de agosto de 1859. Passados cinco anos, achavam-se constituídas, nos Estados Unidos, nada menos que 543 companhias entregues ao novo e rendoso ramo de atividades.
Na Europa floresceu, em paralelo á fase de Drake, uma reduzida indústria de petróleo, que sofreu a dura competição do carvão, linhita, turfa e alcatrão - matérias-primas então entendidas como nobre. Naquela época, as zonas urbanas usavam velas de cera, lâmpadas de óleo de baleia e iluminação por gás e carvão. Enquanto isso, no campo, o povo despertava com o sol e dormia ao escurecer por falta de iluminação noturna. Assim, as lâmpadas de querosene, por seu baixo preço, abriram novas perspectivas ao homem do campo, principalmente, permitindo que pudesse ler e escrever á noite.
A invenção dos motores á gasolina e a diesel, no século passado, fez com que outros derivados, até então desprezados, passassem a ter novas aplicações. Assim, ao longo do tempo, o petróleo foi se impondo como fonte de energia eficaz. Hoje, além de grande utilização dos seus derivados, com o advento da petroquímica, centenas de novos produtos foram surgindo, muitos deles diariamente utilizados, como os plásticos, borrachas sintéticas, tintas, corantes, adesivos, solventes, detergentes, explosivos, produtos farmacêuticos, cosméticos, etc. Com isso, o petróleo além de produzir combustível e energia, passou a ser imprescindível a utilidade e comodidades da vida de hoje. Mas um dia ele irá acabar e como vivermos sem petróleo?A resposta esta no uso consciente da biomassa.

Biomassa

Biomassa é a matéria orgânica utilizada na produção de energia. Nem toda a produção primária do planeta passa a incrementar a biomassa vegetal, pois parte dessa energia acumulada é empregada pelo ecossistema na sua própria manutenção. As vantagens do uso da biomassa na produção de energia são o baixo custo, o fato de ser renovável, permitir o reaproveitamento de resíduos e ser bem menos poluente que outras fontes de energia como o petróleo ou o carvão. As biomassas mais utilizadas são: a lenha (já representou 40% da produção energética primária no Brasil), o bagaço da cana-de-açúcar, galhos e folhas de árvores, papéis, papelão, etc. A biomassa é o elemento principal de diversos novos tipos de combustíveis e fontes de energia como o bio-óleo, o biogás, o BTL e o biodiesel.
A renovação da biomassa ocorre através do ciclo do carbono. A queima da biomassa ou de seus derivados provoca a liberação de CO2 na atmosfera. As plantas, através da fotossíntese, transformam esse CO2 nos hidratos de carbono, liberando oxigênio. Assim, a utilização da biomassa, desde que não seja de forma predatória, não altera a composição da atmosfera. A biomassa se destaca pela alta densidade energética e pelas facilidades de armazenamento, conversão e transporte.
A semelhança entre os motores com utilização de biomassa e os que utilizam energias fósseis é outra vantagem. Dessa forma, a substituição das formas de obtenção de energia não teria impacto tão grande na indústria automobilística. Embora a utilização de biomassa como fonte de energia traga fantásticas vantagens, é importante ressaltar que se deve ter um amplo controle sobre as áreas desmatadas. Um exemplo disso foi a expansão da indústria de álcool no Brasil, onde várias florestas foram desmatadas para dar lugar a plantações de cana-de-açúcar. Por isso a preocupação ambiental, mais do que nunca, deve ser prioridade na utilização da biomassa.

Fonte: www.dep.fem.unicamp.br

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Tipos de bioplásticos:Os polihidroxialcanoatos (PHA's)


