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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Novos bioplásticos para aumentar o rendimento das culturas agrícolas

O objetivo de um projeto financiado pela Valencian Climate-KIC, uma iniciativa européia contra as alterações climáticas, consiste em utilizar novos plásticos biodegradáveis ​​com componentes ativos para aumentar os rendimentos das culturas agrícolas e melhorar a sua competitividade no mercado. Pesquisadores do Instituto de Engenharia de Alimentos para o Desenvolvimento (IUIAD) da Universidade Politécnica de Valência (UPV) estão liderando este projeto, que também envolve o Departamento de Química Inorgânica da Universidade de Valência, Anecoop, Nurel e as associações agrícolas AVA - Asaja e La Unió.
O pesquisador da IUIAD, Chelo Gonzalez, disse que o uso de estofamento de plástico convencional, obtido a partir de petróleo, é uma maneira eficaz de melhorar os rendimentos das culturas em todo o mundo, mas que não era muito sustentável. Estes plásticos podem reduzir a evaporação da água, controlar o crescimento de ervas daninhas, e impedir que as colheitas tenham contato direto com o solo. "Sua retirada costuma ser cara e aumenta os custos do processo de produção, de modo que, depois de usados, eles geralmente são abandonados no chão, tendo um impacto negativo no meio ambiente", afirmou.
Além disso, o pesquisador disse que "eles não podem ser reciclados devido aos altos níveis de poluentes que contêm. Uma possível solução que os produtores usam é queimá-los in situ, embora isso gere uma série de poluentes nocivos do ar, como as dioxinas". Chelo Gonzalez, que também é professor da Escola de Engenharia Agrícola e do Meio Ambiente da UPV, disse que usar plásticos como acolchoados feitos de materiais naturais, que são biodegradáveis, resolveria muito esses problemas.
"Esses bioplásticos podem ser deixados no chão sem risco de contaminar o meio ambiente e ajudar os produtores a evitar os custos adicionais de sua retirada", afirmou. De acordo com Gonzalez, "atualmente, o número de plásticos agrícolas com origem biodegradável natural é muito limitado e seus preços são 2 a 3 vezes maiores do que os dos plásticos convencionais". "Portanto, há uma necessidade de buscar alternativas sustentáveis ​​que sejam ambientalmente amigáveis ​​e economicamente sólidas", observou o pesquisador.
Ela também acrescentou que a incorporação de componentes ativos, como componentes antimicrobianos, antifúngicos ou fertilizantes, teriam um valor agregado que poderia compensar seu alto preço. "Esses componentes ativos seriam liberados de forma controlada para o meio ambiente e evitariam novos tratamentos nas lavouras", acrescentou. A primeira reunião do projeto foi realizada em 16 de fevereiro, e os pesquisadores analisaram as perspectivas, riscos e oportunidades para o uso desses materiais, bem como outros possíveis usos que possam ter. Para isso, criarão uma série de pesquisas sobre o uso de plásticos biodegradáveis, que serão enviadas aos fabricantes de plásticos para uso agrícola, agricultores e associações de consumidores. Além disso, realizarão avaliações econômicas, funcionais e do ciclo de vida. "Os bioplásticos ativos poderiam redefinir as práticas agrícolas e a cadeia alimentar, oferecendo um novo modelo de agricultura sustentável, não apenas como substituto dos plásticos tradicionais, mas como uma nova abordagem para o tratamento dos campos", concluiu.


Fonte: EFE

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Para a USDA os bioplásticos criam benefícios econômicos e reduzem emissões

