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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Kit de modelagem baseado em cogumelos substitui o isopor

A empresa Ecovative  desenvolveu um material feito de cogumelo para fornecer uma alternativa natural para os plásticos tradicionais e embalagens sintéticas como o isopor.
O produto contém micélio, a parte vegetativa do cogumelo, que é uma cola natural. Este material liga-se com resíduos de culturas, como cascas de sementes e talos de milho para formar um bioplástico.
Ao contrário dos plásticos normais, que são feitos de petroquímicos, materiais feitos com cogumelos são baseados em plantas e totalmente compostaveis. O mais recente produto da empresa o “kit Grow it Yourself”,  permite aos artistas e designers a oportunidade de cultivar seu próprio material de modelagem.
O kit vem como um pequeno saco com os Cogumelos, que foram secos para que eles não precisem de refrigeração. Este processo de desidratação também significa que o produto pode ser embalado e enviado para qualquer país. Para iniciar a formação do material, adiciona-se água para re-hidratar o produto. "Este processo leva cerca de três a quatro dias", explicou a Ecovative. "É como deixar a massa crescer antes de moldar e assar seu pão."
Uma vez que o produto é molhado, pode então ser armazenado ou colocado em moldes projetados para crescer ao longo de vários dias. No ano de 2014, este material foi utilizado pelo estúdio de arquitetura The Living para construir uma  torre orgânica no pátio do MoMA PS1 Gallery de Nova York. O projeto, com edifícios circulares criados inteiramente a partir de materiais naturais, foi o grande vencedor no Programa de Arquitetos Jovens daquele ano.
"A prototipagem é uma parte crucial do nosso processo de design", explicou o diretor da The Living, David Benjamin. "A Ecovative criou uma ótima maneira de explorar rapidamente opções de novos materiais e ter uma idéia de como esse incrível material funciona."
"A habilidade de ter uma experiência prática com o cogumelo, cultivá-lo, aprender suas propriedades e experimentar suas características de vida, não só criou uma experiência de prototipagem muito mais dinâmica, mas uma experiência mais inventiva e uma Abordagem in-tune para a concepção de produtos baseados neste material”, disse a designer Daniele Trofe,
O cogumelo também tem sido usado para projetar prancha de surf biodegradável pela marca californiana Surf Organic, fornecendo uma alternativa aos populares modelos de fibra de vidro e isopor.


sábado, 21 de fevereiro de 2009

O isopor e o meio ambiente


O isopor é um produto sintético proveniente do petróleo e deriva da natureza, tal como o vidro, a cerâmica e os metais.Na natureza o isopor leva 150 anos para ser degradado, conforme estimativas. Na natureza, pelotas de isopor são confundidas com organismos marinhos, como o plástico, e ingeridas por cetáceos e peixes, afetando-lhes o sistema digestivo.Quimicamente, o isopor consiste de dois elementos, o carbono e o hidrogênio. O isopor não contem qualquer produto tóxico ou perigoso para o ambiente e camada de ozônio (está isento de CFCs). O gás contido nas células é o ar. Por se tratar de um plástico e de ser muito leve, o processo de fabricação consome pouca energia e provoca pouquíssimos resíduos sólidos ou líquidos. O gás expansor incorporado na matéria prima (o poliestireno expansível) é o pentano.

Substituto para o isopor

Um composto biodegradável que poderá substituir o isopor na maioria de suas aplicações foi desenvolvido pela empresa Kehl, instalada em São Carlos, no interior paulista. Obtido a partir do óleo de mamona, o novo produto foi patenteado com o nome de bioespuma.O composto é produzido à base de biomassa, ou seja, é um recurso renovável. Sua síntese envolve três reações: duas esterificações, a primeira entre o óleo de mamona e o amido, e a segunda com óleo de soja. O produto obtido, um poliol, deve reagir ainda com um isocianato (NCO) para que se chegue a uma espuma poliuretana biodegradável a bioespuma.Trata-se de um polímero caracterizado principalmente pela ligação química uretana (RNHCOOR), que lhe dá rigidez e flexibilidade. É a ligação uretana a principal responsável pelas propriedades físicas da bioespuma, como textura, densidade, resistência à compressão e resiliência. Essas características assemelham-se muito às do isopor. Trata-se de um intermediário entre a espuma tradicional e o isopor, plenamente capaz de substituí-lo, explica Ricardo Vicino, químico responsável pela descoberta do composto.Já a bioespuma se decompõe em um tempo consideravelmente menor. Testes feitos na empresa mostraram que entre oito meses e um ano ela desaparece totalmente no meio ambiente. Durante o verão esse tempo pode ser reduzido a até três meses, garante Vicino. Assim, o material pode ser classificado como biodegradável.


 

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