Os plásticos vêm sendo cada vez mais utilizados em nosso cotidiano, de múltiplas formas, inclusive nas aplicações para as quais anteriormente utilizavam-se outros materiais. A rápida descartabilidade de alguns objetos e a dificuldade de degradação dos plásticos convencionais acabam causando um grave problema ambiental e têm despertado o interesse no estudo de alternativas que possam minimizar esse impacto ambiental. Dentre essas alternativas está a utilização de biopolímeros, como os polihidroxialcanoatos (PHA's), que são plásticos biodegradáveis sintetizados e acumulados no interior de muitas bactérias como reserva de carbono e energia, em condições desbalanceadas do meio, quando há excesso de carbono e limitação de algum nutriente essencial como fósforo, nitrogênio, potássio, oxigênio.
Os PHA's, além de apresentarem a vantagem da biodegradabilidade, também podem ser produzidos a partir de fontes renováveis de carbono como açúcar, soro de leite e óleos vegetais. Por serem biocompatíveis, também podem ser utilizados na área médico-farmacêutica como fios de sutura, enxertos vasculares, entre outros. Outras possíveis aplicações são em embalagens de cosméticos e alimentos, brinquedos, material escolar, etc.
Polihidroxibutirato (P(3HB)) é o polímero mais estudado dentre os PHA's. Este polímero possui características próximas às encontradas no polipropileno, porém possui pouca estabilidade térmica e é quebradiço. A incorporação de unidades de 3-hidroxivalerato (3HV), através de um precursor como o ácido propiônico, leva à síntese do copolímero poli(3-hidroxibutirato-co-3-hidroxivalerato) (P(3HB-co-3HV)) por Ralstonia eutropha. Este copolímero, por sua vez, apresenta vantagens em relação ao P(3HB), como melhores propriedades termoplásticas, o que o torna mais interessante para aplicações industriais.
R. eutropha é um dos microrganismos mais estudados para a produção de PHA's, devido à sua facilidade de utilização de fontes renováveis e habilidade de acumular até 80% de seu peso seco em polímero. A produção de polímero por R. eutropha é realizada em duas fases, uma fase inicial de crescimento não limitado visando o crescimento celular, seguida de uma fase limitada com acúmulo de polímero.Durante a fase de produção, a alimentação de ácido propiônico conduz à formação do copolímero P(3HB-co-3HV) e a alimentação de pequena quantidade do elemento limitante leva ao aumento do acúmulo de polímero.
Apesar da grande possibilidade de aplicação do P(3HB-co-3HV), seu uso ainda é limitado devido ao alto custo em relação aos plásticos petroquímicos. Assim, estudos que possam aumentar a produtividade do polímero tornam-se importantes para a redução dos seus custos de produção. Uma opção é a utilização de ácidos graxos como substratos ou suplementos nutricionais na produção de polímero. R. eutropha incorpora os ácidos graxos em suas células e metaboliza-os a acetil-CoA pela via da b-oxidação de ácidos graxos. Na sequência, a biossíntese do polímero leva à formação de monômeros 3-HB-CoA, que são polimerizados formando o P(3HB). Já foi demonstrado que a suplementação de ácido oleico no processo produtivo de PHA por R. eutropha leva a um aumento na produção do polímero. Da mesma forma, estudos anteriores, verificaram que a utilização de óleos vegetais, contendo alta concentração de ácido linoleico, poderia aumentar a produção do polímero, indicando que o ácido linoleico possa ser um bom suplemento nutricional na produção de PHA.



Fonte:Utilização de ácidos linoleico e oleico como suplementos nutricionais aumenta a produção depoli(3-hidroxibutirato-co-3-hidroxivalerato) por Ralstonia eutropha
Cláudia Regina Squio, Cíntia Maria Ferreira e Gláucia Maria Falcão de Aragão
Universidade Federal de Santa Catarina – Depto. de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos
Caixa Postal 476 – 88040-900 Florianópolis – SC

