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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Os perigos por trás da embalagem de fast food



 
Nós todos sabemos há muito tempo que  comer fast food  é ruim para nós. É gorduroso, rico em sódio e a contagem de calorias é obscena. Agora vem a notícia de que a embalagem que utilizada pode ser  perigoso para a sua saúde .
Um novo estudo encontrou compostos químicos perigosos em  quase metade dos 400  recipientes de fast food testados em 27 franquias de fast food. AS embalagens testadas neste estudo veio do Big Four: McDonald's, Chipotle Grill mexicano, Starbucks e Yum! Brands, Inc., Taco Bell, KFC, Pizza Hut e WingStreet.
As substâncias em questão são produtos químicos perfluorados (PFC). Esse é o mesmo material que era usado para fazer Teflon Dupont antes que fosse  removido do mercado. Ele também é usado em carpetes, móveis, roupas e cosméticos por causa de ter a qualidade de ser repelente de água e resistente a manchas. Estamos expostos a ele todos os dias. As moléculas de PFCs se quebram no corpo humano quando ingerido e tornam-se substâncias per- e polyfluoroalkil (PFASs). 
Elas são  substâncias  químicas sintéticas altamente persistentes e  associadas ao  câncer, dano hepático, toxicidade de desenvolvimento, problemas reprodutivos, imunotoxicidade e outros efeitos sobre a saúde. Nós usamos PFCs em embalagens de alimentos porque ajudam a manter o óleo e a gordura da fritura dentro das embalagens.
Não sabíamos que os PFAS eram perigosos desta forma até o início dos anos 2000. Quando esse fato ficou claro, o governo proibiu o uso de alguns PFCs em embalagens de alimentos. Outros permanecem aprovados para tal uso.
Diferentes franquias, diferentes níveis de toxidade
O estudo,  publicado  na revista  científica Environmental Science & Technology Letters , fez algumas descobertas preocupantes sobre o que ainda é encontrado nas embalagens de alimentos hoje. Quarenta e seis por cento de embalagens de papel e 20 por cento de amostras de embalagens de fast food continha PFC. Copos de papel para bebidas quentes e frias, por outro lado, não continham níveis significativos de flúor.
Esses invólucros cercam seus hambúrgueres do McDonald's, Taco Bell e dos burritos. Suas batatas fritas, pizzas e Big Macs que também vêm em caixas de papelão. Em geral, o estudo descobriu que pães, sobremesas e alimentos Tex-Mex são mais freqüentemente envolvidos nestas formas de embalagem.
No Quiznos, Jimmy John's e Taco Time, 100 por cento das amostras de embalagens testadas deram positivo para produtos químicos perfluorados. Zero por cento  da embalagem de Carl's Jr., Five Guys e Round Table Pizza tinha esses produtos químicos. Outras cadeias como Subway, Burger King, Dunkin 'Donuts e Arby's fell tinha percentuais em algum tipo de lanche.

quinta-feira, 3 de março de 2011

A bomba relógio dos fertilizantes e plásticos no ambiente marinho

Enormes quantidades de fertilizantes fosfatados - um fertilizante valioso e necessário para alimentar a crescente população mundial - estão atingindo os oceanos como resultados da ineficiência na agricultura e da falha na reciclagem de águas residuais.A poluição por fosfato, juntamente com outras descargas descontroladas como as de nitrogênio e esgoto, está relacionada ao aumento no crescimento de algas, que por sua vez prejudicam a qualidade da água, aumentam a quantidade de peixes envenenados e comprometem o turismo costeiro.Somente nos Estados Unidos, os custos estão estimados em mais de US$2 bilhões por ano, o que indica que no mundo todo anualmente o prejuízo pode chegar a dezenas de bilhões de dólares.
Ao mesmo tempo há uma preocupação crescente quanto ao impacto que bilhões de fragmentos de plásticos, tanto grandes quanto pequenos, causam à saúde do ambiente marinho global.Novas pesquisas sugerem que os plásticos em pequenos fragmentos espalhados nos oceanos - juntamente com os pellets descartados pela indústria - podem absorver uma variada gama de elementos químicos tóxicos ligados ao câncer e impactar os processos reprodutivos dos seres humanos e da vida selvagem.Especialistas afirmam que tanto as descargas de fosfato quanto as novas preocupações referentes aos plásticos salientam a necessidade de um melhor gerenciamento do lixo mundial e também da melhoria nos padrões de consumo e produção.
Os dois assuntos são colocados como questões-chave - considerados como persistentes ou emergente - no Year Book 2011 (http://www.unep.org/yearbook/2011/)do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (em inglês, UNEP) que está sendo lançado hoje antecedendo a reunião anual de ministros mundiais de meio ambiente, com abertura em 21 de fevereiro.Achim Steiner, Sub-Secretário-Geral e Diretor Executivo do UNEP, disse: “A ciência é fundamental para ajudar os governos a priorizarem ações sobre os desafios persistentes e emergentes - de fato, as questões emergentes serão o tema central nos próximos 15 meses, à medida que os ministros se preparam para a decisiva Conferência Rio+20, a ser realizada no Brasil no próximo ano”.“O fosfato e as histórias de plásticos no ambiente marinho evidenciam a necessidade urgente de se preencher lacunas científicas, mas também de se catalisar uma transição global para uma Economia Verde a fim de se concretizar o desenvolvimento sustentável e o combate à pobreza”, acrescentou.
”A partir daqui - no Conselho Governamental do UNEP/Fórum Ministerial Global para o Meio Ambiente - começaremos consultas globais e regionais sobre uma pequena lista dos principais desafios científicos que precisam ser tratados a fim de auxiliar nessa transição e apoiar os governos na Rio +20″, disse Steiner.“O foco estará também sobre as soluções e oportunidades. Seja fosfato, plástico ou qualquer outro dos tantos desafios enfrentados pelo mundo moderno, há, claramente, inúmeras oportunidades para a geração de novos tipos de empregos e também de indústrias mais eficientes”, acrescentou.“Algo que traga uma gestão mais inteligente, um imperativo para a reciclagem transformadora de resíduos e seus impactos ambientais e de saúde, a partir de um problema sério em um valioso recurso, e que mantenha a área ocupada da humanidade dentro de limites planetários”, complementou.


