sábado, 6 de fevereiro de 2016

Bioplásticos feitos com nanocelulose extraída do abacaxi se equiparam à fibra de carbono

De resíduos agroindustriais saem fibras que poderão dar origem a uma nova geração de superplásticos. Mais leves resistentes e ecologicamente corretos do que os polímeros convencionais utilizados industrialmente, as alternativas vêm sendo pesquisadas pelo grupo coordenado pelo professor Alcides Lopes Leão na Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Botucatu. Recentemente, o grupo brasileiro apresentou o trabalho durante a reunião anual da Sociedade Norte-Americana de Química, mostrando que os superplásticos podem ser fabricados de vários tipos de frutas e plantas.

Bioplásticos

Obtidas de resíduos de cultivares como o curauá (Ananas erectifolius) - planta amazônica da mesma família do abacaxi -, além da banana, casca de coco, sisal, o próprio abacaxi, madeira e resíduos da fabricação de celulose, as fibras naturais começaram a ser estudadas em escalas de centímetros e milímetros pelo professor Lopes Leão e colegas no início da década de 1990.Ao testá-las nos últimos dois anos em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro), os pesquisadores descobriram que as fibras apresentam resistência similar às fibras de carbono e de vidro. E, por isso, podem substituí-las como matérias-primas para a fabricação de plásticos. “O resultado são materiais mais fortes e duráveis e com a vantagem de, diferentemente dos plásticos convencionais originados do petróleo e de gás natural, serem totalmente renováveis.” As propriedades mecânicas dessas fibras em escala nanométrica aumentam enormemente. “A peça feita com esse tipo de material se torna 30 vezes mais leve e entre três e quatro vezes mais resistente”, disse Lopes Leão. Em testes realizados pelo grupo por meio de um acordo de pesquisa com a Braskem, em que foi adicionado 0,2% de nanofibra ao polipropileno fabricado pela empresa, o material apresentou aumento de resistência de mais de 50%.

Carros verdes

Já em ensaios realizados com plástico injetável utilizado na fabricação de pára-choques, painéis internos e laterais e protetor de cárter de automóveis, em que foi adicionado entre 0,2% e 1,2% de nanofibras, as peças apresentaram maior resistência e leveza do que as encontradas no mercado atualmente, segundo o cientista. "Em todas as peças utilizadas pela indústria automobilística à base de polipropileno injetado nós substituímos a fibra de vidro pela nanocelulose e obtivemos melhora das propriedades", afirmou. Além do aumento na segurança, os plásticos feitos de nanofibras possibilitam reduzir o peso do veículo e aumentar a economia de combustível. Também apresentam maior resistência a danos causados pelo calor e por derramamento de líquidos, como a gasolina.
"Por enquanto, estamos focando a aplicação das nanofibras na substituição dos plásticos automotivos. Mas, no futuro, poderemos substituir peças que hoje são feitas de aço ou alumínio por esses materiais", disse Lopes Leão. Por meio de um projeto apoiado por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da FAPESP, a fibra de curauá passou a ser utilizada no teto, na parte interna das portas e na tampa de compartimento da bagagem dos automóveis Fox e Polo, fabricados pela Volkswagen. Outras indústrias automobilísticas já manifestaram interesse pela tecnologia, segundo Lopes Leão. Entre elas está uma empresa indiana, cujo nome não foi revelado, que tomou conhecimento da pesquisa após ela ser apresentada na reunião da Sociedade Norte-Americana de Química, no final do mês passado.

Nanofibra substitui titânio

Segundo o coordenador da pesquisa, além da indústria automobilística as nanofibras podem ser aplicadas em outros setores, como o de materiais médicos e odontológicos. Em um projeto realizado em parceria com a Faculdade de Odontologia da Unesp de Araraquara, os pesquisadores pretendem substituir o titânio utilizado na fabricação de pinos metálicos para implantes dentários pelas nanofibras. Em outro projeto desenvolvido com a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu, o grupo utiliza as nanofibras para desenvolver membranas de celulose bacteriana vegetal. Em testes de biocompatibilidade in vivo, realizados com ratos, os animais sobreviveram por seis meses com o material. "Nenhuma pesquisa do tipo tinha conseguido atingir, até então, esse resultado", afirmou Lopes Leão. O grupo da Unesp também está estudando a utilização de fibras naturais para o desenvolvimento de compósitos reforçados e para o tratamento de águas poluídas por óleo.

