sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Especialistas discutem formas de atender demanda do consumidor por produtos sustentáveis

A procura do consumidor por produtos sustentáveis com qualidade e preço acessível leva cientistas da área de alimentos a aprofundar as pesquisas para atender a essa demanda. Nos últimos quatro dias, o assunto está sendo discutido em Curitiba por cerca de 1,3 mil representantes de 40 países, durante o 4º Congresso Internacional de Bioprocessos na Indústria de Alimentos (ICBF), que se encerra nesta sexta, dia 8.
Pesquisadores das universidades brasileiras e empresários participaram de 101 rodadas de negócios e constataram que as indústrias estão começando a se conscientizar sobre a necessidade de colocar no mercado produtos diferenciados, que tragam benefícios à saúde e sejam sustentáveis. O cientista indiano Ashok Pandey afirmou que este é o papel principal do pesquisador: melhorar a qualidade do produto reduzindo o custo.
Durante o encontro foram firmados acordos entre indústrias e universidades. Com isso, usinas piloto poderão testar produtos para pequenas empresas, que não contam com recursos para manter uma unidade própria de pesquisa e desenvolvimento.
A coordenadora do Observatório Industrial da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Ariane Hinça, citou uma pesquisa que está sendo desenvolvida com embalagens biodegradáveis para iogurte. Segundo ela, com certeza, o estudo pode resultar em produtos mais baratos nos supermercados.



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Produto da PepsiCo vendido nos EUA emitia 95 decibéis, ruído acima do que é produzido por um secador de cabelos


A PepsiCo, dona da marca Frito-Lay, decidiu recolher do mercado dos Estados Unidos o salgadinho SunChips, vendido em uma embalagem 100% biodegradável, depois de inúmeros consumidores americanos terem reclamado que ela fazia muito barulho.
Lançada em setembro do ano passado como a primeira embalagem 100% compostável, feita com mais de 90% de energias renováveis e materiais à base de plantas, a embalagem da batatinha sofreu uma onda de críticas de consumidores nos EUA.
Dezenas de americanos postaram vídeos no
YouTube com críticas à poluição sonora da embalagem. Uma delas dizia – exageradamente – que se alguém queria comer uma batatinha poderia ficar surdo.
A onda de protestos gerou uma reportagem na primeira página do jornal “The Wall Street Journal”, o diário mais importante de economia dos EUA. Segundo o jornal, a embalagem emitia ruído de 95 decibéis, acima dos 77 decibéis produzidos pela versão da tradicional batatinha da Frito-Lay. Um secador de cabelos emite, por exemplo, 90 decibéis.



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cientistas vão anunciar resultado do primeiro Censo da vida marinha

Pesquisadores do mundo inteiro estão em Londres para anunciar os resultados do primeiro censo da vida marinha. Foram dez anos de pesquisas em todos os oceanos, centenas de expedições e milhares de novas espécies descobertas.A partir de amostras do fundo do Oceano Atlântico, pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí isolaram 300 tipos de bactérias e ficaram animados com o que descobriram de 20 deles. “Essas bactérias têm a capacidade de compor gorduras e celuloses e também produzir bioplástico que tem importância na indústria”, explica o pesquisador do Censo André Lima.
O material foi retirado de uma das regiões menos conhecidas do planeta: a cordilheira meso-oceânica do Atlântico Sul, uma cadeia de montanhas que fica dois quilômetros abaixo da superfície do mar, entre a América do Sul e a África.Que vida existe em águas tão profundas? Uma expedição comandada por cientistas brasileiros com a participação de pesquisadores uruguaios, russos e neozelandeses foi atrás da resposta.“Agora começa o lento e trabalhoso processo de identificação desses organismos e é nesse processo que nós vamos ter algumas respostas como, por exemplo, registros de espécies que se conheciam em outros oceanos e agora estamos vendo aqui ou espécies que não eram conhecidas simplesmente”, afirma o pesquisador do Censo José Angel Perez.
A pesquisa brasileira faz parte de um esforço mundial: a realização do primeiro Censo da vida marinha. Durante uma década, 2700 cientistas de mais de 80 países trabalharam no projeto, e mais de 500 expedições vasculharam todos os oceanos para chegar a um retrato inédito da biodiversidade.Graças ao Censo, 1,2 mil novas espécies marinhas foram descritas pela ciência. Outras cinco mil aguardam catalogação. O levantamento também trouxe alertas.
Com a poluição e a pesca excessiva, os organismos marinhos perderam quantidade e tamanho em apenas uma geração. E houve uma redução global das micro-algas que produzem metade do oxigênio para o planeta.“É um retrato global da biodiversidade marinha. "É quase como se ter um diagnóstico global do estado da saúde nosso planeta", ressalta o pesquisador do Censo José Angel Perez.





segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cientistas desenvolvem plástico a partir de grama

Sacolas plásticas que não prejudicam o ambiente e podem ser descartadas junto com o lixo orgânico. Material plástico que envolve alimentos de maneira mais ecologicamente correta, já que não tem petróleo em sua composição. Estes são apenas alguns dos benefícios de uma nova tecnologia desenvolvida por cientistas em Londres.Alunos e professores da faculdade inglesa Imperial College acabam de anunciar o desenvolvimento de um plástico a partir de um polímero à base de açúcar obtido por meio da grama e de árvores.
Com a descoberta, eles conseguiram desenvolver um material que, além de biodegradável, não leva petróleo em sua composição.A grama e as árvores que podem ser usadas no desenvolvimento do plástico são fontes renováveis, mas outra preocupação que os cientistas tiveram desde o início da pesquisa do polímero foi a escolha destas fontes. Eles buscaram não usar alimentos. O etanol vindo do milho, por exemplo, é polêmico por usar comida em sua fabricação.De acordo com dados da própria faculdade, cerca de 7% dos recursos de petróleo e gás do mundo são dispensados na fabricação de plásticos, sendo que a produção mundial do produto supera 150 milhões de toneladas por ano. Ainda de acordo com os pesquisadores, quase 99% do plástico do mundo é formado por combustíveis fósseis.
“Para esse plástico se tornar viável comercialmente, ele deve ser fabricado em larga escala, e desenvolver isto foi tecnicamente difícil. Demorou três anos e meio para alcançarmos uma economia de cerca de 80% no uso de água e energia no processo de produção”, explicou em comunicado a professora responsável pela pesquisa, Dra. Charlotte Williams. Segundo a professora, a tecnologia pode chegar ao mercado dentro de dois a cinco anos e a faculdade já está em contato com grandes parceiros comerciais para viabilizar a produção em larga escala. Quando isso acontecer, você poderá usar seu próprio jardim para descartar as sacolas plásticas. Quem não deve gostar muito dessa novidade é a indústria do petróleo.




Fonte: http://epocanegocios.globo.com

sábado, 2 de outubro de 2010

Empresa italiana Novamont assina acordo de distribuição da bioresina Mater-Bi com a empresa Thantawan da Tailândia


A fabricante italiana de bioplásticos Novamont assinou um acordo com a empresa tailandesa fabricante de sacolas, Thantawan Indústria, para a distribuição do bioplástico Mater-Bi, na Tailândia. Apontando para as vantagens da produção de bioplásticos na Tailândia o diretor de desenvolvimento de novos negócios da Novamont Stefano Facco não descartou a possibilidade de que a empresa italiana poderia no futuro estabelecer uma fábrica na Tailândia para produzir Mater-Bi a partir do amido de mandioca.



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mestrado em Ciência dos Materiais da Ufscar recebe inscrições

O Programa de Pós-graduação em Ciência dos Materiais, curso de mestrado, oferecido pelo campus Sorocaba da UFSCar, recebe inscrições para o período letivo de 2011 até o dia 25 de outubro. Os interessados devem fazer a sua inscrição com a entrega dos documentos pelo correio ou pessoalmente, na Secretaria de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais, que fica no 1º andar do prédio de Gestão Administrativa do campus Sorocaba. O atendimento será das 9h às 11h
O Programa de Pós-graduação em Ciência dos Materiais (PPGCM) do campus Sorocaba é um programa novo aprovado pela CAPES que teve início no primeiro semestre de 2009. São duas áreas de concentração: “Materiais Funcionais e Polímeros de Fontes Renováveis” e “Nanociência e Nanotecnologia de Materiais”, com várias linhas de pesquisa relacionadas a essas temáticas. O corpo docente trabalha em regime de dedicação exclusiva e mantém diversas colaborações científicas nacionais e internacionais. O público-alvo do mestrado é de profissionais oriundos de cursos de graduação como Física, Química e Engenharias, entre outros.
A Ciência dos Materiais é uma ciência interdisciplinar que envolve diversas áreas do conhecimento, entre elas Física, Química e Engenharias (Mecânica, Elétrica, Química, Civil e de Materiais, entre outras), investigando questões ligadas à obtenção ou extração, processamento, transformação, estudo estrutural, caracterização e aplicação dos materiais.
O curso de mestrado do PPGCM visa possibilitar, ao portador de diploma de graduação, condições de desenvolver estudos de natureza científica e tecnológica para o domínio dos instrumentos conceituais e metodológicos da área, qualificando-o à docência, à pesquisa e ao exercício profissional especializado. Dentro do programa da UFSCar se destacam as pesquisas com materiais biodegradáveis ou bioativos, compósitos e nanocompósitos, materiais para sensores, materiais para aplicações médicas, entre outros. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.ppgcm.ufscar.br, pelo e-mail dorisregianema@ufscar.br ou pelo telefone (15) 3229-5941.