Fonte: http://ambienteja.info

terça-feira, 21 de abril de 2009

Produto químico utilizado em empacotamento de alimentos está associado à obesidade infântil e a outros problemas de saúde

Os Ftalatos usados em produtos de empacotamento de alimentos podem estar ligados à obesidade da infância, pois proporcionam distúrbios nas glândulas endócrinas, de acordo com dois estudos da Faculdade de Medicina do monte Sinai. Os investigadores encontraram crianças no Harlem do leste em New York, com três vezes mais excesso de peso do que outras crianças nos E.U.A. Os pesquisadores acreditam que isto vem ocorrendo em decorrência dos altos níveis de produtos químicos utilizado em materiais de empacotamento que foram encontrados na urina destas crianças, proporcionando a obesidade porque interrompem os hormônios que regulam o crescimento e o desenvolvimento. Os resultados encontrado dos Ftalatos eram parte de dois projetos de investigação a longo prazo da saúde das crianças que vivem em Harlem do leste e nas comunidades circunvizinhas. A equipe do monte Sinai explicou que um projeto focalizou 400 meninas da comunidade, e os resultados mostram que as meninas (as mais pesadas) tiveram os níveis mais elevados de metabólicos dos Ftalatos em sua urina. O outro projeto, intitulado crescer saudável em Harlem do leste, estudou a dieta e outros fatores contribuintes de 520 crianças do Harlem, de 6-8 anos, e os resultados igualmente mostra que os níveis de Ftalatos medidos nos participantes eram mais elevados do que a média nacional dos E.U.A.Com esta pesquisa adicionam-se ao corpo crescente da prova científica os problemas de saúde provocados pelos Ftalatos e pode incentivar o fim do uso destes produtos em pacotes de alimentos e a busca por alternativas para sua substituição por bioplásticos. Os estudos científicos precedentes em seres humanos encontraram que estes produtos químicos estão associados à obesidade abdominal, a resistência de insulina e a qualidade pobre do sêmen em adultos, assim como mudanças sutis nos órgãos reprodutivos nos bebês. A família dos Ftalatos é usada em uma variedade de produtos como cosméticos, xampus, sabões, loções, lubrificantes, pintura, inseticidas, e nos plásticos. Os Ftalatos são usados primeiramente como plastificantes no cloreto de polivinil (PVC) no Copolímero de cloreto de vinila e vinilideno (PVDC) para aumentar sua flexibilidade. O Ftalato DEHP -2-Di-ethilhexil é talvez o mais estudado completamente entre os Ftalatos, e tem sido usado por muito tempo para produzir versões altamente flexíveis de polímeros de PVC e dos PVDC para uma variedade de aplicações, como na película flexível de empacotamento de alimento. A Agência de Medicamentos e Alimentos dos E.U.A (FDA) disse que está conduzindo pesquisas para verificar o risco potencial para a saúde levantado pela exposição aos Ftalatos. Entretanto, a agência anota que os efeitos tóxicos e carcinogênicos do DEHP forem demonstrados em animais de laboratório, e “não há nenhum estudo nos seres humanos que são adequados como base para a tomada de decisão reguladora,” Outros produtos químicos para empacotamento de alimento que estão causando a ansiedade entre consumidores são o Bisphenol A (BPA) e produtos químicos perfluorinated (PFCs). Um estudo recente dos E.U.A encontrou que os PFCs, que são encontrados nos pacotes resistentes e lubrificados tal como os sacos de pipoca de microonda e nas caixas da pizza, podem estar ligados à infertilidade nas mulheres, e vários estudos globais indicaram que o BPA em latas e em frascos infantis poderia ser prejudicial aos bebês.

domingo, 19 de abril de 2009

Como poderemos resolver o problema da poluição do meio ambiente pelos plásticos petróleo baseados?