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Polimeros biodegradáveis

Nos Estados Unidos da América é despejado mais de 160 milhões de toneladas anuais de lixo sólido no meio ambiente. Dessa massa total, 7% correspondem a plásticos, o que em volume equivale à quantia de 30%. Cada habitante norte-americano descarta 70 kg de lixo plástico por ano. Na Europa são 38 kg anuais e no Brasil algo da ordem de 10 kg anuais por habitante. Na cidade de São Paulo, são produzidos 12.000 ton/dia de lixo, dos quais, cerca de 10% é constituído de material plástico. Os problemas decorrentes da poluição ambiental gerada pelo lixo plástico têm levado a comunidade científica a refletir sobre possíveis alternativas para o problema. Para o gerenciamento do lixo plástico produzido em sociedade, a biodegradação é uma das alternativas que tem sido proposta.
A biodegradação consiste na degradação dos materiais poliméricos através da ação de organismos vivos. Segundo estabelecido pela American Standard for Testing and Methods (ASTM-D-883), polímeros biodegradáveis são polímeros degradáveis nos quais a degradação resulta primariamente da ação de microorganismos tais como bactérias, fungos e algas de ocorrência natural. Em geral, derivam desse processo CO2, CH4, componentes celulares microbianos e outros produtos.
O interesse em polímeros biodegradáveis tem crescido muito nos últimos anos, em nível mundial. Apesar disso, o alto custo de produção dos biodegradáveis em comparação aos plásticos convencionais ainda tem se constituído num problema para ser resolvido. A título de exemplificação, o polietileno apresenta um custo de produção médio da ordem de 0.9 a 1 US$/kg, ao passo que os polímeros biodegradáveis apresentam um custo médio de produção na faixa de 5 a 8 US$/kg. A maioria dos compostos de alta massa molar que apresentam biodegradabilidade são poliésteres. Estes são polímeros contendo grupos funcionais ésteres em suas estruturas, que são facilmente atacadas por fungos através de hidrólise.
Os poliésteres podem oferecer uma grande variedade de propriedades, desde plásticos rígidos altamente cristalinos a polímeros dúcteis. As propriedades terapêuticas descobertas em certos poliésteres possibilitaram sua produção em escala industrial, principalmente na forma de fios para suturas e cápsulas de comprimidos. Entre os polímeros biodegradáveis o mais conhecido é o poli-b-(hidroxibutirato) (PHB). Sua produção em grande escala acontece por um processo de fermentação bacteriana, sendo ainda um processo relativamente caro.
Poli-b-(hidroxibutirato) (PHB)
O poli-(e-caprolactona) (PCL) também tem sido estudado como substrato para biodegradação e como matriz em sistemas de liberação de drogas. O PCL é geralmente preparado pela abertura do anel de polimerização do e-caprolactona. O PHB-V é um copolímero do hidroxibutirato com segmentos aleatórios de hidroxivalerato. Assim como no caso do PHB, o processo de produção do PHB-V é bacteriana. A concentração de valerato no copolímero pode causar uma variação tempo de degradação, de algumas semanas a vários anos.Além da estrutura química dos polímeros, há outros fatores que também influenciam a velocidade de degradação, como morfologia, cristalinidade, etc.



Fonte:Avaliação da Biodegradação de Poli-b-(Hidroxibutirato), Poli-b-(Hidroxibutirato-co-valerato) e Poli-e-(caprolactona) em Solo Compostado Derval S. Rosa, Queenie Siu Hang Chui Unidade Acadêmica da Área de Ciências Exatas e Tecnológicas,Universidade São Francisco ;Rubens Pantano Filho Universidade São Francisco e Pontifícia Universidade Católica de Campinas ; José Augusto M. Agnelli Departamento de Engenharia de Materiais, UFSCar

sábado, 30 de maio de 2009

Compósitos de Polipropileno Reforçado com Celulose de Bagaço e Palha de Cana

Compósitos que utilizam fibras vegetais como reforço têm despertado crescente interesse por parte da comunidade científica e industrial. O bagaço e a palha de cana são materiais renováveis e quando usados como reforço em uma matriz termoplástica podem dar origem a compósitos com baixo custo, baixa densidade e interessantes propriedades mecânicas.Os compósitos poliméricos são materiais extensamente estudados e têm grande aplicação nas indústrias aeronáutica, automobilística, esportiva e de construção civil . Nas últimas duas décadas, a busca de novos materiais que atendam às tendências mundiais que visem à viabilidade econômica e ao mesmo tempo, a preocupação com o meio ambiente, leva à alternativa de se fazer uso dos recursos naturais renováveis . O bagaço e a palha de cana-de-açúcar são materiais lignocelulósicos gerados em grandes proporções, constituídos principalmente por celulose, hemicelulose e lignina, e em menores proporções, extrativos e cinzas. A celulose o principal componente dessas fibras vegetais, é um homopolímero linear composto de unidades de anidro-glicose, as quais são ligadas entre si através de ligações b- (1®4) - glicosídicas e possui estrutura fibrilar e módulo de elasticidade relativamente alto . A maior parte desses resíduos agroindustriais é utilizada na própria indústria alcooleira e açucareira para a geração de energia; no entanto, o excedente pode ser utilizado em outras aplicações mais nobres, por exemplo como reforço em materiais compósitos.Para a obtenção de celulose a partir desses resíduos, a separação dos componentes macromoleculares pode ser feita através de processos químicos, físicos ou enzimáticos.