Fibras de plantas

De acordo com o coordenador, entre as fibras de plantas, as do abacaxi são as que apresentam maior resistência e vocação para serem utilizadas na fabricação de bioplásticos. Dos materiais, o mais promissor é o lodo da celulose de papel, um resíduo do processo de fabricação que as indústrias costumam descartar em enormes quantidades e com grandes custos financeiros e ambientais em aterros sanitários. Para utilizar esse resíduo como fonte de nanofibras, Lopes Leão pretende iniciar um projeto de pesquisa com a fabricante de papel Fibria em que o lodo da celulose produzido pela empresa seria transformado em um produto comercial. "É muito mais simples extrair as nanofibras desse material do que da madeira, porque ele já está limpo e tratado pelas fábricas de papel", disse. Para preparar as nanofibras, os cientistas desenvolveram um método em que colocam as folhas e caules de abacaxi ou das demais plantas em um equipamento parecido com uma panela de pressão.O "molho" resultado dessa mistura é formado por um conjunto de compostos químicos e o cozimento é feito em vários ciclos, até produzir um material fino, parecido com o talco. Um quilograma do material pode produzir 100 quilogramas de plásticos leves e super-reforçados.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A produção global de bioplástico continua a crescer, apesar do baixo preço do petróleo

Os dados recolhidos da cooperação da IFBB (Instituto de bioplásticos e Biocompósitos) com a Nova-Institute mostram que a capacidade de produção global para os bioplásticos vai aumentar das cerca de 1,7 milhões de toneladas em 2014 para cerca de 7,8 milhões de toneladas em 2019. Os plásticos biológicos e biodegradáveis, tais como bio-PE e bio-PET, são os principais motores desse crescimento. A capacidade de produção de plásticos biodegradáveis, tais como PLA, PHA e misturas de amido também estão crescendo de forma constante, e projetasse que quase dobre em 2019. A embalagem longa vida continua a ser o maior escopo dos bioplásticos, com quase 70 por cento do total do mercado de bioplástico. "Os dados mostram uma tendência significativa para tornar mais eficiente em termos de recursos para embalagem, que é promovido por uma crescente procura dos consumidores por produtos com reduzido impacto ambientais”, disse François de Bie, presidente da bioplásticos europeus..
Um exemplo é a Ásia que vai ampliar ainda mais a produção dos bioplásticos com aumento de mais de 80 por cento em 2019. Com relação à Europa ela terá um aumento de menos de 5 por cento das capacidades de produção. "Neste contexto, a implementação de políticas que assegure a igualdade de acesso aos recursos biológicos, para facilitar a entrada no mercado de produtos orgânicos que sejam responsáveis pela produção de plásticos compostáveis com uma gestão eficiente do fluxo de resíduos, é de vital importância para os países europeus. “Apelaremos aos legisladores da EU para considerarem o enorme potencial ambiental, o crescimento econômico e a criação de emprego na nossa indústria no próximo pacote de economia circular”, finalizou Bie.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

UNAM desenvolve polímero biodegradável a partir de uma bactéria

Cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) desenvolveram um polímero biodegradável produzido por bactérias presentes na maca chamada Azotobacteria como uma opção que poderia substituir os plásticos convencionais à base de petróleo. Além disso, os investigadores afirmam que o polímero poli-hidroxibutirato (PHB) tem o potencial de ser utilizado na biomedicina por ser biocompatível com o corpo humano na implantação de válvulas do coração ou no crescimento das células ósseas, do rim ou da pele. "Geramos um bioprocesso, ou seja, nós projetamos em uma pequena escala, as células dos microrganismos para desenvolvermos em grande escala. A Azotobacteria  tem propriedades semelhantes às características dos plásticos sintéticos ", disse o Dr. Carlos Felipe Peña Malacara, responsável pela pesquisa. A produção do biopolímero pelas bactérias é de 0,85 gramas por grama de bacteria. É como se uma pessoa que pesa cem quilos, 85 seria biopolimero. Seu custo de produção é de quatro a cinco dólares por quilo, em comparação com um dólar na obtenção de plástico petróleo baseado. É mais caro, mas os benefícios ambientais da degradação total dos bioplásticos valem à pena investir na sua produção e uso comercial. “Quando ele é descartado age como uma casca de banana ou laranja e é incorporado facilmente e diretamente sobre o solo, ou seja, ao ser descartado, em 30 ou 40 semanas, será diluído e não vai poluir”, acrescentou. A Azotobacteria é um projeto promissor com mais de 20 anos de desenvolvimento. "Percorremos um longo caminho na concepção e crescimento da cepa. Começamos a investigação produzindo três gramas por litro de cultura, e agora é produzido cerca de 40 gramas de bioplástico por litro; assim nós estabelecemos estratégias de processo para dimensionar volumes de dezenas ou centenas de litros em 50 ou 60 horas ".
Como parte da produção desta bactéria, além do bioplastico, também existe o alginato, um polissacarídeo que é fisicamente semelhante a um gel, com aplicação nas indústrias farmacêutica e de alimentos. "Começamos com três gramas por litro, uma pequena quantidade. Atualmente geramos cerca de 40 gramas por litro de bioplástico, e cerca de 50 gramas de biomassa (células) por litro, o que não é pouca coisa no campo da cultura de células”. Rendimentos mais elevados são atingidos em 50 a 60 horas. "Nós podemos fazê-lo crescer muito rápido ou lento." Outra vantagem da cepa é que a partir da primeira produção ela duplica o volume de PHB em pouco tempo. Na aplicação médica, testes científicos tiveram destaque na criação de osteoblastos (células de osso), e células de rim. "As células são uma combinação perfeita, dadas as características biológicas e físico-químicas de tais membranas, e amam crescer lá. Um trabalho perfeitamente ", concluiu o Dr. Carlos Felipe. Após a descoberta da Azotobacteria e dos processos de produção edo Alginato e bioplástico, eles estão em processo de registro de patentes perante o Instituto Mexicano da Propriedade Industrial (IMPI) para a próxima aplicação nas indústrias relevantes.

