terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Governo alemão premia pesquisa brasileira sobre bioplásticos


Pesquisadores brasileiros que buscam tecnologias para produção de energia limpa e de matérias primas para plásticos que ao mesmo tempo sejam resistentes, versáteis e totalmente degradados pela natureza estão entre os vencedores do Green Talents, concurso promovido pelo Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha. O prêmio foi uma viagem de 10 dias àquele país para visitas aos principais centros de pesquisas ambientais. No total foram premiados 15 jovens pesquisadores de 43 países, dos quais três são brasileiros. O total de inscrições foi de 156 projetos.
Uma das brasileiras é Juliana Aristeia de Lima. Doutora em química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela integra o grupo de pesquisa em polímeros – que são grandes moléculas constituintes de substâncias naturais, como o amido e a celulose, ou artificiais, como plásticos, fibras e resinas artificiais. “O foco do meu trabalho tem sido avaliar as propriedades físicas de materiais biodegradáveis para a fabricação de bioplásticos com as mesmas vantagens oferecidas pelos plásticos obtidos a partir do petróleo”, explica.
Segundo Juliana, sua missão e de tantos outros pesquisadores que investigam a mesma coisa no mundo todo, não é nada fácil. Caso contrário, já teríamos matéria-prima biogradável para produzir todos os tipos de plásticos produzidos atualmente, inclusive com suas características físicas que permitem à indústria moldar o obter produtos resistentes. Para se ter uma ideia, pesquisas com plásticos feitos de milho existem desde a década de 1930. Só que apenas nos últimos anos os laboratórios conseguiram desenvolver aqueles com resistência e facilidade de manipulação exigidas pelo processo produtivo.
O reconhecimento de seu trabalho não é à toa. Para produzir um quilo do plástico comum, derivado de petróleo, há emissão de dois a quatro quilos de carbono. No bioplástico, ao contrário, de quatro a seis quilos de carbono são sequestrados da atmosfera. O sequestro de carbono é um processo de remoção desse gás desencadeado principalmente em oceanos, florestas e outros organismos que, por meio da fotossíntese, capturam o gás e lançam oxigênio em seu lugar. Sem contar que são necessários de 200 a 400 anos para a degradação dessa infinidade de produtos que poluem os solos e águas. Já os biodegradáveis se decompõem em até 18 semanas, oferecendo ainda a vantagem de se transformar em adubo juntamente com os demais lixos orgânicos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A empresa Dow Chemical apresenta uma nova geração de modificadores de impacto para bioplásticos


A fim de reforçar a resistência e manter a clareza do materiais elaborados com o ácido polilático (PLA), a Dow Chemical Company está lançando uma nova geração de modificador de impacto acrílico Paraloid BPM-515. Em resposta às necessidades dos fabricantes de embalagens de bioplástico ,o Paraloid BPM-515 permite o endurecido do PLA, para os fabricantes penetrarem no mercado de soluções avançadas para o crescimento ambientalmente sustentável.
Esta combinação de tenacidade e de baixo custo permitirá uma maior inovação e crescimento na indústria automotiva, eletrônica e médica, disse a empresa.O Paraloid BPM-515 oferece as mesmas características do Paraloid BPM-500 (lançado dois anos atrás), mas com maior eficiência.
Capaz de ser amplamente utilizado em aplicações de ácido polilático, o modificador é particularmente útil em aplicações onde o equilíbrio entre a dureza e a transparência é necessária, como nos bens industriais e de consumo.
Com uma forma e composição de diferentes polímeros,os compostos de ácido polilático com este novo aditivo terão as propriedades de impacto significativamente melhoradas sem sacrificar a clareza. Além dessas propriedades, o PLA modificado com BPM-515 Paraloid mostra um aumento significativo no comportamento dúctil quando se utiliza o corte e as operações de perfuração.