Um novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) afirma que a indústria de bioprodutos criou 4,2 milhões de empregos e contribuiu com US$ 393 bilhões para a economia em 2014, segundo a Environmental Leader. A USDA define bioprodutos que incluam a biorefinaria, produtos químicos biobaseados, enzimas, garrafas e embalagens de bioplastico, produtos florestais e têxteis. O setor de embalagens de bioplástico foi responsável por US$ 11,4 milhões em "valor agregado direto". De acordo com o relatório, as embalagens e garrafas de bioplásticos representaram uma poupança de cerca de 138.000 barris de petróleo e entre 65-80% em reduções de emissões de gases com efeito de estufa em comparação com plásticos à base de petróleo.
Embora o setor de garrafas e embalagens de bioplásticos pode ser pequeno em comparação com as tradicionais , tem mostrado crescimento desde que a USDA começou a fazer o levantamento em 2013 e está se projetando atingir níveis maiores até 2020. "os EUA tem um apetite por produtos do dia-a-dia, que incluam garrafas de plástico, têxteis, suprimentos de limpeza produzidos a partir de fontes renováveis, e a demanda está abastecendo milhões de empregos, trazendo empresas para as nossas comunidades rurais e reduzindo a pegada de carbono da nação" afirmou o Secretário de Agricultura Tom Vilsack em um comunicado a imprensa.Esta demanda estimulou muitas idéias de empacotamento biobasedo e a USDA tem feito pesquisas com diversos produtos tais como o filme de empacotamento feito da proteína do leite. Em uma atitude surpreendente, a França chegou mesmo a proibir o uso de copos de plástico, pratos e talheres descartáveis até 2020. Embora popular, esses produtos também podem ser difíceis para a indústria de resíduos processar e a compatibilidade para reciclagem desses produtos será uma área chave para este segmento.


Fonte: http://www.wastedive.com/

sábado, 30 de janeiro de 2016

Soro de leite vindo da produção de queijo pode ser uma matéria-prima valiosa para o novo Bioplástico

Produzimos centenas de milhões de toneladas de plástico todos os anos. Será que podemos reduzir a dependência do petróleo e ajudar o meio ambiente substituindo alguns plásticos por novos materiais ecológicos, com características semelhantes? O soro de leite vindo da produção de queijo pode ser uma matéria-prima valiosa para o novo plástico biodegradável. Desenvolvido no âmbito de um projeto de investigação europeu, pode ser utilizado em caixas, tijolos ou embalagens de alimentos. A investigadora em ciência dos materiais, Maria Beatrice Coltelli, explica: “Os grânulos são utilizados para obter esta película que é inserida nesta parte de um material com múltiplas camadas – que também contém papelão e alumínio.” Uma empresa em Mimizan, França, produz embalagens com base de papel, combinando vários materiais. Cada camada desempenha o seu papel na proteção do conteúdo da embalagem. Esta empresa pretende apostar na inovação.
“Este novo material é feito a partir de resíduos, proteínas que são subprodutos da agricultura – é sustentável e totalmente renovável, ao contrário dos recursos fósseis. É por isso que considero que pode ser uma alternativa viável, para a película de plástico, no futuro” – diz a engenheira de embalagens da Gascogne Emballage, Anne Kaschke. Apostando na investigação e desenvolvimento, este novo bioplástico ainda pode ser melhorado. Pode ser mais fino e mais fácil de utilizar a nível industrial. A Coordenadora do projeto BIO-BOARD, Elodie Bugnicourt, acrescenta: “É impossível parti-lo com as mãos – pelo menos eu não consigo. Ainda estamos a desenvolver e a melhorar algumas propriedades, como todos os pormenores relacionados com o processo industrial. É preciso aumentar a velocidade de produção e melhorar a convertibilidade dos materiais, para que possam passar por máquinas como esta.” Outra grande vantagem do novo bioplástico é que simplifica a reciclagem. Os materiais podem ser separados mais facilmente e recuperados de forma mais eficiente. Este novo bioplástico tem boas propriedades mecânicas, é ecológico e facilmente reciclável e pode conquistar um lugar no nosso quotidiano.


Fonte: http://www.bioboard.eu

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Biodegradavel X Oxi-Biodegradavel


Já foram postadas diversas matérias sobre o que é bioplástico, no entanto, após ler alguns artigos em outros sites, sinto que novamente deve ser postado as diferenças entre bioplástico e plástico oxi-biodegradavel.
Primeiramente, devemos entender que para ser classificado como bioplástico, o plástico deve ser proveniente de fontes naturais e renováveis, e ser:

Biodegradável:

Material que se degrada rompendo totalmente suas moléculas com a ação de microorganismos para converter-se em dióxido de carbono, água e biomassa. O termo não é aplicado com rigidez, já que quase todos os materiais seriam biodegradáveis com o tempo. A rápida biodegradabilidade é que é considerada para que o material seja considerado favorável ao meio ambiente. O mecanismo de degradação pode ser de duas formas:

anaeróbica: se produz na ausência de oxigênio e geram como produtos secundários lignina, fibras de celulose e metano. O metano é mais prejudicial para a camada de ozônio que o dióxido de carbono, mas se tivermos instalações apropriadas pode ser recolhido para gerar energia. Infelizmente esta opção tem seu uso limitado pelos europeus e o restante do mundo.

aeróbica: se produz na presença de oxigênio e gera dióxido de carbono e compostos. A medida que os resíduos se degradam se eleva a temperatura, facilitando sua decomposição acelerada e a sua desinfecção. A compostagem é um grande sistema de tratamento de resíduos. Em particular, fazer compostagem em casa é um dos métodos mais ecológicos, já que não há necessidade de transportar os resíduos nem o produto obtido. No Brasil existem pouquíssimas instalações industriais de compostagem.

Compostável

Para que um material seja considerado compostavel, deve degradar-se quase que em sua totalidade dentro de um tempo razoável quando se encontram nas condições adequadas de compostagem. Existem duas normas que descrevem métodos para certificar a compostabilidade de materiais. A
European Bioplastics, Associação Européia de Bioplástico, solicita a seus sócios que certifiquem seus produtos seguindo estas normas firmando um compromisso para levar a cabo.

-EN 13432: Requisitos para envazes e embalagens mediante compostagem e biodegradação.

-EN 14995: Determinação da biodegradabilidade aeróbica final e desintegração de materiais plásticos em condições de compostagem controladas.

Mas não são somente estas condições para que o plástico venha ser denominado bioplásticos, há ainda a necessidade de ser produzido de forma ecológica e sustentável.Normalmente os plásticos se degradam com a luz ultravioleta e simplesmente se oxidam em contacto como ar. A maioria dos plásticos são bastante resistentes a estes processos. Mas existem aditivos, normalmente ions metálicos, que fomentam a degradação do plástico. Este se fragmenta em pequenos pedaços, em vez de degradar-se. A fragmentação facilita a contaminação de solos e aqüíferos com partículas plásticas, estes plásticos são chamados óxi-biodegradáveis.Com o uso de plásticos óxi-biodegradaveis perdem-se duas vantagens primordiais encontradas com o uso de bioplásticos que são :

-Para manufaturar plásticos petróleo baseados usa-se aproximadamente 200.000 barris de petróleo por dia. Utilizando recursos renováveis para a produção do bioplástico tornam os paises menos dependentes do petróleo estrangeiro.Como se sabe, plástico óxi-biodegradavel utiliza petróleo na sua composição.

-Porque degradam, o bioplástico permanecerá atóxico e não lixiviará produtos químicos perigosos no solo. Isto significa que são mais seguros.Já os plásticos oxi-biodegradáveis,podem contaminar o solo e o lençol freático.

terça-feira, 14 de abril de 2009

As vantagens do uso do Bioplástico


1-Produzir o bioplástico utiliza 65% menos energia do que produzir plástico petróleo baseados, fazendo bioplástico a empresa produz com um índice eficiente de energia garantindo energia para as próximas gerações.

2-O bioplástico gera 68% a menos de gás de estufa do que o plástico fóssil combustível baseados. Claramente, são melhores para o meio ambiente.

3-Manufaturar plásticos petróleo baseados usa aproximadamente 200.000 barris de petróleo por dia. Utilizando recursos renováveis para a produção do bioplástico tornam os paises menos dependentes do petróleo estrangeiro.

4-Porque degradam, o bioplástico permanecerá atoxico e não lixiviará produtos químicos perigosos no solo. Isto significa que são mais seguros.

5-O processo de produzir o bioplástico tem o custo/beneficio eficaz.