Fonte: https://www.unocero.com

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Universidade de Aveiro, em Portugal, desenvolveu um bioplástico a partir da batata

O bioplástico resulta de um trabalho de colaboração entre os departamentos de Química e de Engenharia de Materiais e Cerâmica, e é desenvolvido exclusivamente a partir da batata, com o objetivo de substituir o plástico sintético na embalagem de alimentos, já que além de ser biodegradável, permite uma melhor conservação dos produtos alimentares, quando comparado com os plásticos tradicionais.
Produzidas à base de amido, um dos hidratos de carbono presentes nas batatas e cujas propriedades permitem obter películas transparentes, resistentes à rutura, inodoras e sem sabor, as bioembalagens produzidas em Aveiro são também uma barreira eficaz entre o alimento e o exterior.
"A biodegradabilidade inerente às embalagens de amido é a grande vantagem em relação aos plásticos", aponta Idalina Gonçalves, investigadora do projeto, que lembra que o "aumento considerável nos últimos 20 anos de embalagens sintéticas (plásticos) tem agravado o problema de eliminação de resíduos".
Citada num comunicado da Unviersidade, Idalina Gonçalves realça também "as boas propriedades de barreira, nomeadamente ao oxigênio e ao vapor de água, dos filmes de amido, quando comparados com os materiais sintéticos".
No horizonte da equipe científica está também a possibilidade da embalagem bioplástica poder fornecer informações relevantes aos consumidores. No laboratório os químicos preparam-se para adicionar às películas já desenvolvidas moléculas capazes de detetar a degradação dos alimentos, sensores de umidade e de temperatura.
"Um dos nossos objetivos é, por exemplo, desenvolver materiais colorimétricos que respondem às alterações das propriedades físico-químicas dos alimentos (como indicadores de tempo, temperatura, pH ou frescura), permitindo ao consumidor uma avaliação da qualidade dos seus alimentos", revela a equipe de investigação.


Fonet: http://www.jn.pt/

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Fabricação de bioplásticos a partir do cardo

De acordo com um estudo recente realizado por uma universidade dos Estados Unidos, a cada ano 275 milhões de toneladas de plástico são produzidas em todo o mundo. Parte vai acabar como resíduos de plástico nos oceanos. De acordo com especialistas, este é um enorme problema ambiental que enfrentamos. "Uma das possíveis soluções é o cardo, diz Claudio Rocco da euronews. No norte da Sardenha o cardo é cultivado para produzir o óleo necessário para a fabricação de bioplástico”.Como parte do projeto europeu "FIRST2RUN" as empresas Novamont e Versalis criaram uma joint venture. O objetivo desta união é fazer uma série de produtos com plástico biodegradável. Este bioplastico mais tarde, dizem os criadores da empresa, irá tornar-se adubo para plantas. "O cultivo do cardo não reduz a terra dedicada à agricultura", argumentou Claudio Rocco."Não, nós não roubaremos a terra para a agricultura convencional. Pelo contrário, com o cultivo do cardo tentaremos recuperar o valor dessas terras”, explica Michele Falce da Novamont. Só nesta parte da Sardenha tinham deixado de se cultivar cerca de 60 000 hectares de terra nos últimos 30 anos. Queremos recuperar entre 3% e 4% dessas terras através do cardo. Uma planta cujo cultivo é apropriado ao clima do Mediterrâneo. Não há necessidade de molhá-la,o cardo usa a água da chuva ".
A fábrica de bioplástico está localizada em uma antiga área industrial restaurada. "Estamos diante de um novo processo, que transforma óleo vegetal sem o uso de gases tóxicos ou explosivos, como o ozono. Transformaremos o óleo em um ácido que será a nossa principal matéria-prima para a fabricação de bioplásticos. Entre os produtos que serão produzidos na Sardenha tem também um biolubricante. Um lubrificante que não polui e desaparece no mar. Será um enorme progresso, dizem os especialistas, porque a cada ano acabam no mar cerca de três milhões de toneladas de lubrificante elaborado a partir do petróleo. Os cientistas dizem que, juntamente com o desenvolvimento de bioplásticos uma mudança de mentalidade deve ocorrer.