Os plásticos de hidrocarboneto (Plásticos tradicionais) são feitos de petróleo e numerosos aditivos químicos. Muita destes já foi comprovado serem carcinogênios e possuem outros efeitos prejudiciais no contrapeso da vida animal. As resistências dos aditivos químicos utilizados nestes compostos tornam os produtos feitos deles um “produto não-biodegradável”, sufocando, estrangulando, e matando de fome a vida animal neste planeta. Uma estatística extraída de um projeto de investigação do sul da Califórnia comprova que existe seis vezes mais plástico petróleo baseado do que plâncton flutuando no Pacifico Norte. Você tem consciência das quantidades maciças de lixo despejadas nos oceanos? Geralmente, os consumidores acreditam que os produtos que se entra contato são seguros de se usar, por serem aprovados por algumas agências governamentais. Isto não é de todo verdadeiro. Por exemplo, apesar de se saber que o PVC é um carcinogéneo desde 1970, nós temos ainda em produção e utilizamos quantidades maciças deste composto nos mais diversos usos do dia dia familiar, e milhões de toneladas de PVC estão sendo jogados nos E.U.A e no mundo todos os anos.
E a reciclagem dos plásticos, seria uma solução?Não se engane, a reciclagem é uma solução fraca (Paliativa). Na realidade a maioria dos plásticos são muito difíceis de reciclar e geralmente não são produzidos os mesmos tipos de produtos que existiam antes, os reciclados não se reciclam de todo. As correntes do polímero dos plásticos de hidrocarboneto se dividem cada vez que são derretidas, fazendo-os menos úteis ou de confiança para frascos plásticos, por exemplo. Muitos consumidores tem a falsa idéia de que o material será reciclado nos mesmos produtos de origem, a coisa não é bem assim. A demanda crescente para os recipientes plásticos (13 bilhões de libras nos E.U.A em 2004) exige o uso e a manufatura de plásticos virgens de hidrocarbonetos. Nós não estamos parando o derramamento tóxico com a reciclagem. Está aumentando a produção e a demanda, ou seja, há um aumento do número de plásticos derivados de petróleo no ambiente. Além disso, os esforços voluntários da reciclagem ainda são ineficazes, fazendo com que a maioria dos plásticos usados vá diretamente para os oceanos, rios lagos etc..
Assim, como podemos resolver este problema? Nós devemos entender que não há nenhum lugar seguro para a acumulação tóxica, e nós ainda estamos aumentando a produção de plásticos de hidrocarbonetos em uma taxa de aproximadamente 80 bilhões de libras por o ano, com a manufatura de plásticos virgens para frascos, sacos de plástico, material para empacotamento, e outras aplicações que nosso estilo de vida atual exige. Nós precisamos de uma ciência mais eficaz, e estilos de vida mais sustentáveis. Uma alternativa para resolver o problema é a utilização de plásticos bio baseados, chamados, bioplásticos ou plásticos verdes. ”Os plásticos verdes ou bioplásticos são plásticos feitos de material renovável, benigno, compostável. O fornecimento de carbono (das plantas) é mais abundante na biosfera do que todos produtos agrícolas combinados restantes da matéria orgânica…que poderiam fornecer uma grande fonte sustentável de materiais biodegradáveis para os bioplásticos”; diz E.S. Stevens da universidade de Binghamton. O professor Stevens escreveu uma série de artigos para a
BioCycle Magazine. É igualmente o autor do Green Plástic.
Existe agora diversos fabricantes de resinas benignas de biopolimeros que podem substituir os antecessores tóxicos. Estas resinas estão começando a ser introduzidas em aplicações mais práticas, como placas e utensílios plásticos de mantimento e no empacotamento de produtos perecíveis.
Tradução livre

sábado, 11 de abril de 2009

O di-n-octilftalato: Plastificante utilizado na produção de plástico petróleo baseado