Tradução e Pesquisa:Bioplastic News

domingo, 31 de janeiro de 2010

Cana-de-açúcar mais resistente e lucrativa deve ser realidade em cinco anos


O Brasil é auto-suficiente na produção de cana-de-açúcar, e diante do potencial sucroalcooleiro do País, especialistas estudam formas de aprimorar a produtividade da planta, obter mais sacarose, menor vulnerabilidade à seca e maior resistência a pragas. Segundo o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eduardo Romano, já existem estudos de pesquisas para isso, e a estimativa é que nos próximos cinco anos, variedades trangênicas já sejam comercializadas.
Entre as pesquisas realizadas no país, estão genes que tornam as fibras da planta capazes de gerar produtos como bioplásticos (plásticos biodegradáveis, sem petróleo na sua composição e que levam apenas algumas semanas para se degradar), além de novas técnicas para melhor aproveitamento das folhas e bagaço da cana para produção de biocombustível e energia.
Investindo em projetos de desenvolvimento de cana-de-açúcar transgênica há três anos, a Embrapa pretende atender às demandas de cultivo de cana-de-açúcar na região Nordeste, com variedade mais resistentes a seca e a broca gigante, principal praga da região.
Além da Embrapa, a Rede Interuniversitária para Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (Ridesa), integrada por sete universidades federais brasileiras, atua no desenvolvimento de novas variedades genéticas da cana-de-açúcar há 18 anos.


sábado, 30 de janeiro de 2010

Pesquisadores italianos estão promovendo testes para a criação de um compósito de PLA reciclado com fibras naturais de Kenaf

Kenaf

Pesquisadores italianos da ICMA San Giorgio e da Politécnica de Milão estão promovendo testes para a criação de um compósito de PLA reciclado com fibras naturais de Kenaf com o objetivo de desenvolver um compósito de bioplástico com alta performance, custo competitivo e produzido a partir de fonte naturais.
Os materiais estão sendo produzidos na twin-screw co-rotating extruder da ICMA San Giorgio e as amostras são elaboradas através da moldagem comprimida. O Pla reciclado é proveniente de embalagens de alimentos enquanto que o enchimento é proveniente da Kenaf Eco Fibers Itália ( Kefi).Antes de processar o PLA e a Kenaf são secados em um forno a vácuo a 100°C por oito horas.
O composto é realizado usando a MCM 25 HT 44D da ICMA San Giorgio com diferentes configurações de parafuso, perfis de temperaturas e velocidades dos parafusos. O Gel Permeation Chromatographi (GPC) é também usado para avaliar os diferentes níveis de degradação das diferentes configurações de compósitos. Se o compósito apresentar um nível de degradação muito baixo outro teste é realizado.
MCM 25 HT 44D

As amostras são produzidas com 10%, 20% ,30% e 40% de carregamento de Kenaf e são analisadas utilizados diferentes escaneadores de calorimetria. Um microscópio eletrônico é utilizado para observar a morfologia do compósito.
Imagem do compósito em um microscópio eletrônico
A próxima etapa está centrada em compatibilizar o agente aglutinador para melhorar ainda mais a força e a dureza do compósito Kenaf-PLA.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A empresa alemão, fornecedora de biopolimeros FKuR abre escritório nos E.U.A

