sexta-feira, 17 de julho de 2009

Plástico obtido a partir do amido da mandioca


Uma pesquisa do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP produziu plástico biodegradável a partir do amido de mandioca, obtendo os chamados amidos termoplásticos (TPS). O estudo, realizado pela química Eliangela Teixeira, também mostrou a viabilidade do uso de resíduos da industrialização do amido para produzir termoplástico reforçado com fibras celulósicas. Os plásticos com amido poderão ser aplicados principalmente na indústria de embalagens."As fibras fazem parte naturalmente da constituição dos resíduos, compostos por cerca de 82,5% de amido residual e 17,5% de fibras celulósicas", aponta a pesquisadora.
"Desta forma, pode-se ter um aproveitamento tanto do amido para a formação da fase matriz (termoplástica) e ainda, das fibras celulósicas que são capazes de promover reforço mecânico aos TPS."Os amidos termoplásticos podem ser obtidos via estado fundido (temperaturas de 120oC a 160oC) na presença de plasticizante e cisalhamento. "Essa metodologia é bastante utilizada no processamento de plásticos de origem petroquímica", explica Eliangela. "Os grânulos de amido são rompidos, há perda da cristalinidade granular e uma fase contínua é então obtida, com o material podendo ser moldado à quente".
De acordo com a química, os amidos termoplásticos apresentam um grande potencial de aplicações, especialmente no setor de embalagens. "Como essa área emprega um grande volume de plásticos de origem petroquímica, os TPS podem contribuir para melhorar o gerenciamento do lixo e reduzir o impacto ambiental dos plásticos não-biodegradáveis." O material também pode ser adotado na confecção de tubetes de plantio para o setor agrícola.NanofibrasOs resultados dos testes com o amido estão na tese de doutorado de Eliangela, que foi orientada pelo professor Antonio Aprígio da Silva Curvelo, do IQSC. Outra linha de pesquisa do estudo foi direcionada à obtenção de nanofibras de celulose a partir das microfibras contidas no resíduo, para aumentar a resistência dos amidos termoplásticos."As nanofibras, por apresentarem dimensões extremamente pequenas, também podem gerar efeitos significativos de reforço mecânico ao TPS", conta Eliangela.
"Entretanto, este efeito é fortemente dependente do plasticizante que é empregado para a obtenção do TPS".A pesquisadora testou também o uso direto da raiz de mandioca para a obtenção de termoplásticos. "Foi possível a obtenção de um filme plástico diretamente da mandioca", destaca. "Entretanto a particularidade deste tipo de material, é que os açúcares naturalmente presentes na raiz (principalmente glicose e sacarose) também atuaram como plasticizante para o amido".Segundo a química, os açúcares da raiz devem ser computados na formulação, pois influenciaram consideravelmente no desempenho mecânico do TPS final. "Ao final do processo de produção, foram obtidos materiais de maior flexibilidade e no entanto, de menor resistência à ação mecânica", ressalta.