O di-n-octilftalato, conhecido também como dioctil ftalato é um líquido oleoso, incolor sem odor. Não se evapora facilmente. Não há nenhuma evidencia que indique que o di-n-octilftalato ocorre naturalmente no meio ambiente. o di-n-octilftalato é manufaturado para numerosos usos. Usa-se comumente no fabrico de plástico petróleo baseado para dar-lhes maleabilidade e flexibilidade. Estes plásticos se usam em diversos produtos tais como: pisos, carpetes, revestimentos de computadores etc...Uma vez que é liberado no meio ambiente, o di-n-octilftalato se aderirá fortemente ao solo, aos sedimentos e as partículas de poeira. Se liberado na atmosfera, a chuva e as partículas de poeira podem levar ao solo as águas superficiais. Pequenas quantidades deste composto pedem acumular-se em animais aquáticos tais como peixes e ostras.
A Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos E.U.A identifica os locais de deposição de produtos perigosos mais sérios no país. A APMA coloca os locais em uma Lista de Prioridades Nacionais (NPL). O di-n-octilftalato é encontrado em pelo menos 300 dos 1,416 locais atualmente listados no NPL e os que formaram parte da NPL no passado. No entanto o número total de locais da NPL que se tem analisado esta substancia não se conhece, o número de locais que se encontre di-n-octilftalato pode aumentar à medida que se busquem mais locais. Esta informação é importante porque estes locais podem constituir fontes de exposição, e a exposição a esta substância pode prejudicar os seres humanos e outros animais.Quando uma substancia se libera desde uma área extensa, por exemplo, desde uma planta industrial, desde um recipiente como um barril, a substancia entra no meio ambiente. Esta liberação nem sempre conduz a exposição. Você pode expor-se a uma substancia somente quando entra em contato com esta, ao inalar, comer ou beber a substância, ou por contato com a pele.
Há muitos fatores que determinam se a exposição ao di-n-octilftalato o prejudicará. Estes fatores incluem as doses (a quantidade), a duração (por quanto tempo) e a maneira como entrou em contato com esta substancia. Também se devem considerar as outras substancias químicas que você está exposto, sua idade, sexo, dieta, características pessoais, estilo de vida e condição de saúde.Não se tem uma definição se o di-n-ocftalato seja uma substância cancerígena, no entanto, os últimos estudos realizados demonstram que está substância prejudica a fertilidade dos ratos machos, neste sentido, obviamente o seu uso deverá ser combatido, haja vista, que a saúde dos seres vivos deste planeta deve estar em primeiro lugar.


sexta-feira, 10 de abril de 2009

O uso de Ftalatos em Plástico Petróleo baseados (Vinil/PVC)

Ftalatos são uma classe de substâncias comumente utilizadas em produtos de consumo. Os ftalatos causam uma larga série de problemas adversos à saúde, incluindo danos ao fígado, aos rins e ao pulmão bem como anormalidades no sistema reprodutivo e o desenvolvimento sexual. Os ftalatos são classificados como “prováveis carcinogênicos humanos”.
O ftalato é uma classe de substâncias químicas agregadas a uma série de produtos comuns de consumo. Em 1994, perto de 87% de todo o ftalato produzido nos USA foi utilizado como aditivo, na forma de plastificantes ou como agentes amaciadores de produtos de vinil ou PVC. Plastificantes são materiais viscosos como melado que saturam a matriz tridinensional da resina plástica, como uma esponja rija. Ela torna-se flexível mas com o tempo estes materiais viscosos, os aditivos, gradualmente vão saindo, fazendo a esponja ficar novamente ressequida. Os produtos de consumo de PVC, ou vinil, amaciados podem conter mais de 40% de seu peso em ftalato. A sociedade está largamente exposta aos ftalatos porque o PVC é um plástico amplamente disseminado na fabricação de acessórios domésticos (por exemplo, piso, papel de parede e outros), utensílios médicos (como cateteres, bolsas de sangue e soro), itens infantis (mamadeiras, brinquedos para apertar, colchonetes para troca de fraldas, mordedores) e para embalagens (filme transparente, garrafas descartáveis).
Uma pesquisa feita pelos Centers for Disease Control (nt.: CDC)/Centros de Controle de Doenças dos USA) confirmou, em 2001, a presença de ftalatos nos organismos humanos.Comer, respirar, contactar pela pele e mesmo pela transfusão de sangue, todas são vias, isolada ou conjuntamente, de acesso de ftalatos a nossos organismos. De acordo com a U.S. Environmental Protection Agency (nt.: EPA/Agência de Proteção Ambiental dos USA) comer seja provavelmente a rota principal para que os humanos sejam contaminados com dietilhexil ftalato (DEHP), o ftalato mais empregado como plastificante. O DEHP migra para os alimentos dos filmes transparentes durante o armazenamento. Similarmente, também somos contaminados com outros ftalatos comumente utilizados como diisononil ftalato (DINP).
Provavelmente as crianças têm índices mais elevados do que a maioria, em razão de que seus brinquedos de levar à boca sejam feitos com maiores quantidades de ftalatos em PVC mais amaciados (como os mordedores). Por exemplo, os níveis mais altos de DINP liberados dos mordedores e outros brinquedos, excedem à dose diária aceitável de acordo com pesquisas, conduzidas na Holanda e Dinamarca, onde se simulava o comportamento de morder feito pelas crianças. Além disso, a pesquisa holandesa confirmou o que a maioria de nós tem observado de que as crianças chupam ou mordem seus dedos e outras coisas que não são feitos para irem aos seus lábios mais do que os mordedores. Este instinto de morder sem dúvida agrega-se a esta sua dose elevada de ftalatos.
Recentemente o NTP manifestou sua preocupação sobre o desenvolvimento irregular de nenês nascidos de mulheres que durante a gravidez tiveram contato com os níveis normais considerados para um adulto. Expressaram sua preocupação de que os meninos e os nenês do sexo masculino que substancialmente excedem a dose de DEHP estimada para adultos, podem apresentam problemas no desenvolvimento de seus sistemas reprodutivos. O DEHP foi classificado pela EPA como um provável carcinogênico humano. O Department of Health and Services (nt.: Departamento de Saúde e Serviços Humanos) também classificou o DEHP como cancerígeno potencial. Isto quer dizer que o DEHP é sem dúvida uma substância que gera câncer em humanos. Ratos e camundongos alimentados com DEHP e DINP também mostraram um incremento de cânceres de fígado em comparação com animais que não foram alimentados com estas substâncias.
As proles de ratas separadamente alimentadas com diferentes ftalatos, chamados dietil hexil-, diisononil- e butil benzil ftalato (DEHP, DINP e BBP, respectivamente) não seguiram os processos normais de desenvolvimento sexual. Nos casos das que foram alimentadas com DEHP e BBP também o peso das proles foi reduzido. Outras pesquisas detectaram nos testículos de jovens ratos machos outros efeitos sutis em baixas doses de DEHP.
Altas doses de dietil ftalato (DEP) fornecido a ratas prenhes mostraram que causam o aparecimento de uma costela extra nas suas proles. Adicionalmente as fêmeas expostas ao DEP durante toda sua vida experimentaram um elevado número de nascimento de fetos mortos. De acordo com um relatório, de 1996, da Agency for Toxic Substances and Disease Registry (nt.: ATSDR/Agência sobre Substâncias Tóxicas e Registro de Enfermidades): “Não há informações disponíveis indicando possíveis efeitos causados pelo dietil ftalato caso se respire, coma, beba, e mesmo que esta substância toque na pele”.Esta é uma declaração problemática em razão da diversidade de produtos de consumo nos quais o DEP é adicionado. Além disto, realça as regulamentações inadequadas para substâncias químicas comerciais largamente utilizadas.