O fornecedor de biopolimeros alemão FKuR Kunststoff GmbH, abriu um escritório perto de Austin, Texas, para atender os clientes nos Estados Unidos e Canadá.O escritório Cedar Park, da FKuR Plastics Corp (o nome é pronunciado Ef-CUR), tem atualmente um empregado, mas ele irá receber mais dois trabalhadores no prazo de 90 dias. "Começamos uma campanha de marketing de pequeno porte. É um bom negócio”, disse Steven Prindle,”as aplicações em tecnologia especializada, que a empresa realizou no ano passado deram resultados, temos vários novos clientes”.
A FKuR atualmente transporta através de navios seus compostos bioplásticos à América do Norte de sua fábrica sediada em Willich, Alemanha. Mas a empresa ainda tem grandes objetivos, que revelou no ano passado na NPE2009 em Chicago.
"Nosso objetivo ainda é ter um laboratório na América do Norte até 2012. Primeiro temos de começar a elevar as vendas. Isso é sempre um desafio”, disse Prindle. A FKuR escolheu Austin porque tem uma localização central e pode facilmente servir os clientes em ambas as costas.
Outras empresas de bioplásticos oferecem o crescimento dos negócios pelo fato de não depender do custo de matérias-primas como no caso do plástico convencional. Prindle disse que as vantagens dos produtos FKuR são que eles são fáceis de ser processado, e pode ser usado como "drop-in replacements” do polietileno ou polipropileno.A empresa também oferece suporte ao cliente através de um parceiro Instituto Fraunhofer Umsicht, um instituto de pesquisa baseada em Oberhausen, na Alemanha. A empresa oferece moldagem por injeção e extrusão, e tem tido o interesse de clientes de embalagens.Outro mercado que a FKuR está se inserindo é o de moldagem por injeção com fibra de madeira, para substituir a madeira em aplicações automotivas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A NatureWorks apresentou recentemente a sua segunda geração de bioresina Ingeo ™

A NatureWorks apresentou recentemente a sua segunda geração de bioresina Ingeo ™ com uma solução voltada principalmente para a injeção de semi-produtos de consumo duráveis. Esta nova patente é a solução mais recente de uma série de avanços para aplicações Ingeo ™,que já incluem termoformados de calor elevado, filmes e cartões transacionais. A nova tecnologia da resina composta NatureWorks permite a produção de peças injetadas com a estabilidade dimensional térmica de até 120 ºCelsius (248 º F), resistência ao impacto superior a dois pé-libra por polegada, e módulo de ~ 450.000 psi. O tempo do ciclo da moldagem por injeção da nova resina Ingeo ™ comparada às resinas de estireno, oferece agora um baixo teor de carbono e de custo competitivo.
Designado Ingeo ™ 3801X, a nova formulação combina o alto percentual de resina a base polilactida com um pacote aditivo concebida para atingir o alto calor, impacto, desempenho e tempo de ciclo requisitos de produtos semiduráveis como os cosméticos, o produtos eletrônicos, brinquedos, acessórios de escritório, e produtos promocionais. As empresas que substituírem componentes de plástico tradicional com o novo Ingeo ™ podem reduzir sua dependência ao petróleo, insumo não-renovável e reduzir as emissões globais de gases de estufa além de reduzir o consumo de energia. Além disso, os produtores que utilizarem como matéria-prima a resina plástica de fontes renováveis podem oferecer uma estrutura de preços mais estáveis em relação à volatilidade do preço esperado da maioria dos derivados de petróleo.
"A introdução desta tecnologia de calor elevado demonstra que a família Ingeo ™ está amadurecendo de forma significativa, ampliando cada vez em uma série de aplicações onde estes materiais tem um desempenho muito bom substituindo os plásticos que não utilizam matérias-prima de fontes renováveis ", disse Marc Verbruggen, presidente e CEO da NatureWorks. "Nos seis anos desde que entrou no mercado com facilidade de escala, a comunidade de moldagem por injeção tem demonstrado um grande interesse no nosso produto de primeira geração. A indústria já desenvolveu uma série convincente de produtos moldados de consumo, com itens que incluem batons, telefones celulares e partes interiores de automóveis. Hoje, temos o prazer de anunciar o apoio aos esforços de desenvolvimento em curso com um produto que tenha sido projetado para tratar de propriedade reforçada e pedidos de desempenho”.
A NatureWorks seletivamente vai abrir esta tecnologia a parceiros de composição, como a Verbruggen” explica. "A NatureWorks acredita firmemente que o contínuo desenvolvimento das Ingeo ™ soluções para aplicações duráveis é melhor completada pelas inovações, conhecimentos e capacidades que os nossos parceiros de composição podem oferecer”.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A Cereplast, Expande a Distribuição de Bioplástico na Europa em acordo com a empresa A. Schulman