Fonte: http://es.euronews.com/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Bioplástico criado a partir da casca do camarão

Um plástico degradável feito a partir de material descartado no lixo e que pode ser enterrado no solo e servir de alimento para as plantas. Sonho?Graças a uma equipe de cientistas do Instituto Wyss de Harvard, especializada em bioengenharia, isto já é possível.Eles desenvolveram o “shrilk”, um bioplástico feito a partir da casca do camarão, tão resistente quanto outros bioplásticos no mercado, e que se desfaz no meio ambiente em apenas duas semanas.Diferentemente de outros bioplásticos, no entanto, que usam matéria prima vegetal em sua composição, para produzir o shrilk, os cientistas usaram  quitosana, um polissacarídeo super resistente obtido a partir do quitino, uma substância presente no exoesqueleto do artrópode.
A maioria da quitina disponível no mundo provém de cascas de camarão descartados, e é jogada fora ou utilizada em fertilizantes, cosméticos, ou suplementos alimentares."Você pode fazer praticamente qualquer forma 3D com impressionante precisão deste tipo de quitosana", disse Javier Fernandez, líder do estudo, que moldou uma série de peças de xadrez para ilustrar seu ponto.Mesmo depois de descartado, o bioplástico tem suas vantagens. A equipe até plantou um pé de ervilha em um solo enriquecido com quitosana, que cresceu em três semanas, demonstrando seu potencial para incentivar o crescimento das plantas. 


Fonte: http://exame.abril.com.br/

domingo, 31 de janeiro de 2016

Empresa italiana vai construir fábrica de bioplástico no Brasil

A italiana Bio-On assinou acordo com a Moore Capital para construir uma fábrica de bioplástico que usará como matéria-prima co-produtos da cana-de-açúcar. A empresa vai construir uma fábrica com produção de 10 mil toneladas por ano no Estado de São Paulo. A Moore Capital tem uma opção de construir uma segunda unidade no país que poderá ser instalada no Acre. A Bio-on foi fundada em Emilia Romagna, Itália, uma região que particularmente combina as habilidades valiosas das pessoas que trabalham lá. Ela começou a usar a matéria-prima presente localmente (resíduos de beterraba), para a produção de PHA (Polihidroxialcanoatos), um excelente plástico produzido a partir de resíduos de produtos agrícolas. Um processo único, mas pouco conhecido, com a capacidade de tirar o máximo partido da grande experiência química italiana. Bologna sempre foi considerada a capital da embalagem e a Bio-on participa ativamente na disseminação de novas tecnologias para produção de PHAs preservando rigorosamente a conveniência dos custos de produção e desenvolvimento de materiais ambientalmente responsáveis e completamente biológicos. A Bio-on possui empresas em todo o mundo, principalmente usando resíduos de produtos a partir de beterraba açucareira e de cana-de-açúcar para produzir PHAs.


Fonte: http://br.reuters.com/

sábado, 30 de janeiro de 2016

Soro de leite vindo da produção de queijo pode ser uma matéria-prima valiosa para o novo Bioplástico