Fonte: http://www.nossofuturoroubado.com.br

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sacolas Plásticas Petróleo Baseadas X Meio Ambiente


A maioria das invenções está diretamente relacionada com nosso conforto e praticidade, porém muitas delas são colocadas no mercado sem nenhuma pesquisa mais profunda de seu impacto, principalmente ambiental. A regra é o lucro imediato. Este é o caso das sacolas plásticas petróleo baseadas ou "saquinhos de supermercado".

Origem

Sua invenção data de 1862 e foi uma revolução para o comércio por sua praticidade e por ser barata. Apesar de antiga a invenção veio explodir no Brasil a partir da década de 80, contribuindo para a filosofia do "tudo descartável". Mas agora sabemos (e os Europeus já sabem há um bom tempo) que elas são um dos grandes vilões do meio ambiente e apenas agora nos demos conta disto, bem como várias outras coisas que antes utilizávamos sem nenhum peso na consciência.

Motivos de sobra para abandoná-la

Mas porque ele é assim tão prejudicial para o meio ambiente? Bem, em primeiro lugar o saquinho plástico é um derivado do petróleo, substância não renovável, feita de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD) e sua degradação no ambiente pode levar séculos, ou seja, seu tataraneto pode no futuro se deparar com o saquinho que você jogou fora hoje. No Brasil aproximadamente 9,7% de todo o lixo é composto por saquinhos plásticos, além disso, a produção do plástico é ambientalmente nociva. Para produzir uma tonelada de plástico são necessários 1.140 kw/hora (esta energia daria para manter aproximadamente 7600 residências iluminadas com lâmpadas econômicas por 1 hora), sem contar a água utilizada no processo e os dejetos resultantes.
Há um outro grande problema: a poluição dos mares por este tipo de lixo. Saquinhos plásticos no mar são confundidos por peixes e, principalmente, pelas tartarugas marinhas como águas vivas, um de seus alimentos. Assim ao ingerir os saquinhos as tartarugas morrem por obstrução do aparelho digestivo. Se você tiver oportunidade de um dia visitar o Projeto Tamar, verá que lá estão expostos vários cadáveres de tartarugas que morreram desta forma.
Os saquinhos também são uma das causas do entupimento da passagem de água em bueiros e córregos, contribuindo para as inundações e retenção de mais lixo. Quando incinerado libera toxinas perigosas para a saúde.

O que fazer então?

A grande idéia é aos poucos substituirmos as sacolas plásticas descartáveis derivadas de petróleo, por sacolas biodegradáveis (Feitas a partir da cana de açúcar e milho)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O perigo do uso do Plástico derivado de petróleo III