A Cereplast uma das empresas líderes na fabricação de bio-baseados, plásticos sustentáveis, anunciou recentemente que alargou o seu acordo de distribuição com A. Schulman, Inc. para incluir toda a Europa. A. Schulman, Inc. é um fornecedor internacional líder na venda de compostos plásticos e resinas de alto desempenho usadas como matérias-primas em uma variedade de mercados.
A variedade de resinas bioplásticas da Cereplast permitirá A. Schulman lançar uma nova oferta composta à base de bio-materiais à clientes interessados em soluções ambientalmente mais amigável. Sob o acordo, A. Schulman vai distribuir a Cereplast compostables ® e resinas hibridas para fabricantes de toda a Europa.
"É verdadeiramente uma oportunidade excepcional para Cereplast ganhar uma vantagem competitiva", disse Frederic Scheer, Fundador, Presidente e CEO da Cereplast, Inc. "Agora que nós estendemos nosso acordo de distribuição com A. Schulman, a nossa resina permanecerá estável e com custo competitivo no mercado europeu".
De acordo com relatório de mercado da Frost & Sullivan de 2007, o mercado de bioplásticos na Europa tem tido um crescimento exponencial e a procura de bioplásticos, que superou a oferta, com os conversores e usuários finais correndo para tirar partido desta tecnologia emergente. Com a demanda ainda maior que a oferta, há espaço suficiente para novos participantes, bem como o crescimento das empresas existentes.
Thomas Koerlin, Diretor da Schulman Plastics Europe acrescenta, "A. Schulman e a Cereplast agora são capazes de fornecer bioplásticos a um leque mais amplo de empresas transformadoras de plástico, com esta parceria de distribuição, oferecendo aqueles que estão fortalecendo suas posições no mercado sustentável muito mais do que antes "
Atualmente os bioplásticos representam menos de 1% do mercado de plásticos europeus. Todas as resinas Cereplast substituem uma percentagem significativa de aditivos a base de petróleo elaborados a partir do milho, trigo, mandioca e batata, permitindo que os bioplásticos voltem à natureza no prazo de 180 dias.
"Nosso acordo com A. Schulman também reforça o nosso compromisso de ajudar a resolver a crescente preocupação quanto ao esgotamento dos recursos de combustíveis fósseis no cenário mundial", continuou Scheer. "Juntamente com A. Schulman 's, esperamos continuar a expandir e capitalizar o potencial dos mercados bioplásticos na Europa, para nossas resinas porque oferecem ganhos de sustentabilidade e outros benefícios comparados com os plásticos tradicionais. "


Tradução e Pesquisa:Bioplstic News

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Estudo concluiu que produção de sacos plásticos deverá apresentar o maior crescimento percentual entre 2010 e 2020


Segundo um novo estudo denominado "Avaliação de Embalagens de Bebidas no Mercado - Um estudo comparativo", conduzido pela Proactive Worldwide, Inc., em nome do PMMI ( Packaging Machinery Manufacturers Institute),concluiu que os sacos plásticos deverão apresentar o maior crescimento percentual entre 2010 e 2020, aumentando cerca de 105,9 por cento,passando de 545 milhões dólares para 1.378 milhões. Novos equipamentos de processamento de embalagens tornaram o custo-benefício dos sacos para as operações de alto volume muito competitivo, as empresas podem agora produzir sacos tão rápido como os outros formatos de embalagem.
Ambientalmente, sacos requerem espaço de aterro muito menor do que as garrafas de plástico e algumas sacos são totalmente biodegradáveis. Além disso, quando comparado com garrafas de vidro,sacos exigem uma pequena fração do espaço e infra-estrutura de transporte: O volume de bebida transportados em um caminhão de sacos feito sob medida exigiria nove caminhões de vidro ou garrafas de plástico.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Scott Bader reune grupo para novo projeto que pretende descobrir alternativas renováveis para produtos químicos