6-O bioplástico pode ser reciclado e esta é sempre uma boa notícia. De fato, este é um fator importante para o uso do bioplástico.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Soluções para a Mudança Climática


A enormidade do aquecimento global pode ser intimidante e desanimadora. O que uma pessoa, ou mesmo uma nação, pode fazer por conta própria para retardar ou reverter a mudança climática? Há mudanças de estilo de vida pessoal que uma pessoa pode promover e que podem ajudar a reduzir o seu impacto de carbono. Nem todas elas valem para todo mundo. É possível que você já esteja colocando algumas em prática, ou que abomine outras. Mas a adoções de alguma medida pode fazer diferença.Abandonar os combustíveis fósseis pode ser uma das alternativas, o primeiro desafio é eliminar a queima de carvão, petróleo e, finalmente, de gás natural. Este talvez seja o desafio mais intimidante, já que os cidadãos dos países mais ricos literalmente comem, vestem, trabalham, brincam e até mesmo dormem com produtos dessa fonte fóssil. E cidadãos dos países em desenvolvimento querem e supostamente merecem os mesmos confortos, que se devem em grande parte à energia armazenada nesses combustíveis.O petróleo é o lubrificante da economia global, escondido dentro de itens comuns como o plástico , e é fundamental para o transporte tanto dos consumidores quanto dos produtos. O carvão é o substrato, fornecendo cerca da metade da eletricidade usada nos EUA e quase o mesmo em todo mundo – um percentual que provavelmente crescerá, segundo a Agência Internacional de Energia. Não há soluções perfeitas para a redução da dependência de combustíveis fósseis (por exemplo, biocombustíveis neutros em carbono podem elevar o preço dos alimentos e provocar destruição das florestas, e apesar da energia nuclear não emitir gases do efeito estufa, produz lixo radioativo), mas tudo o que for conseguido conta.Assim, tente usar alternativas quando possível – o bioplástico de origem vegetal é uma das alternativas a serem analisadas, além disso o uso do biodiesel e da energia eólica, acredite na mudança. Outro exemplo,você pode deixar de investir em ações de petróleo e colocar seu capital em empresas que praticam captura e armazenamento de carbono, pense, alternativas há, é só começar.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Quais são os benefícios dos bioplásticos?

- Emissões de CO2 reduzidas

Uma tonelada métrica de bioplástico gera entre 0.8 e 3.2 toneladas métricas de dióxido de carbono a menos do que uma tonelada métrica de plásticos derivados do petróleo.A Sony eletrônico usa o PLA em diversos de seus componentes menores, incluindo em um de seus walkmans novos, mas futuramente pretende usar PLA baseado em biopolímeros para reduzir suas emissões do dióxido de carbono em 20% e a entrada de recursos biodegradáveis em 55% .

- Preço do petróleo

Apesar de atualmente o cálculo de gastos para produzir bioplástico seja maior do que o dos plásticos convencionais, eles estão tornando-se mais viável com aumento e instabilidade nos preço do petróleo, que por sua vez estão provocando aumento em custos dos plásticos convencionais, com uma elevação acentuada dos seus preços nos dois últimos anos. Com a elevação do preço do petróleo significa que o homem estará forçado eventualmente a girar para uma base sustentável para os plásticos.

- Desperdício

os Bioplástico reduzem a quantidade de tóxicadade gerada pela reciclagem dos plásticos derivados do petróleo, porque eles são biodegradados naturalmente. Os produtores de bioplástico reivindicam que seus plásticos são biodegradados rapidamente quando colocados em aterros,ou mesmo em pantanais e nos oceanos. Obviamente o desperdicio depende de uma conscientização da população sobre o consumo responsável.

- Benefício à economia rural

Os preços das colheitas, tais como o milho, levantaram-se agudamente como conseqüência do interesse global na produção de combustíveis biológicos e de bioplástico, porque os países através do mundo procuram alternativas para proteger o ambiente e para fornecer a segurança energética.

sábado, 6 de dezembro de 2008

O uso de garrafas de água mineral fabricadas com bioplásticos.


Como foi postado anteriormente, bombonas de água mineral feitas de plásticos derivados de petróleo, bem como garrafas produzidas por este mesmo material podem prejudicar o nosso corpo, por conterem produtos químicos que são dissolvidos na água em decorrência da luminosidade e calor que são expostas.No entanto, desde o ano de 2004 a empresa Biota dos Estados Unidos da América do Norte, já fornecem uma opção para consumir água mineral em garrafas, como mostra a figura ao lado.
Fonte:Biota.

 

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