Bisfenol é um nome genérico dado a um grupo de difenilalcanos comumente empregados na produção de plásticos. O bisfenol A, principal representante deste grupo, é uma substância amplamente utilizada durante os processos industriais como monômero na produção de polímeros, policarbonatos, resinas epóxi e resinas de poliéster-estireno insaturadas, e ainda como fungicidas e agentes retardantes de chama. Outras aplicações incluem seu uso como estabilizante na produção de plásticos (inclusive embalagens de alimentos), como revestimento interno nas latas de alumínio usadas em bebidas, como selante dentário, como antioxidante, dentre outras. Este composto ocorre no ambiente como resultado do processo de lixiviação dos produtos finais manufaturados a partir deste, podendo estar presente nos vários compartimentos: ar, água, solo, sedimento e biota. Embora apresente solubilidade em água moderadamente elevada, o valor do seu coeficiente de partição octanol-água (log Kow 3,4) permite assumir que tal substância está preponderantemente adsorvida na matéria orgânica. Entretanto, seu transporte no ambiente aquático constitui a maior rota de distribuição para os demais compartimentos ambientais. Uma vez presente no meio ambiente, o bisfenol A pode vir a ser degradado biologicamente, com velocidades bastante diferenciadas, apresentando um tempo de meia-vida variando entre 1 a 180 dias em solos, bem como um tempo de meia-vida de 2,5 a 4 dias quando em água. Com relação à sua atividade estrogênica, alguns estudos envolvendo ensaios in vitro mostram que o bisfenol A possui um potencial de 4 a 6 ordens de magnitude menor que o 17b-estradiol e, ainda, que pode apresentar atividade anti-androgênica. Pelo fato do bisfenol A ser bastante empregado nos processos industriais e também por participar das formulações de produtos de uso doméstico, suas principais fontes no meio ambiente são os efluentes industriais, os esgotos domésticos, bem como os lodos provenientes das estações de tratamento de esgoto (ETE).

Fonte:
Interferentes endócrinos no ambiente
Endocrine disruptors in the enviroment
Gislaine Ghiselli; Wilson F. Jardim

Instituto de Química, Universidade Estadual de Campinas,
CP 6154, 13081-970 Campinas - SP, Brasil

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mais um motivo para utilizar bioplásticos, o uso de Alquilfenóis nos plásticos derivados de petróleo.

Os alquilfenóis como o nonilfenol (4-n-nonil-fenol) e o octilfenol (4-n-octil-fenol) são empregados como agentes plastificantes, antioxidantes e foto-estabilizantes em plásticos e, também, como matérias-primas na síntese de surfactantes não-iônicos do tipo alquilfenol etoxilato (APEs), amplamente utilizados como componentes de detergentes, tintas, herbicidas, agentes umectantes, cosméticos, pesticidas e em muitos outros produtos domésticos, industriais e agrícolas.Nos ecossistemas aquáticos, os APEs são degradados pela ação das bactérias, liberando os alquilfenóis livres,bem como alquilfenol mono- e dietoxilatos. Tanto os alquilfenóis quanto os alquilfenol dietoxilatos são disruptores endócrinos com ação estrogênica.
A atividade estrogênica do nonilfenol foi descoberta acidentalmente, quando uma equipe coordenada por Ana Soto descobriu que o nonilfenol, que havia migrado para os meios de cultura a partir de recipientes plásticos à base de poliestireno, era o responsável pela indução da multiplicação das células de câncer de mama (MCF-7). Posteriormente, em testes realizados com o nonilfenol puro, verificou-se este estimula a multiplicação das células MCF-7 na concentração de 215 ppb.
O nonilfenol foi detectado na água comercializada em garrafas feitas de PVC e de polietileno de alta densidade (PEAD), no leite comercializado em embalagens contendo PEAD, e em amostras de copos descartáveis, pratos e outros materiais plásticos à base de poliestireno ou polipropileno que entram em contato com alimentos. Agentes estrogênicos provenientes da degradação dos APEs também foram detectados na água de consumo e em efluentes de estações de esgoto, em concentrações suficientes para causar a feminização de peixes.
Ao ser administrado por via oral para ratas e seus filhos (do terceiro dia de gravidez ao vigésimo dia de vida do filho), o nonilfenol ocasionou alterações de comportamento com relação a estímulos de dor e medo, e a exposição de células de pâncreas de rato a uma solução contendo nonilfenol (10 ppb), por um período de 24 horas, resultou na secreção de insulina em quantidades acima do normal.

Fonte:Sônia Corina Hess - UFMS

Em Disruptores endócrinos ambientais: riscos à saúde pública.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Água mineral de garrafa: os perigos da contaminação do plástico derivado de petróleo

A maioria das águas minerais vem em garrafas de tereftalato de polietileno, indicado no fundo da embalagem por um número 1, PET ou PETE. As garrafas, em geral, são seguras, afirma Hermes Cortesini, porta-voz da Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET).
“A resina PET é inerte, e só quando submetida a altas temperaturas, como em uma incineração não-controlada, pode liberar componentes químicos. Seu único problema é a durabilidade: o descarte indevido prejudica o meio ambiente porque o material não é absorvido pela natureza.”
Mas, a exemplo de outros debates sobre produtos químicos, ainda não sabemos quais os riscos exatos para a saúde que as embalagens de plástico e o armazenamento equivocado da água mineral podem oferecer.
Enquanto isso, pesquisadores no mundo inteiro já levantaram bandeiras de advertência com relação a certas substâncias químicas específicas. O antimônio, por exemplo, é um produto químico potencialmente tóxico utilizado na fabricação do PET. Ano passado, cientistas da Alemanha descobriram que, quanto mais tempo uma garrafa de água fica armazenada (na loja ou em casa), mais antimônio desenvolve. Altas concentrações de antimônio podem causar náusea, vômitos e diarréia. No estudo, os níveis encontrados eram inferiores aos considerados seguros pela EPA, mas trata-se de um tópico que requer mais pesquisas.
Em julho de 2007, um comitê dos
Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) concordou que o bisfenol A (BPA), produto químico encontrado no policarbonato (utilizado na fabricação de garrafões de água para resfriamento, garrafinhas de água de uso esportivo e outros plásticos rígidos, mas não do PET), pode causar problemas neurológicos e comportamentais em fetos, bebês e crianças.
Outra pesquisa, patrocinada pelos NIH, descobriu que o risco era ainda maior, afirmando que a exposição de adultos aos efeitos do BPA provavelmente comprometeria o cérebro, o aparelho reprodutor feminino e o sistema imunológico.