Produzimos centenas de milhões de toneladas de plástico todos os anos. Será que podemos reduzir a dependência do petróleo e ajudar o meio ambiente substituindo alguns plásticos por novos materiais ecológicos, com características semelhantes? O soro de leite vindo da produção de queijo pode ser uma matéria-prima valiosa para o novo plástico biodegradável. Desenvolvido no âmbito de um projeto de investigação europeu, pode ser utilizado em caixas, tijolos ou embalagens de alimentos. A investigadora em ciência dos materiais, Maria Beatrice Coltelli, explica: “Os grânulos são utilizados para obter esta película que é inserida nesta parte de um material com múltiplas camadas – que também contém papelão e alumínio.” Uma empresa em Mimizan, França, produz embalagens com base de papel, combinando vários materiais. Cada camada desempenha o seu papel na proteção do conteúdo da embalagem. Esta empresa pretende apostar na inovação.
“Este novo material é feito a partir de resíduos, proteínas que são subprodutos da agricultura – é sustentável e totalmente renovável, ao contrário dos recursos fósseis. É por isso que considero que pode ser uma alternativa viável, para a película de plástico, no futuro” – diz a engenheira de embalagens da Gascogne Emballage, Anne Kaschke. Apostando na investigação e desenvolvimento, este novo bioplástico ainda pode ser melhorado. Pode ser mais fino e mais fácil de utilizar a nível industrial. A Coordenadora do projeto BIO-BOARD, Elodie Bugnicourt, acrescenta: “É impossível parti-lo com as mãos – pelo menos eu não consigo. Ainda estamos a desenvolver e a melhorar algumas propriedades, como todos os pormenores relacionados com o processo industrial. É preciso aumentar a velocidade de produção e melhorar a convertibilidade dos materiais, para que possam passar por máquinas como esta.” Outra grande vantagem do novo bioplástico é que simplifica a reciclagem. Os materiais podem ser separados mais facilmente e recuperados de forma mais eficiente. Este novo bioplástico tem boas propriedades mecânicas, é ecológico e facilmente reciclável e pode conquistar um lugar no nosso quotidiano.


Fonte: http://www.bioboard.eu

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Empresa de Ílhavo em Portugal produz algas para a elaboração de bioplásticos

Junto ao rio de Aveiro, em Portugal crescem macroalgas associadas à piscicultura.Nos tanques, há robalos e douradas, nomes bem conhecidos da pirâmide alimentar, e em outros, alface-do-mar, cabelo-de-velha, musgo-irlandês, botelho-comprido, erva-patinha e chorão-do-mar. Estas seis espécies de macroalgas (não são microscópicas) também podem vir a fazer parte da cozinha portuguesa ou, então, ser matéria-prima para bioplásticos. Povoam a costa e, desde 2013, são produzidas pela empresa nacional Algaplus.
Instalado em Ílhavo, perto de Aveiro, o sistema das algas serve para filtrar a água que fica suja depois de ser utilizada pelos peixes. “Produzimos macroalgas que biofiltram, ou seja, fazem a biorremediação da água que vem da produção de peixes”, explica Helena Abreu, diretora de investigação e desenvolvimento da Algaplus. “Um organismo recicla os resíduos produzidos por outro e transforma-os em produto de valor.” Neste caso, o produto de valor são as macroalgas.
Só em 2010 foram produzidas 20 milhões de toneladas de algas secas em todo o mundo: 99% teve como destino a indústria alimentar. Usamo-las como legumes, com batatas fritas, para gelificantes, caramelizantes, texturantes ou espessantes. O sudeste asiático é a região onde mais se produz algas e 90% desta produção é em regime de aquacultura.
Por terem amido e outros polissacarídeos, as macroalgas podem servir para fabricar bioplásticos. O amido pode se sintetizado em ácido poliláctico, completamente biodegradável, e usado para produzir películas de plástico para rótulos de garrafas. Com os polissacarídeos, como os alginatos ou o ágar-ágar, podem fazer-se películas para cobrir os alimentos. “Estas películas podem ser comestíveis e prevenir a oxidação dos frutos”, diz a bióloga.
Agora, o consórcio de investigação melhorando as técnicas de produção de macroalgas, de extração e purificação dos seus compostos e a sintetização dos bioplásticos. Só desta forma poderá baixar os custos. Para as macroalgas low cost atingirem uma boa produção de amido, os biólogos já perceberam que, a certa altura, elas têm de receber muitos nutrientes: “Só assim se pode competir com as empresas petrolíferas.”