A North East Process Industry Cluster (NEPIC) está liderando um novo grupo para projetos na área de recursos sustentáveis, constituído por empresas industriais no Reino Unido, além de acadêmicos de investigação de Surrey, Teesside e da Universidade de Newcastle. O objetivo deste projeto é em 30 meses identificar novas oportunidades comerciais em escala de produção de uma gama de recursos da biomassa como uma alternativa sustentável aos produtos químicos em termos de matérias-primas.
Uma equipe de P & D da Scott Bader tem trabalhado há mais de dois anos, numa série de projetos verde para desenvolver alternativas de resinas compostas a partir de recursos renováveis, a NEPIC vê o projeto como uma forma ideal de colaborar com outras empresas e acadêmicos também empenhados em descobrir alternativas ecológicas e sustentáveis para produtos químicos. Roy Phillips, diretor técnico da Scott Bader, comentou: "Durante os próximos 30 meses, a equipe de P & D terá estreita colaboração com os membros do Grupo para compartilhar idéias e conhecimentos. Este é um compromisso significativo dos nossos recursos de P & D, que a Scott Bader considera que deve encontrar opções viáveis renováveis na indústria química, para o futuro. "
O projeto, denominado ABC (Avaliação de Biomassa para Produtos Químicos), está sendo parcialmente patrocinado pelo DEFRA, e também conta com o apoio de uma série de partes interessadas industriais, além da Scott Bader, nomeadamente a AkzoNobel, GrowHow, Jacobs Engineering, Graphite Resources e a Link2Energy. O resultado do projeto será destinado para a produção estimada de capital e custos operacionais e para melhorar as opções técnicas.

Tradução e Pesquisa:Bioplastic News

domingo, 24 de janeiro de 2010

Fabricante australiano de bioplásticos baseado em amido de milho anuncia planos para nova fábrica

A empresa Plantic Technologies, da Austrália, que desenvolve plástico biodegradável feito a partir de plantas, anunciou planos para uma nova unidade de fabricação nos E.U.A destinadas a reduzir os custos do seu processo de produção. A empresa assinou um acordo para transferir uma de suas linhas de produção para a Indianápolis, junto com a empresa National Starch numa tentativa de reduzir a cadeia de fornecimento e custos de material e facilitar uma colaboração mais estreita entre as duas empresas de pesquisa e desenvolvimento e seus esforços de produção. A National Starch é o principal fornecedor Plantic de amidos especialmente modificados, que são utilizados na produção de bioplásticos. As duas empresas têm trabalhado em conjunto desde outubro de 2007, quando assinou um acordo de colaboração para desenvolver novos amidos e tecnologia de modificação do amido, que atua como a base para a criação de polímeros biodegradáveis.
O executivo da Plantic, Brendan Morris, disse que a nova fábrica irá "reduzir significativamente o custo atual de materiais Plantic pela integração dos dois processos de fabricação e fornecimento de matérias-primas".A redução de custos poderia finalmente ser transferida para a empresa que possui 40 clientes na Austrália, Europa e os E.U.A, que está usando sua folha rígida, moldagem por injeção, moldagem por sopro e resina de embalagens flexíveis em uma série de projetos e ensaios.
Morris admitiu que as operações comerciais da companhia foram afetadas pela esperada recuperação de uma recessão global, e que, como resultado fiscal de 2009 a receita seria menor que o esperado.Mas ele acrescentou que as perdas nas operações estariam dentro das previsões, devido ao programa de redução no custo iniciada no início do ano e de cuidados com a gestão financeira.
Morris também previu que a perspectiva para 2010 é "otimista", argumentando que a deslocalização da linha de fabricação Plantic teria um impacto "positivo" sobre as vendas. Ele afirmou ainda que as duas empresas estão discutindo os planos de expansão no mercado dos E.U.A, e pretende anunciar mais novidades no decorrer do ano.
No início do ano de 2009, foram liberadas pela Plantic uma pesquisa do Royal Melbourne Institute of Technology, sugerindo que a sua base de plantas de bioplástico proporciona reduções significativas no uso de energia e as emissões de carbono em relação aos plásticos convencionais.
A pesquisa calculou que uma folha de Plantic contendo o suficiente para fazer 1.000 bandejas de chocolate usa 544MJ de energia, em comparação com o MJ 1.362 usado para produzir 1.000 bandejas de polietileno convencional.