Fonte:http://www.selecoes.com.br/

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Os perigos do plástico derivado de petróleo para nossa vida



Vamos postar a partir de hoje algumas matérias técnicas sobre o perigo de se usar plásticos derivados de petróleo.

Cerca de 10 milhões de pessoas ao redor do mundo recebem diagnóstico de câncer anualmente. Além disso, nos últimos sessenta anos, a contagem média de espermatozóides em alguns países caiu pela metade, enquanto a incidência de malformações do sistema reprodutivo masculino aumentou consideravelmente. Há suspeitas de que tais efeitos estejam relacionados à contaminação ambiental. O presente estudo divulga dados sobre os efeitos de determinados produtos químicos industriais na saúde de cobaias, animais selvagens e seres humanos. Esses materiais são suspeitos de atuarem como disruptores endócrinos – substâncias que causam distúrbios na síntese, secreção, transporte, ligação, ação ou eliminação de hormônios endógenos e, assim, com o metabolismo, alteram também a diferenciação sexual e a função reprodutiva. Um dos elementos prejudiciasi a saúde humana é o:

Bisfenol A

Por muitos anos, o bisfenol A (BPA) tem sido uma das substâncias químicas de maior produção ao redor do mundo, alcançando 2,7 milhões de toneladas em 2003. É uma matéria-prima industrial empregada na produção de polímeros e como estabilizante em plásticos à base de cloreto de polivinila (PVC),, presentes em muitos itens, como: latas de conserva revestidas internamente com filme de polímero, lentes de óculos, materiais automotivos, mamadeiras, garrafas de água mineral, encanamentos de água de abastecimento, adesivos, CDs e DVDs, etc.
A descoberta de que o BPA apresenta atividade estrogênica intensa ocorreu acidentalmente, quando pesquisadores verificaram que, ao serem autoclavados, os tubos plásticos de policarbonato, empregados em seus experimentos, liberavam na água essa substância – que, na concentração de 5,7 ppb, ocasionou estímulo da proliferação de células de câncer de mama (MCF-7).
Em experimentos realizados com ratos e camundongos, a exposição fetal ao BPA ocasionou a alteração da morfologia de diversos órgãos dos animais adultos, como útero e vagina, glândulas mamárias, e próstata.
A exposição contínua (por 24 horas) de células de pâncreas a uma solução contendo BPA (10 ppb), ocasionou a secreção de insulina acima do nível normal1 e g/kg/dia) fezmfoi observado que, após quatro dias, a administração de BPA (com que ratos adultos desenvolvessem hiperinsulinemia, o que aumenta os riscos de desencadeamento de diabetes melitus do tipo 2 e hipertensão.3
A administração de BPA a ratas grávidas e seus filhotes recém-nascidos induziu-os à obesidade e também resultou em mudanças no comportamento (hiperatividade, aumento da agressividade, reação alterada para estímulos de dor ou medo, problemas de aprendizagem e alteração do comportamento sócio-sexual).
Em testes realizados em laboratórios, o BPA foi detectado: na saliva, em quantidades suficientes para estimular a proliferação de células de câncer de mama (MCF-7), uma hora após os pacientes terem sido tratados com selador dentário à base de resina derivada do BPA; nos líquidos das latas de conservas de alimentos revestidas por resina contendo BPA, que estimularam a proliferação das células MCF-7;8 em amostras de leite; em galões de policarbonato utilizados como embalagens de água mineral; em mamadeiras de policarbonato, sob condições semelhantes àquelas do uso normal; no soro das parturientes e dos fetos humanos.
Produtos derivados do BPA, como o bisfenol B (BPB), bisfenol F (BPF), bisfenol AD (BPAD), bisfenol AF (BPAF), tetrametilbisfenol A (TMBPA) e 3,3´-dimetilbisfenol A (DMBPA), amplamente empregados como retardadores de chama e como aditivos em muitos materiais plásticos, apresentaram significativa atividade estrogênica frente a células de câncer de mama MCF-7 e foram capazes de interferir na atividade hormonal da tireóide, na ordem de concentração menor M.24mdo que 1 Ftalatos