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Estudo mostra que o mercado global de bioplásticos poderá chegar a 3,2 milhões de toneladas em 2015


De acordo com um relatório técnico de pesquisa sobre novos mercados, ”Bioplásticos: Tecnologias e mercados globais” (PLS050A) da BCC Research, o mercado global para os bioplásticos chegará a quase 572 mil toneladas em 2010, e é esperado um aumento para mais de 3,2 milhões de toneladas em 2015, sendo que nos próximos 5 anos a taxa de crescimento anual composta (CAGR) será de 41,4%.
O maior segmento do mercado é a América do Norte, que deverá atingir cerca de 1,5 milhões de toneladas em 2015, após crescer com um CAGR de 41,4% do total de 2010 estimado em mais de 258 mil toneladas.
O segmento da Europa é esperado um aumento de mais de 175 mil toneladas em 2010 para cerca de 754.000 toneladas métricas em 2015, em um CAGR de 33,9%.
O segmento de mercado da Ásia-Pacífico deve atingir mais de 592 mil toneladas em 2015, depois de subir com um CAGR de 45,9% a partir de 89.700 toneladas métricas em 2010.
O segmento sul americano deverá crescer e terá um CAGR de 53,2% , com 44.460 toneladas métricas em 2010 para cerca de 375.000 toneladas métricas em 2015.
Os bioplásticos são plásticos que são feitas a partir de recursos renováveis, tais como culturas alimentares e de biomassa. Os termos "bioplásticos" e "plástico biodegradável" têm sido usados como sinônimos, mas há uma diferença entre os dois tipos de polímeros.
As forças de mercado, especialmente o foco crescente sobre as ameaças ambientais como o aquecimento global e descarte de produtos contendo materiais tóxicos, têm impulsionado fortemente o desenvolvimento e uso precoce destes materiais.
A fim de maximizar o impacto no mercado, há agora uma tendência crescente para compostos de plástico bio-baseados estender seu alcance em mercados de produtos duráveis utilizados em automóveis, telefones celulares e em outros lugares. O foco mudou para a pegada de carbono total, e longe da contribuição para o fluxo de resíduos sólidos.
Devido à crescente preocupação com as mudanças climáticas e os efeitos negativos sobre a saúde de muitos materiais existentes, este relatório será de interesse para quem vende modelos, ou fabrica produtos que são, ou poderia ser fabricado a partir de materiais poliméricos. Este relatório também será de grande utilidade para pessoas que estão ajudando a estabelecer uma política pública para as questões que incluem limites para a utilização dos plásticos de embalagens e eventuais limites à utilização de compostos vinílicos em aplicações médicas.




terça-feira, 28 de setembro de 2010

UOT apresenta caneta ecológica

A empresa UOT distribui as Eko Bio, canetas biodegradáveis em que no lugar do plástico, utiliza-se o ácido polilático, material obtido da fermentação do amido de milho.O plástico, que se decompõe em aproximadamente 100 anos, é substituído pelo material biodegradável que chega aos 180 dias no processo de compostagem, resultando em compostos orgânicos utilizados na fertilização do solo.
Este material pode ser empregado em vários segmentos na substituição ao plástico comum, que é extraído do petróleo, não deixando resíduos que prejudicam o bem estar e também o eco sistema, pois é proveniente de fonte vegetal e renovável.A invenção foi apresentada no desfile verão 2011 do VMS (Vitória Moda Show) no Espírito Santo.




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Braskem pode "exportar" fábricas de plástico verde