Fonte:http://www.usp.br/agen/

quinta-feira, 16 de julho de 2009

PHB Industrial - Crise adia meta de produção


A Usina da Pedra, em Serrana, região de Ribeirão Preto (SP), é o principal pólo de produção de plástico derivado de açúcar de cana do País. Em meio à vasta área de plantações de cana funciona, desde 2002, uma fábrica-piloto de PHB. PHB abrevia polihidroxibutirato, nome de um composto orgânico, sintetizado por bactérias que se alimentam de açúcar, com propriedades similares aos plásticos — que também são compostos orgânicos, mas derivados do petróleo. A empresa que construiu a planta-piloto, e é responsável por sua operação, leva o mesmo nome: PHB Industrial S/A. Não por acaso a planta-piloto está na Usina da Pedra: a empresa resulta da associação do Grupo Irmãos Biagi, proprietário da usina, com o Grupo Balbo, também do setor sucroalcooleiro.
Além da planta-piloto, a PHB é proprietária de uma marca registrada: Biocycle. Esse é o nome do PHB fabricado em Serrana.Os sócios investiram R$ 30 milhões na planta-piloto, que trabalha 24 horas por dia e produz 60 toneladas de Biocycle por ano. Praticamente toda a produção da PHB, que tem 20 funcionários, é exportada para empresas nos Estados Unidos, Japão e Europa — com as quais possui contratos de sigilo que impedem a identificação, mas absorvem todos os produtos desenvolvidos. Segundo a diretoria da PHB, o momento ainda é de investimentos, mas o volume de vendas e de produção não tem compensado os esforços.
Uma nova planta industrial estava prevista para operar a partir deste ano, colocando 10 mil toneladas anuais de PHB no mercado. Com a crise financeira, contudo, os planos foram postergados. Mesmo assim, a idéia é que se chegue a 2011 com uma produção de 36 mil toneladas por ano. "A partir desta escala de produção será possível começar a ter retorno do investimento e a mudar o perfil do mercado de plástico", afirma Jefter Fernandes do Nascimento, engenheiro de materiais que coordena o projeto de pesquisa e desenvolvimento para melhoria do processo de obtenção do PHB financiado pelo PIPE, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Plástico biodegradável pode ser convertido em biodiesel


Pesquisadores da Universidade Politécnica, Estados Unidos, apresentaram um novo plástico que pode ser convertido em biodiesel. Ao invés de desenvolver técnicas para reciclagem do plástico, a equipe do professor Richard Gross dedicou-se a desenvolver um novo plástico que já seja fabricado tendo em vista seu reaproveitamento como combustível.

Plástico biodegradável

O plástico biodegradável foi fabricado utilizando-se óleos vegetais. Quando totalmente desenvolvido, ele poderá representar uma nova fonte de energia inclusive para ambientes domésticos."[...] nós conseguimos fazer um plástico a partir de óleos vegetais que tem propriedades extraordinárias, que incluem ser mais resistente e mais durável do que os polietilenos tradicionais. Além disso, o bioplástico pode ser colocado em um recipiente simples, onde ele é transformado com segurança em combustível líquido," explica Gross.

Plástico que vira combustível

Os benefícios de um bioplástico que pode ser transformado em combustível são duplamente importantes: além de diminuir a quantidade de embalagens plásticas que devem ser descartadas e jogadas em aterros sanitários, ele representará uma diminuição na demanda de combustível novo à base de petróleo.A próxima fase da pesquisa envolverá a melhoria do processo de fabricação do novo plástico-combustível, atingindo níveis de custos que possam viabilizar sua produção em escala industrial


terça-feira, 14 de julho de 2009

Bioplásticos a base de soro de leite


O típico estadounidense consome mais de 30 libras de queijo cada ano, e cada libra de queijo produzida cria nove libras estimadas dos subproductos líquidos conhecidos como o soro. A eliminação do soro não é difícil. Em realidade, pode ser rentável, graças em parte aos cientistas do Serviço de Investigação Agrícola (ARS) em Wyndmoor, Pensilvânia. Os cientistas ajudaram a criar usos para mais de 1 mil milhão de libras de soro cada ano em produtos tais como doces, massa, penso e ainda plásticos amigáveis com o médio ambiente. Os cientistas trabalham na Unidade de Investigação de Processamento e Produtos Lácteos, parte do Centro de Investigação da Região Oriental mantido por ARS em Wyndmoor.1 mil milhão de libras de soro cada ano em produtos tais como doces, massa, penso e ainda plásticos amigáveis com o médio ambiente.
Agora, o tecnólogo alimentario Charles I. Onwulata está usando um processo chamado a extrusión reativa para complementar polietileno--um plástico comum e não biodegradável--com proteínas de soro.1 mil milhão de libras de soro cada ano em produtos tais como doces, massa, penso e ainda plásticos amigáveis com o meio ambiente. A extrusão reativa envolve forçando uma matéria plástica por uma câmara de calefação, onde a matéria se funde e se mistura com um agente químico que a fortalece. Então a matéria se molda numa forma nova.Onwulata demonstrou que combinar as proteínas lácteas com goma durante este processo faz possível a criação de um produto plástico biodegradável que pode ser misturado com polietileno e moldado em utensílios plásticos.
Trabalhando com Seiichiro Isobe, um chefe de laboratório no Instituto Nacional Japonês de Investigação de Alimento, Onwulata criou uma mistura bioplástica. Ele e Isobe combinaram a proteína de soro, a farinha de milho, glicerol, a fibra de celulose, o ácido acético e a proteína láctea caseina, e depois moldaram a matéria para produzir xícaras. Os bioplásticos a base de substâncias lácteas resultaram ser mais flexíveis do que outros bioplásticos, e também mais fáceis de moldar.
As misturas de bioplástico podem substituir somente como 20 por cento do polietileno num produto, assim que os materiais resultantes sejam só parcialmente biodegradáveis. No entanto, Onwulata e seus colegas atualmente estão aplicando este processo ao acido poliláctico (PLA por suas siglas em inglês), um polímero biodegradável.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