Os ftalatos (ésteres do ácido 1,2-benzenodicarboxílico) representam uma classe de materiais produzidos industrialmente em larga escala. Os mais pesados, como os ftalatos de di-(2-etil)hexila (DEHP), de di-isononila (DiNP) e o de di-isodecila (DiDP), são utilizados em materiais de construção, móveis, roupas e, principalmente, para dar flexibilidade ao PVC. Aqueles com pesos moleculares relativamente baixos, como o ftalato de dimetila (DMP), o de dietila (DEP) e o de dibutila (DBP), tendem a ser utilizados em solventes e em adesivos, tintas, cosméticos, ceras, inseticidas e produtos farmacêuticos e de uso pessoal. O ftalato de benzilbutila (BBP) é um plastificante muito utilizado na confecção de pisos poliméricos, em materiais plásticos à base de celulose, acetato de polivinila, poliuretanas e polisulfetos, em couros sintéticos, cosméticos, como agente dispersante em inseticidas, repelentes e perfumes, entre muitos outros produtos. Devido ao seu amplo emprego, a exposição aos ftalatos pode alcançar tanto pessoas quanto animais domésticos e selvagens, por ingestão, inalação, absorção pela pele ou por administração intravenosa.
Brinquedos, mamadeiras e outros utensílios de material plástico representam uma fonte potencial de contaminação das crianças por ftalatos. Em estudos g/kg de massamrealizados nos Estados Unidos, foi estimada em 40 a 173 corporal/dia a quantidade de DiNP absorvida pelas crianças ao colocarem brinquedos e outros materiais plásticos na boca.
Bolsas e mangueiras de PVC contendo DEHP são empregados no tratamento de pacientes para a administração intravenosa de fluidos, fórmulas nutritivas, sangue e também para a hemodiálise e o fornecimento de oxigênio. Foi descrito que, por exemplo, durante a transfusão de sangue, os pacientes adultos recebem entre 8,5 e 3,0 mg/kg de massa corporal/dia e os recém-nascidos, entre 0,3 e 22,6 mg/kg de massa corporal/dia, de DEHP.
Em estudo realizado em 2006, visando a avaliação da qualidade das águas destinadas ao abastecimento público na região de Campinas (SP), foi revelado que, dentre as substâncias monitoradas, os seguintes hormônios e disruptores endócrinos foram freqüentemente detectados: dietil e dibutilftalato (0,2-3 ppm), etinilestradiol (1-3,5 ppm), progesterona (1,2-4 ppm) e bisfenol A (2-64 ppm). Amostras de esgoto bruto e tratado também apresentaram concentrações muito próximas daqueles EDs, indicando a ineficiência do tratamento empregado na estação de tratamento de esgotos para a sua remoção.
A toxicidade de certos ftalatos está relacionada ao desenvolvimento do sistema reprodutivo de roedores do sexo masculino: os fetos são mais sensíveis do que os recém-nascidos, e esses, mais vulneráveis do que os animais adolescentes e adultos. Em particular, a exposição dos machos ainda no período intra-uterino ao DBP, ao BBP e ao DEHP, resulta em uma síndrome de anormalidades reprodutivas, danos aos testículos, além de mudanças permanentes (feminização).
Também foi observado que a administração de uma dose única dos ftalatos de diciclohexila (DCHP), DBP e DEHP a ratos com cinco dias de idade, resultou em intensa interferência no desenvolvimento do cérebro, resultando em hiperatividade.
Em um estudo prospectivo realizado nos Estados Unidos, foi revelado que mulheres apresentando monoetilftalato (MEP), monobutilftalato (MBP), monobenzilftalato (MBzP) e monoisobutilftalato (MiBP) na urina, durante a gravidez, tiveram bebês do sexo masculino com uma distância ano-genital (AGD) menor do que a esperada. Considerando que a AGD é aplicada em estudos de toxicologia com roedores como um biomarcador sensível para a masculinização, esse estudo comprovou que os ftalatos apresentam atividade antiandrogênica também em seres humanos.
Em estudos de 2005 e 2006, encontrou-se associação entre a presença de resíduos de ftalatos no leite materno e no sangue dos bebês alimentados com esse leite, com a incidência de criptorquidismo e a diminuição da bio-disponibilidade de testosterona livre, que é necessária ao desenvolvimento normal do trato reprodutivo das crianças do sexo masculino.
Também foi demonstrado que a exposição intrauterina de seres humanos ao DEHP e ao DBP diminui o tempo gestacional e o tamanho ao nascer e que os níveis de exposição de crianças a ftalatos presentes na poeira dentro das residências estão associados ao aumento da severidade dos sintomas da asma e da rinite.
Em decorrência dos relatos científicos, na União Européia e nos Estados Unidos foi proibido o emprego de DEHP, DBP e de BBP na fabricação de brinquedos e de materiais para uso infantil, e também de DiNP, ftalato de di-n-octila (DnOP) e DiDP em brinquedos direcionados para crianças com menos de três anos.

Pesquisa de Sônia Corina Hess - UFMS

Fonte:http://www.permear.org.br/

 

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