Fonte: https://www.publico.pt

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Nova técnica agiliza a criação de plástico biodegradável

Uma nova técnica desenvolvida pelo Laboratório de Nanotecnologia da Embrapa Instrumentação (SP) vai permitir a criação de películas finas biodegradáveis à base de substâncias naturais provenientes da agricultura e da agroindústria brasileira. E tudo isso em menos de 10 minutos. Os materiais resultantes desse processo poderão ser usados para transportar compras de supermercados ou para empacotar biscoitos, chocolates, balas, entre outros produtos alimentícios. Batizado de casting contínuo, o sistema permite a fabricação de folhas de plástico biodegradável em larga escala, com a transformação de formulações aquosas de substâncias naturais, como o amido e o colágeno, em películas finas de alta transparência.
O engenheiro de alimentos Francys Moreira, pós-doutorando da Embrapa, explica que os ingredientes usados são um grande diferencial dessa pesquisa, que é inédita no Brasil. "Os plásticos são obtidos sem a necessidade de uso de aditivos de processamento, o que permite a obtenção de materiais atóxicos e seguros até para uso como embalagem que tenham contato direto com alimentos", diz.Outro diferencial está no fato de que, com o domínio dessa técnica, é possível produzir a película de quitosana com grande rapidez. Do modo tradicional, seria necessário pelo menos 24 horas. "O nosso modelo prevê a obtenção de películas de proteínas e polissacarídeos em cerca de seis minutos", relata.
Os plásticos biodegradáveis são uma alternativa aos materiais sintéticos que, descartados na natureza, causam prejuízos ao meio ambiente. Os bioplásticos, por sua vez, são obtidos de materiais naturais orgânicos e degradam-se rapidamente durante a compostagem. Moreira acredita que os setores agrícola, de embalagens de alimentos ou qualquer outro podem usar essas películas biodegradáveis como uma forma de promover a sustentabilidade em seus processos produtivos. A técnica desenvolvida pelos pesquisadores consiste no preparo de formulações à base de água e incorporou a nanotecnologia. Esse trabalho vem sendo aprimorado no Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA) da Embrapa Instrumentação (SP), sob a coordenação do pesquisador Luiz Henrique Capparelli Mattoso. Argilas sintéticas comestíveis com dimensões nanométricas, também conhecidas como hidróxidos duplos lamelares (HDL), podem ser usadas para melhorar o desempenho mecânico das películas biodegradáveis, ou o modo como a estrutura do material se comporta. "A argila é o que expande a resistência mecânica desses bioplásticos a um nível que proteínas e polissacarídeos não conseguem alcançar sozinhos", explica Moreira.

Próximo passo é transformar os resultados em produto

Os recursos da pesquisa conduzida pelo Laboratório de Nanotecnologia da Embrapa Instrumentação (SP) são do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O engenheiro de alimentos Francys Moreira, pós-doutorando da Embrapa, acredita que há um grande potencial para o emprego da técnica na produção de filmes plásticos biodegradáveis para embalagens de alimentos a partir de materiais naturais ou coprodutos do agronegócio brasileiro. Mas, embora do ponto de vista científico e tecnológico os resultados já estejam bastante avançados, ainda há um caminho a ser percorrido para transformar a pesquisa em produto, que envolve processos de transferência de tecnologia e modelos de negócios a serem estabelecidos. "Nesse momento, o importante são os resultados obtidos pela pesquisa, como o domínio da técnica em relação à produção de plásticos biodegradáveis, com controle de espessura altamente preciso e uma faixa extensa de propriedades mecânicas a partir de qualquer tipo de polissacarídeo", observa.


Fonte: http://jcrs.uol.com.br/

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Bioplástico obtidos a partir de subprodutos de Legumes

Embora difícil, estamos nos tornando mais conscientes dos problemas ambientais que estamos tendo, como resultado da nossa atividade industrial excessiva. Neste caso, devido às limitações que estão sendo colocadas para usar plásticos baseados em petróleo, indústrias são forçadas a explorar alternativas mais sustentáveis ​​e renováveis, e é aí que entra o plástico de base biológica. Este tipo de plástico permite uma redução das emissões de gases de efeito estufa e, por sua vez, reduz a dependência do petróleo.
Um projeto chamado Leguval visa recolher os produtos obtidos na indústria de processamento de legumes normalmente descartados no meio ambiente para uso na síntese de bioplástico. Este projeto é parte de uma tendência crescente para desenvolver produtos e tecnologias que oferecem uma boa alternativa ao uso de combustíveis fósseis. Atualmente, os legumes são uma incrível fonte de subsistência para a população, os produtos alimentares são obtidos tanto para os seres humanos como para os animais e fornecem fibras, biomassa, biocombustíveis e outros produtos químicos, e isso é devido à grande variedade de propriedades que eles apresentam.
Leguval visa criar um ciclo de utilização global. O fato de gerar filmes de plástico para embalagem ou de proteínas de leguminosas permite que uma vez usado em sua primeira utilização, podem ser introduzidas em unidades de compostagem ou na produção de biogás. Da mesma forma, a utilização na agricultura ele pode agir como uma fonte de nitrogênio para o solo. O objetivo final é permitir que este tipo de bioplásticos possa ser competitivo e servir como alternativa ao plástico petróleo baseado.