A empresa Japonesa Teijin e o Biofront


A empresa Teijin tenciona comercializar este ano, o seu novo polímero resistente ao calor, à base de PLA. É esperado que seja usado numa gama de vestuário sustentável, eco-têxteis e acessórios, como por exemplo botões.O gigante japonês afirma que o seu novo polímero “'Biofront” pode mudar a imagem do PLA - um material bioplástico amigo do ambiente fabricado a partir de fontes renováveis de matérias primas agrícolas, como o milho.
No passado, os têxteis e o vestuário fabricados a partir de fibras e fios à base de PLA sofreram do pobre desempenho a altas temperaturas, especialmente durante a fase de processamento a húmida. No entanto, a Teijin alega que o seu novo polímero tem um ponto de fusão de 210° C, uma melhoria significativa comparando com os 170°C dos PLA’s convencionais.“A 210 °C, o Biofront rivaliza com o polibutileno tereftalato (PBT), um plástico resistente ao calor, comummente utilizado, feito a partir do petróleo", afirma a empresa, que menciona que o polímero pode ser utilizado em tecidos e com misturas de outras fibras sintéticas que requerem tingimento a alta temperatura e pressão.
A Teijin desenvolveu recentemente um tecido 100% Biofront para assentos de automóveis, em cooperação com a Mazda Motor Corporation, e agora está a desenvolver uma resina resistente ao calor para o habitáculo do automóvel. O Biofront foi originalmente desenvolvido para dar resposta à legislação do Governo Japonês, que visa reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e conservar os recursos fósseis, sendo que 20% de todos os plásticos utilizados no Japão devem vir de fontes renováveis, e não das tradicionais petroquímicas, o mais tardar até 2010.


Fonte:http://www.citeve.pt

domingo, 12 de julho de 2009

Video - Biota: garrafa de água mineral, compostável e biodegradável

Video em inglês da àgua mineral BIOTA, que utiliza garrafa produzida com bioplástico compostavel e biodegradável.

Fonte:http://www.youtube.com

sábado, 11 de julho de 2009

A empresa NatureWorks aumenta a produção de PLA em 140 toneladas métricas por ano