Tradução e Pesquisa:

sábado, 23 de janeiro de 2010

Polímero verde

Tampas plásticas feitas a partir do álcool da cana

Um plástico feito a partir do etanol da cana-de-açúcar pela petroquímica Braskem será utilizado como tampa plástica de embalagens cartonadas pela Tetra Pak, líder mundial no fornecimento de embalagens feitas com fibras de celulose. A matéria-prima, totalmente renovável, sairá da primeira planta de polietileno verde em escala comercial do mundo, localizada em Triunfo, no Rio Grande do Sul, prevista para entrar em funcionamento no último trimestre de 2010.
O acordo celebrado entre as duas empresas garante o fornecimento, a partir de 2011, de 5 mil toneladas de polietileno verde de alta densidade por ano para a produção de tampas plásticas e lacres destinados à indústria alimentar e embalagens de bebidas. O processo utilizado transforma 99% do carbono contido no álcool em etileno, matéria-prima do polietileno. O principal subproduto é a água, que pode ser purificada e reaproveitada. As pesquisas que resultaram no polímero verde a partir do álcool da cana foram iniciadas em 2005.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Nature´s Pasta em embalagem compostável


A empresa canadense de massas, a Nature’s Farm, acaba de mudar o plástico de suas embalagens para o filme compostável NatureFlexTM produzido pela Innovia Films.A escolha do filme NatureFlexTMfaz parte do comprometimento da empresa com a sustentabilidade.NatureFlex é sustentável, diminui o impacto ambiental e foi instalado no processo de linha de produção com apenas ajustes mínimos exigidos.A reação a embalagem tem sido muito positiva e entusiástica.Segundo a Innovia, o filme começa a vida como a madeira e começa a decompor-se em um embiente de compostagem industrial em questão de semanas


Fonte:http://embalagemsustentavel.wordpress.com
http://www.convertingmagazine.com/
http://www.naturesfarm.ca/

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Bioplástico de trigo

Video em inglês que mostra a produção de bioplástico de trigo:

Fonte:HowStuffWorks Videos

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A Bioamber anuncia a primeira fábrica do mundo de ácido succínico bio baseado

A Bioamber, uma joint venture entre a norte-americana DNP Green Technology e a Francesa ARD (Agro-industrie Recherches et Développements), anunciou o início bem-sucedido da primeira fábrica do mundo de ácido succínico bio baseado. Desde dezembro de 2009, a fábrica tem produzido ácido succínico renovável a partir da glicose derivada do trigo.
Esta planta industrial tem uma capacidade anual inicial de 2.000 toneladas métricas. O ácido succínico Renovável da Bioamber oferece maior pureza do que o ácido succínico derivado do petróleo, com a vantagem de consumir gás CO2 no processo de produção, dando-lhe uma vantagem distinta sobre a rota petroquímica tradicional.
A Bioamber começará a vender o ácido succínico de imediato a uma variedade de clientes e criará a demanda do mercado em que negocia a venda de licenças para grandes centrais de produção de ácido succínico.
"Desde 2007, temos mais de 50 empresas interessadas em um grande número de aplicações, incluindo poliuretanos, poliésteres, plastificantes e solventes ", disse Patrick Piot, Diretor Geral da Bioamber. "Esta fábrica é um marco importante em nosso desenvolvimento. O Ácido succínico renovável já não é um programa de P & D, é uma realidade comercial para a indústria química."


Fonte:http://www.biobased.org

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Qual o futuro dos carros da Ford: serem biodegradável?