Fonte: http://cienciatoday.com/

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Os bioplásticos serão essenciais na economia circular dos plásticos no futuro, aponta relatório

A associação Europeia de Bioplásticos (EUBP), que representa a indústria de bioplásticos na Europa, apresentou no Fórum Econômico Mundial e na Fundação MacArthur Ellen o relatório "A Nova Economia de plástico: Repensar o futuro do plástico". O relatório fornece uma visão geral da economia circular do plástico em todo o mundo em que os bioplásticos desempenham um papel essencial em separar a economia dos combustíveis fósseis e ajudar a devolver nutrientes ao solo. A visão de "A nova economia de plástico" está em sintonia com os princípios da economia circular e descreve as etapas concretas sobre como plásticos nunca se tornam resíduos, mas, em vez disso, voltam a entrar na economia como nutrientes técnicos ou biologicamente valiosos. "O relatório mostra muito claramente como os bioplásticos podem ajudar a oferecer um melhor desempenho econômico e ambiental através da substituição de materiais biológicos fósseis, enquanto os muitos benefícios de embalagens de bioplástico se desenvolvem", disse Hasso von Pogrell, diretor da EUBP. 
O relatório reconhece que a "matéria-prima proveniente de fontes renováveis ​​ajuda a dissociar a produção de matérias-primas plásticas fósseis finitas e reduz a pegada de carbono das embalagens de plástico reduzindo o efeito estufa [...] e, potencialmente, age como um sumidouro de carbono para todo o seu ciclo de vida. O relatório reconhece que a embalagem compostável pode "ajudar a devolver nutrientes para as aplicações orgânica do solo, que tendem a ser misturado com conteúdo orgânicas após o uso." Recomenda a adoção de embalagens de plástico compostável industriais para serem utilizadas em aplicações tais como sacos para resíduos biológicos e embalagens de alimentos e solicita a criação de infra-estrutura de gestão adequada dos resíduos. "O relatório proporciona uma excelente prova para futuras discussões e de uma visão abrangente de como a indústria do plástico pode avançar para uma economia circular", concluiu Pogrell.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Em um futuro próximo os robôs poderão ser feitos de Bioplástico

Uma equipe de pesquisadores do Instituto Italiano de Tecnologia está trabalhando no desenvolvimento e produção de novos materiais inteligentes e biodegradáveis para a fabricação de robôs. O objetivo deste projeto é que, no final da sua vida útil, os andróides possam se decompor como  o corpo humano não causando nenhum tipo de poluição.A maioria dos robôs é feita de materiais como o metal e o plástico derivado de petróleo que não são biodegradáveis e eles devem ser submetidos a um tratamento especial para a gestão de resíduos e para eliminação de uma forma respeitosa com o meio ambiente. Dada a grande evolução experimentada nos robôs nos últimos anos, esses cientistas têm considerado que é também o momento para modificar a sua composição para torná-los ambientalmente corretos, de alguma forma, também mais semelhantes aos seres humanos.
Para criar estes compostos, os cientistas misturaram diferentes materiais separadamente em nanoescala, obtendo novos elementos que conservam as propriedades que têm nos componentes individuais, mas com características inovadoras. Além disso, eles planejam substituir peças de plástico comum por bioplásticos feitos a partir de resíduos de alimentos que utilizam um processo que requer pouca energia para produzir. "Materiais biodegradáveis são naturais e muito flexíveis e podem ser usados na produção das peles robóticos. Ao mesmo tempo, também pode ser muito difícil para uso nas partes internas do robô", explica Athanassia Athanassiou, que lidera a equipe de investigação. Graças a estes novos compostos inteligentes e biodegradáveis, os andróides será mais parecido com uma pessoa, e seus corpos se decomporão sem produzir poluição, quando se chega ao fim de sua vida, como a carne humana.