A NatureWorks LLC, fabricante dos biopolimeros Ingeo™, empresa adquirida recentemente pela Cargill, situado em Blair (Nebraska-EUA), instalou com sucesso equipamento adicional permitindo que aumente a produção de 70 toneladas métricas para 140 toneladas métricas (300 milhões de libras), aumentando a capacidade do projeto da Ingeo. Esta capacidade de projeto em linha da NatureWorks foi conseguida em menos de um ano.
Em finais de 2008, a planta inaugurou um novo processo de fabricação que diminuiu as emissões de CO2 adicionais e reduziu a energia exigida para produzir a bioresina Ingeo. O objetivo da NatureWorks é aumentar a capacidade de processamento da unidade de Blair através do aumento da demanda da bioresina Ingeo, provindo da ascensão do preço do petróleo no mundo, da tendência ao maior uso de materiais fabricados de produtos de fontes renováveis e da sustentação de projetos inovadores para sacolas inteiramente compostáveis.
A NatureWorks igualmente está avaliando posições para uma segunda fábrica, que possa estar situada na Ásia perto das fontes fidedignas de matérias-primas renováveis. Com a introdução da Ingeo, a NatureWorks torna-se a primeira companhia a fazer uso de biopolimeros 100 % produzidos de fontes renováveis disponíveis no comércio diminuindo a sua pegada de carbono.A bioresina Ingeo está sendo adotado com crescimento constante no mercado, que incluem o setor de empacotamento, produtos eletrônicos,produtos de consumo, roupas, materiais têxteis, e nos produtos de cuidado pessoal.

Fonte: http://biopol.free.fr/

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A Cargill irá introduzir seu bioplástico Ingeo no Brasil


A Cargill irá introduzir seu bioplástico Ingeo no Brasil, oferecendo para a indústria alimentícia, cosméticos e outras indústrias um material de empacotamento novo derivado da cana-de-açúcar no lugar dos materiais petróleo baseados. Desde a formação da NatureWorks como um empreendimento 50-50 misto entre Cargill e a Teijin, os plásticos estão sendo usados por mais de 100 filiais nos E.U.A, na Europa e na Ásia.
Em 1 julho a Cargill anunciou a aquisição de 100 por cento do negócio da NatureWorks. Agora a nova companhia transforma-se em um distribuidor exclusivo dos plásticos no Brasil, vendendo o material através da unidade de negócios dos edulcorantes. Marcelo de Andrade, diretor da unidade, disse que a Argentina e o Chile poderiam estar entre outros clientes latino-americanos potenciais.
O bioplástico, feito em Nebraska, EUA, deve ser importado através do porto de Santos e será armazenado no centro da Cargill em São Paulo. “As vendas do produto começaram localmente,” disse Andrade, e os esforços são correntes “encontrar a demanda dos clientes que procuram produto sustentável ou embalagens extremamente a favor do meio ambiente”. Andrade indicou os benefícios do material: reivindica-se ter a mais baixa pegada do carbono de todos os plásticos disponíveis no mercado, com seu processo de produção que gera 60 % menos gás e que exige 50 % menos combustível fóssil do que o PET.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Bioplástico pode ser a nova fonte de riqueza do agronegócio


Os bioplásticos, feitos a partir de mandioca, cana-de-açúcar, milho e batata, podem substituir os plásticos à base de petróleo nos próximos 20 anos. A produção desses materiais também deve fortalecer a atividade de agricultores do País com a criação de mais um nicho de mercado.
"Da mesma forma que hoje temos usinas de biodiesel, teríamos agroindústrias de bioplástico. É importante destacar que não se trata de uma indústria que irá competir com os alimentos. Por exemplo, a mandioca usada para novos materiais é a brava, que não serve para o consumo. Além disso, haveria aumento de produtividade e ganhos para o agricultor", explica o empresário João Carlos de Godoy Moreira, da Biomater Eco-materiais, empresa incubada no Centro de Desenvolvimento de Indústria Nascentes (Cedin) em São Carlos (SP), que já produz bioplástico.
A substituição do plástico sintético por biodegradáveis é lucrativa também para o meio ambiente. Para cada quilo de plástico produzido com petróleo, há a emissão de dois a quatro quilos de carbono. Ao contrário, na produção de bioplástico, cada quilo do produto seqüestra de quatro a seis quilos de carbono da atmosfera.
As vantangens continuam: enquanto o plástico sintético demora de 200 a 400 anos para se degradar, os materiais e embalagens biodegradáveis e compostáveis se decompõem em até 18 semanas. Os biodegradáveis também se transformam em adubo juntamente com o lixo orgânico.