Um carro médio tem cerca de 300 quilos de plástico nele, todas as marcas conhecidas e desconhecidas praticamente usam plástico petróleo baseado. Porém o plástico petróleo baseado gera muitos problemas. Você já deve ter ouvido falar do Grande Garbage Patch - uma sopa de plástico do tamanho do Texas flutuante no Oceano Pacífico - o plástico petróleo baseado é um sério problema para o planeta.
No entanto, imagine fertilizar seu jardim, com as peças do seu carro. Esse é o sonho de Debbie Mielewski e sua equipe de bio-engenheiros do Centro de Pesquisa e Inovação da Ford em Dearborn, Michigan.“O sonho dela é ter plástico compostavel nos veículos.” Em vez de ir para um aterro sanitário e ficar lá por mil anos os plásticos vão nutrir o solo... e podem ser utilizados para cultivar plantas ", diz Mielewski.
Para alcançar esse sonho ela realiza anos de estudos no laboratório. Demorou oito anos para criar uma base de espuma de soja que pudesse resistir a testes de durabilidade da Ford. Ensaios iniciais resultaram em produtos quebradiços.Mas, agora, à base de espuma de soja está no mercado, inclusive nos assentos e encostos de cabeça do Mustang 2010, retirando-se 5 milhões de libras de CO2 da atmosfera da Terra, de acordo com Mielewski.
"É uma sensação emocionante ver que o que você está fazendo aqui no laboratório realmente chegará a um bom porto", diz Angela Harris, uma bio-engenheira da Ford.O laboratório de investigação de plástico está também fazendo experiências com coco, cana de açúcar e bioplástico feito de milho, que são elegantes, mas não passaram por testes de durabilidade, ainda.
"As pesquisa estão voltadas não só para a criação de novos materiais ou novas idéias, mas também fazer alguma reciclagem", diz Patti Tibbenham, a engenheira encarregada de trabalhar com materiais reciclados. Esses materiais incluem casca de arroz e palha de trigo, derivados da colheita dos agricultores que serão jogados fora de qualquer maneira.
Henry Ford, que com entusiasmo fez experimentados com soja, feijão e plástico de cânhamo, ficaria orgulhoso. O CEO da Ford, Alan Mulally enviou a Mielewski notas escritas à mão incentivando o projeto. E o presidente da Ford da América Latina, Mark Fields, disse na montadora Wayne Ford,em Michigan, que, "Nós temos uma piada: você pode usar seu carro por 10 anos e quando for descarta-lo, comer os assentos."

Veja o video abaixo onde mostra a produção de espuma de soja nos laboratórios da Ford(Em Inglês):



Fonte:http://www.huffingtonpost.com/
Tradução e Pesquisa:Bioplastic News

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Bioplástico da DuPont selecionado para uso na nova Toyota SAI

Toyota SAI

Lançado no mês passado, o novo modelo SAI é um carro de luxo intensamente ecológico "compacto" equipado com uma grande percentagem de bioplásticos feitos de materiais à base de plantas. Materiais de origem renovável compreendem aproximadamente 60% da área da superfície interna do carro. O novo carro será vendido no Japão através de concessionários.
"Tanto a DuPont como a Toyota proporcionaram inovações que resultaram em contribuições positivas para a vida de nossos clientes e de uma forma ambientalmente sustentável", disse John Ranieri, vice-presidente da DuPont BioMateriais Group, um braço da empresa BioSciences Aplicada. "Estamos comprometidos a trazer materiais renováveis para empresas como a Toyota, que tem uma intenção de sustentabilidade forte."
A DuPont polímero Sorona PTT é uma resina feita a partir de uma copolimerização de 1,3-propanodiol, que é derivado da cana-de-açúcar usando um processo de fermentação da DuPont biotecnológicas, e de ácido tereftálico.A Sorona ajuda a reduzir as emissões de dióxido de carbono, comparado ao uso de petróleo utilizado nas peças tradicionais do interior de automóveis. Este material contribui para a poupança de recursos esgotáveis.
Feita a partir de fibras de PTT a Sorona cumpre os rigorosos requisitos de desempenho para uso automotivo. Ao mesmo tempo, eles fornecem uma textura rica e macia. Esta nova aplicação para o SAI da Toyota demonstra como a ciência da DuPont está respondendo as megatendências, uma das quais é diminuir a dependência dos combustíveis fósseis.

Tradução e Pesquisa:Bioplastic News

 

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