Fonte: http://computerhoy.com/

domingo, 24 de janeiro de 2016

Produção de Bioplástico a partir de restos de tomate

O centro tecnológico de plásticos (Andaltec) e o Instituto de Ciência dos Materiais de Sevilha (CSIC), na Espanha estão desenvolvendo um projeto para atingir em escala industrial a produção de bioplástico obtido a partir de resíduos de tomate. A idéia é colocar uma planta piloto que permite fabricar bioplástico a partir de resíduos gerados nas fábricas de transformação de tomate.Os métodos atuais de produção de pasta de tomate comercial geram grande quantidade de resíduos, principalmente de pele, fibras e sementes, que são dificilmente reutilizáveis. O pesquisador responsável por este projeto na Andaltec, Francisco Javier Navas, estima que cerca de 6.500 toneladas por ano são produzidos na Espanha e 25.000 toneladas por ano na Europa destes resíduos.
O mercado exige cada vez mais, a utilização de bioplásticos cuja matéria-prima normalmente vem de uma planta, e envolve uma alternativa potencial para materiais plásticos obtidos a partir do petróleo. Portanto, este é um projeto que pode ter um grande potencial e muitas oportunidades para as empresas do setor de alimentos e plásticos, disse Navas.
Os pesquisadores pretendem implementar em nível semi-industrial um novo processo de síntese de bioplásticos que não compromete o acesso a alimentos, porque ele usa como fonte resíduos de tomate. Além disso, a grande vantagem ambiental é a utilização dos resíduos gerados nessas indústrias que atualmente é descartado no meio ambiente.
O fundamento deste trabalho é baseado em um processo físico-químico desenvolvido em escala de laboratório, e patenteado pelo CSIC e Universidade de Málaga, o que permite a produção de um bioplástico, proveniente de produto natural renovável que mantém as principais propriedades do produto sintético, como a impermeabilidade e a não-toxicidade, porém biodegradável. Além disso, de acordo com os pesquisadores, o material tem a característica especial de aderir ao metal de maneira muito eficiente, sem utilização de outros componentes para a preparação de adesivos, que pode ser a chave para o desenvolvimento de futuras aplicações.
Por sua parte, José Jesús Benítez, um pesquisador do Instituto de Ciência dos Materiais de Sevilha, disse que a estratégia de uso de resíduos agrícolas e da indústria agro-alimentar é especialmente importante na Andaluzia e proporciona valor agregado, impulsionando a investigação e a atividade industrial associada à utilização dos bioplásticos obtidos.
Fases do Projeto
Tendo demonstrado a síntese em escala de laboratório, o desafio atual é realizar a escala piloto dos processos envolvidos na obtenção do biopolímero, como um passo necessário para o futuro planta de industrialização. Para fazer isso, os técnicos da Andaltec e Instituto de Ciências dos Materiais de Sevilha estão realizando a concepção e desenvolvimento de equipamentos e processos físico-químicas necessários para atingir a produção em escala industrial.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

No México empresa transformar sementes de abacate em bioplásticos

Scott Munguia, proprietário da empresa Biofase, localizada no México, desenvolveu um método para a produção de bioplásticos a partir de semente de abacate. De acordo com Munguia, a semente contém um elemento polimerizar viável, que depois de seis meses de testes, permitiu o desenvolvimento das primeiras bio resinas. De acordo com Murcia "o processo de fabricação inicia-se quando a semente é tratada por um método de granulação e de extração. Subsequentemente ela misturada com outros compostos para a extrusão, isto é, um processo comum para a moldagem de materiais plásticos, e a resina é gerado”. O empresário observou que o projeto já tem patente e já começou a produzir o produto a nível industrial.


Fonte: http://www.plastico.com

terça-feira, 21 de abril de 2015

Bioplásticos feito da clara de ovo pode em breve tomar o lugar do plástico convencional


Cientistas investigando alternativas ao plástico à base de petróleo encontraram um bioplástico feito a partir de proteínas encontradas na clara do ovo que demonstra propriedades antibacterianas superiores e são totalmente biodegradáveis.
De acordo com um estudo recente na Universidade da Georgia, os bioplásticos feitos a partir de proteínas, como a albumina e soro de leite têm mostrado propriedades antibacterianas significativas, que poderiam, eventualmente, levar à sua utilização em plásticos usados ​​em aplicações médicas, para cicatrização de feridas, curativos, suturas e tubos de cateter. Os materiais bioplástico também poderiam ser utilizados em embalagem de alimentos.
Os investigadores testaram três proteínas, albumina, soro de leite e soja, como alternativas aos plásticos baseados em petróleo convencionais que apresentam riscos de contaminação. Em particular, a albumina, uma proteína encontrada na clara do ovo, demonstrou enormes propriedades antibacterianas quando misturada com um plastificante tal como o glicerol tradicional. O próximo passo da pesquisa envolve uma análise mais profunda do potencial do bioplástico à base de albumina para uso nas áreas de embalagem biomédicas e de alimentos. O estudo foi publicado no Journal of Applied Polymer Science.


Fonte: http://www.gizmodo.in/

 

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