Mercado

Com os biomateriais, é possível confeccionar embalagens e artigos para diversos segmentos da economia, como alimentos, cosméticos, médico-farmacêutico, automobilístico, eletroeletrônicos, agricultura, têxtil. "Um uso interessante é como embalagem de produtos orgânicos. Uma forma de completar o conceito de produto benéfico ao meio ambiente", diz.
Segundo João Carlos, esse é um mercado que deve ser considerado por agricultores e indústrias. Trata-se de uma indústria que ainda está na fase da infância. Há 300 empresas no mundo, e a produção chega a 500 mil toneladas ao ano. "É um mercado ainda pequeno quando comparado com as 200 milhões de toneladas ao ano de plástico sintético produzidos no mundo por ano", destaca. Só o Brasil produz 8 milhões de toneladas de plástico derivados do petróleo no ano.
"O mercado dos biodegradáveis é um negócio que vai crescer muito e a transição deve ocorrer nos próximos 20 anos. É uma indústria que já cresce, no mundo, à taxa de 20% ao ano", diz o empresário João Carlos.
No Brasil há cinco empresas que já produzem biodegradáveis, e está em processo de formação a Associação Brasileira da Indústria de Polímeros Biodegradáveis Compostáveis (Abicom). "A idéia da associação é trabalhar em políticas públicas para que sejam criadas legislação, políticas governamentais para apoio à pesquisa e o desenvolvimento desse mercado", completa.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Treeplast:Biopolimero elaborado a partir da madeira

Os produtos TREEPLAST® são feitos 100% de compostos naturais, é um material inteiramente renovável e biodegradável que combina duas grandes vantagens:
-Tem uma aparência, um toque e sensação natural.
-Não tem nenhuma limitação da forma, porque é feito da madeira que é um material inteiramente renovável. Pode ser processado em máquinas de processamento tradicionais.
A versão padrão é renovável absolutamente natural e biodegradável, é elaborado com 50% de micro plaquetas de madeira, amido de milho e resinas naturais, não contem o plástico petróleo baseado! Vem em versões diferentes; uma versão inteiramente biodegradável e uma versão resistente a água. Novas versões estão sendo diariamente desenvolvidas. Os produtos são antialérgicos e não são eletrostáticos.
Ele pode ser usado em novos produtos por diferentes razões, entre elas: A aparência, o toque e a sensação natural combinados com a liberdade na forma a biodegradabilidade e a renovabilidade, a alta densidade, e muito mais… O produto final pode ser terminado como a madeira e tem possibilidades comparáveis com o MDF. A maior vantagem sobre outros biopolimeros é a aparência natural que é uma boa ferramenta para comunicar as propriedades (naturais) do material.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pesquisas referentes à produção de bioplásticos

Leveduras

Está sendo desenvolvido há 5 anos no Centro de Biotecnologia da UFRGS,pesquisas referentes à produção de bioplásticos. Neste estudo parte-se do principio de que algumas bactérias possuem a característica de produzirem resinas, acumulando-as como reserva energética, quando alimentadas com açúcar, arroz, ou qualquer resíduo agrícola. Essas resinas podem substituir os polímeros petroquímicos para a produção de plásticos. O plástico obtido a partir das resinas bacterianas é denominado "bioplástico", e apresenta a vantagem de ser facilmente degradável.
O bioplástico, em contato com o solo, se biodegrada em cerca de 100 dias. Os cientistas da UFRGS, além de identificarem bactériasque produzem resinas, deram mais um importante passo em sua pesquisa. Conseguiram isolar o fator genético que confere a essas bactérias esta capacidade. Esta identificação permitiu incorporar esse gen ao genôma de outros seres vivos, como a cana de açúcar, algas verdes e leveduras, através de procedimentos de engenharia genética, dotando esses vegetais da capacidade de formar resinas. A importância dessa conquista biotecnológica é que tanto a cana de açúcar, como as algas verdes, são seres capazes de fazer fotossíntese, podendo formar matéria orgânica a partir do CO2 e da luz solar. Ou seja, estes vegetais passam a ser capazes de produzir polímeros com ar e luz! A imensa capacidade desses biosistemas de sintetizar produtos orgânicos limpos, biodegradáveis, renováveis, sem gerar resíduos nem impactos ao meio ambiente, atesta com eloqüência a enorme transformação que está acontecendo na já iniciada "Era da Biotecnologia".
Esta pesquisa não só atesta, como confere uma importância cada vez maior à agricultura sustentável, que assume uma tripla finalidade: produção de alimentos; de óleos vegetais, álcool e biomassa para geração de energia; e de matérias- primas para a indústria. Essa atividade, a agricultura, também ela deverá atingir a sua sustentabilidade através de conquistas biotecnológicas que mudarão rapidamente a forma de controle de pragas e intensificarão a produção biodinâmica, bem como os manejos culturais e de desfrute que poderão passar a ser feitos perfeitamente de acordo com a mãe natureza.