Fonte:Revista Matéria, v. 11, n. 2, pp. 101 – 110, 2006

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O Brasil e o bioplástico


O Brasil é líder mundial quando se fala em energia renovável, 45% do abastecimento de energia total é produzido usando recursos renováveis, e tem ainda pesquisas para desenvolver outros recursos como por exemplos a energia eólica. Comparados aos 7% desenvolvido pelos E.U.A, o Brasil realmente pode também ser um líder no que promete ser uma indústria do futuro para um mercado global que tenham um impacto profundo, difundido e positivo para reduzir nossa dependência em combustíveis fósseis e a reduzir o dióxido e as emissões de gases de efeito estufa, sem mencionar a poluição do ar, da água e de terra dos produtos consumidos amplamente.
Realmente, as perspectivas para o futuro apontam para o uso de materiais proveniente de fonte renováveis, a indústria plástica mundial está percebendo isto, e muito provavelmente a indústria brasileira acabará percebendo que não há motivos para não aderir a esta matéria-prima e tecnologia. Como já foi postado várias vezes, existem várias fontes de amido, que podem suprir um grande mercado como o Brasil para bioplásticos provenientes de amido, existe a cana-de-açucar, enfim, existe muitas alternativas, uma coisa já se pode perceber, o futuro é do bioplástico, ele pode estar mais próximo do que imaginamos.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Potencial brasileiro para a produção de Fécula de madioca para a produção de bioplástico


Apesar da grande diversidade, o sistema produtivo da cadeia da mandioca apresenta três tipologias básicas: a unidade doméstica, a unidade familiar e a unidade empresarial. Essa tipologia leva em consideração a origem da mão-de-obra, o nível tecnológico, a participação no mercado e o grau de intensidade do uso de capital na exploração.
A unidade doméstica é caracterizada por usar mão-de-obra familiar, não utilizar tecnologias modernas, pouco participar do mercado e dispor de capital de exploração de baixa intensidade. A unidade familiar já adota algumas tecnologias modernas, tem uma participação significativa no mercado e dispõe de capital de exploração em nível mais elevado. A contratação de mão-de-obra de terceiros é a característica marcante da unidade empresarial que, juntamente com as unidades do tipo familiar, responde pela maior parte da produção de raízes no Brasil.
O segmento de processamento da cadeia da mandioca está intimamente relacionado com o uso das raízes: farinha ou fécula. A escala de operação das indústrias de processamento de farinha vai desde as pequenas unidades artesanais de processamento (comunitárias ou privadas) existentes no Brasil como um todo, até as unidades de grande porte que processam, em média, 300 sacas de farinha por dia, passando pelas unidades de médio porte (100 sacas por dia). Estima-se que existam mais de 200 farinheiras de médio ou grande porte concentradas na região de Paranavaí (PR). A maioria das fecularias possui capacidade operacional para moer, no mínimo, 150 toneladas de mandioca por dia. Na cadeia da mandioca existem ainda outros produtos de importância econômica regional e que são comercializados de forma informal, como é o caso da raspa de mandioca e da parte aérea.
As etapas de processamento e distribuição às vezes são realizadas por um mesmo ator. Essa situação pode acontecer no mercado de farinha, de raízes frescas e de fécula, ou seja, um mesmo produtor/empresa processa e distribui os produtos. Neste caso, a farinha e as raízes frescas (no caso dos aipins) são comercializadas diretamente nas feiras livres ou são repassadas para os supermercados. Já no caso da fécula, ocorre a comercialização diretamente com as empresas que irão usá-la como insumo em diversos processos industriais, entre o potencial da fabricação de bioplástico.Apesar do crescimento da comercialização via associações e cooperativas, ainda prevalece a figura do intermediário como principal agente de comercialização na cadeia. Essa função é exercida por agentes esporádicos (caminhoneiros) e por comerciantes regularmente estabelecidos nos centros urbanos.
Com relação aos consumidores de fécula, todos podem ser classificados como consumidores intermediários, isto é, adquirem o produto para ser utilizado como insumo nos diversos processos industriais. Enquadram-se nessa categoria os consumidores que compram pequenas quantidades que podem ser encontradas no comércio varejista e no mercado atacadista, como é o caso das padarias, confeitarias e pequenas indústrias de processamento de carne. Além disso, incluem-se também os consumidores que transacionam grandes volumes, diretamente negociados com as fecularias visando obter melhores preços e condições de pagamento. Nesse segmento da cadeia inserem-se, também, os importadores.
Percebe-se então, que como desenvolvimento do mercado de bioplástico no Brasil, haveria um crescimento na demanda de fécula, que beneficiaria os pequenos produtores, que por sua vez poderiam se reunir em cooperativas, gerando renda para muitas famílias e ao mesmo tempo, colaboraria com o meio ambiente e tornaria o país com menor dependência do petróleo. Para finalizar, fica mais do que claro que o uso do bioplástico irá beneficiar não só o meio ambiente, mas a economia de nosso pais e proporcionará condições para um desenvolvimento sustentável.


 

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