domingo, 5 de julho de 2009

Tênis fabricado com bioplásticos


Mizuno, um líder na linha de tênis e em tecnologia esportiva, anunciou o uso de uma nova escala de termoplástico de elastómero para a tecnologia Wave® em quatro modelos de tênis de elevado desempenho, ajustadas para estrear em 2009. Esta nova escala de termoplástico de elastómetro nomeada Pebax® Rnew, é feita de recursos renováveis a base de óleo de rícino, e contribui para a redução do aquecimento global. O Pebax® Rnew será utilizado em modelos femininos e masculinos wave Rider® 12, wave Inspire® 5, wave Creation® 10, e wave Nirvana® 5. Para marcar o evento, a Arkema uniu forças com a MIZUNO para lançar uma competição para nova linha, no site www.pebaxpowered.com, um site dedicado às aplicações nos esportes. O internauta é convidado a visitar o site para verificar as propriedades originais do Pebax® Rnew, um plástico de alta tecnologia usado no equipamento de esportes e pode ganhar um dos 60 pares do modelo wave Rider® 12 da Mizuno. No mercado dos tênis, Pebax® combina sua imagem com os principais esportistas no basebol, basquetebol e em sapatilhas de corridas, no futebol, rugby, futebol americano e nos carregadores de esqui. As marcas registradas Pebax® e de Pebax® Rnew pertencem às companhias do grupo Arkema.

Fonte:http://www.bioplastics24.com

sábado, 4 de julho de 2009

A empresa de bioresina FKuR espera expandir suas vendas nos E.U.A

A empresa alemão FKuR Kunstoff GmbH está importando bioplástico dos E.U.A e Canadá e tem esperanças em ter um local norte-americano para produção em 2012. “Nós queremos ter uma equipe de funcionários e um setor de vendas dentro da América do Norte, mas nós precisamos ter aproximadamente 3.000 toneladas de demanda lá antes, para podermos passar para essa etapa,” afirmou um dos seus diretores.
Uma previsão otimista da FKuR sugere que se poderia alcançar esse objetivo em 2012. A FKuR faz seus compostos baseados em combinações do ácido polilactico (PLA) e do polihidroxialkanoato (PHA) e de materiais similares. Os fornecedores da empresa incluem o material biológico da BASF, NatureWorks e Tianan. Os compostos Bioplásticos feitos pela FKuR incluem misturas compostaveis de PLA e misturas biodegradáveis de celulose. Os mercados para estas misturas incluem recipientes para fruta e verdura, assim como sacolas,cutelaria, frascos e peças técnicas.


sexta-feira, 3 de julho de 2009

A L'Oreal junta-se a um grupo de empresas para patrocinar pesquisas com bioplásticos


A L'Oreal uniu-se a vários sócios industriais para desenvolver pesquisas de materiais novos de bioplásticos para o empacotamento de bens de consumo. A Nestlé, Schneider Electric e a PSA Peugeot Citroën são igualmente parte das empresas que estão patrocinando uma cadeira sobre bioplásticos na Ecole des Mines de Paris. O grupo patrocinará a cadeira por cinco anos, para ser conduzido por Tatiana Budtova, com o intuito de criar plásticos de matérias-primas renováveis que podem substituir a matéria-prima petroquímica.
De acordo com a escola de engenharia parisiense, desenvolver tais materiais é necessário para a indústria à luz do inevitável esgotamento da matéria-prima petroquímica, fixa o preço da variabilidade das questões ambientais que cercam um recurso não renovável.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mercado mundial do amido,uma das matérias-primas para o bioplástico


O mercado mundial de amido está dividido em cinco matérias-primas, quatro delas de origem tropical (milho, batata, batata-doce e mandioca). Dessas, o milho é a mais significativa, com 75% da produção mundial de amido. É a principal fonte de amido nos Estados Unidos (99% da produção), na Europa (46%), na Ásia e no Brasil. Apenas a Tailândia e alguns poucos países da Ásia possuem outras matérias-primas como principal fonte de matéria-prima para amido.
A produção de amido, a partir de trigo, encontra-se em forte crescimento na Europa, onde a produtividade alta e o elevado valor agregado dos co-produtos permitem a produção com preços muito competitivos.A produção de fécula de batata-doce concentra-se em 95% na China, sendo o restante localizado, principalmente, no Japão. Alguns dados chineses indicam uma produção da ordem de quatro milhões de toneladas de fécula de batata-doce, informações essas difíceis de verificar.As previsões de evolução de consumo mundial são de forte crescimento nos próximos anos, com a passagem da produção atual de 60 milhões de toneladas para 70 milhões em 2010.
Nem todas as regiões se beneficiarão do mesmo modo desta evolução, com o Japão e a Europa tendo as menores taxas de crescimento anual (0,18% e 0,2%), seguidos dos Estados Unidos (0,65%).As maiores taxas de crescimento anual são previstas na China, Índia e América Latina, com média de 2,25% nesses países.Durante 24 anos, até o ano 2002, a produção de amido na China cresceu numa média anual de 13,8%, o que fez deste país o principal foco de investimento no setor mundial de amido.
A média anual de consumo de amidos (nativos e modificados) por habitante é da ordem de 10 quilos nos principais países industrializados, contra cerca de um quilo nos países em desenvolvimento.Essa grande diferença acentua o potencial de crescimento para o setor de amido. Além do alto potencial de crescimento dos países asiáticos e da América Latina, a participação da fécula de mandioca no mercado internacional deverá aumentar, em razão de previsões de baixos estoques de milho e trigo em nível internacional nos próximos anos.



quarta-feira, 1 de julho de 2009

Bioplástico: Investimentos e expansão


A empresa Cargill anunciou hoje a compra da NatureWorks LLC, como parte da reestruturação do portifólio geral Teijin, em resposta à diminuição econômica global. Anteriormente atuando como um empreendimento misto (50-50), a NatureWorks é agora uma companhia independente de propriedade completa da Cargill. “O espaço no mercado para o produto ecológico está maduro o suficiente para o investimento e expansão como nunca antes,” disse o vice-presidente sênior Paul Conway da Cargill. “Como um pioneiro verde, o produto NatureWorks é bem conhecido com uma base de clientes bastante extensa.
Quando iniciou suas instalações fabris experimentais, o NatureWorks tornou-se comercial em seis anos e está aumentando a disponibilidade da produção do Ingeo™ em sua primeira fase, com possibilidade de exploração de uma segunda planta. As fibras e os plásticos Ingeo™ são usados principalmente em 100 tipos de produtos diferentes, vendidos em varejistas nos Estados Unidos, Europa, e na Ásia. As inovações do produto são utilizados em diversas aplicações incluindo artigos para empacotando de alimentos, embalagens para bebida, e em fibras de matéria têxtil, cuidado pessoal e aplicações na higiene.

Fonte: http://pakbec.blogspot.com/

 

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