Bernardo Gradin
O presidente da Braskem, Bernardo Gradin, afirmou na última sexta-feira, durante inauguração da primeira fábrica de eteno verde do País, que a empresa recebeu o convite de mais quatro países para o desenvolvimento de unidades de produção do plástico verde.Gradin preferiu não revelar quais países demonstraram interesse no produto, mas disse que eles estão localizados nas Américas, na Europa e na Ásia e que, além de investirem no Brasil, aceitariam produzir a nova resina da empresa importando etanol do Brasil.A busca pelo que o executivo chama de "descarbonização do meio ambiente", quando se refere à característica renovável do plástico verde, corrobora a alta demanda que a empresa verificou quando realizou uma espécie de road show da nova resina.
Segundo Gradin, a demanda verificada quando a Braskem iniciou a pesquisa de mercado, ocorrida em 2006, foi de 600 mil toneladas. "Essa era a demanda quando ainda não havia a produção", disse ele. "Hoje, com certeza, ela já é maior, e não digo quanto estimamos porque pode incentivar nossos concorrentes", afirmou o executivo.Gradin comentou que os investimentos, bem como os locais onde deverão ser instaladas as novas fábricas do produto, deverão ser discutidos previamente na próxima reunião de Conselho de Administração, que deverá ocorrer no início de outubro. Ele, no entanto, deu a indicação de que os locais escolhidos poderão ser polos petroquímicos onde a empresa mantém unidades, entre os quais estão o de Paulínia e o de Mauá, ambos em São Paulo, e o de Camaçari, na Bahia.
O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) foi descartado por se tratar de um novo conceito de refino de petróleo estabelecido pela Petrobras."Ainda não se pode afirmar que São Paulo seria a melhor localização para as novas unidades de eteno verde, pois as dificuldades são grandes, as terras são mais caras. Já no Rio de Janeiro poderemos ter outra localidade que não seja o Comperj."A fábrica de eteno verde da Braskem tem capacidade instalada de 200 mil toneladas onde foram aplicados R$ 500 milhões.
O consumo de etanol de cana-de-açúcar será de 462 milhões de litros por ano. Entre os clientes do plástico verde citados pela fabricante, estão empresas como a Tetra Pak, Shiseido, Natura, Acinplas, Johnson&Johnson, Procter&Gamble. Por enquanto, a unidade será abastecida de etanol adquirido em São Paulo, Minas Gerais e Paraná e transportado por navio, trem e caminhão ao Rio Grande do Sul.




domingo, 26 de setembro de 2010

5° Conferência Européia sobr Bioplástico- um programa múltiplo espera por você

Mais de 25 especialistas palestrantes de todo o mundo esperam por você na 5 ª Conferência Européia sobre Bioplásticos. O evento terá lugar no dia 02/01 de Dezembro de 2010 no Hotel Hilton em Düsseldorf, na Alemanha, os expositores de todos os setores da indústria de bioplástico irão mostrar seus portfolios.
Os preparativos para a quinta Conferência Européia sobre bioplásticos estão entrando na fase "quente". Com o programa da conferência quase terminado e o número de expositores ainda crescendo. O evento contará com apresentações de temas sobre inovações tecnológicas, novos produtos, avaliações de bens de consumo e discussão sobre valorização e reciclagem. Alguns dos palestrantes em destaque: Dr. Harald Hager da Evonik vai falar sobre "Poliamidas de Recursos Naturais Renováveis - Passado, Presente, Futuro". “Bioplásticos e os bens de consumo “ é o tema abordado por Oliver Schmid da Proper - uma das empresas pioneiras na produção de bens de consumo com plástico bio baseado através de moldagem por injeção. Fredric Petit da DSM vai dar alguns insights sobre "A próxima geração dos materiais duráveis DSM com desempenho bio".
Além disso, os participantes também estão convidados a se juntar às fileiras dos expositores na exposição conjunta. Até agora, os seguintes expositores estão confirmados: PolyOne bioplásticos Mirel, Purac, Novamont, Sukano, DIN Certco, Kaneka, FKuR, Huhtamaki, Fachagentur Nachwachsender Rohstoffe, API SpA, Indústrias Taghleef, BASF, Kingfa, NatureWorks, Vinçotte e BKG. Devido a limitações de espaço, há apenas alguns lugares livres - As empresas interessadas em apresentar seus produtos devem se apressar.
A 5 ª Conferência Europeia sobre Bioplásticos, o evento de negócios líder na expansão do mercado de bioplásticos, apresentará os mais recentes desenvolvimentos tecnológicos e do mercado. Os visitantes podem esperar excelentes oportunidades de networking e uma exposição de produtos das mais recentes inovações.





Fonte:http://www.packagingessentials.com

sábado, 25 de setembro de 2010

Braskem investe R$ 500 milhões em fábrica de plástico verde


A indústria Braskem, que tem unidades no Polo Petroquímico do Grande ABC, inaugurou ontem à tarde em Triunfo (a cerca de 100 km de Porto Alegre) sua fábrica de plástico verde - que utiliza fonte renovável (a cana-de-açúcar) no lugar do petróleo como matéria-prima.
Com investimento de R$ 500 milhões, a empresa passa a ter a maior unidade industrial do eteno derivado de etanol no mundo. Consumirá 462 milhões de litros de álcool por ano e permitirá a produção de 200 mil toneladas da resina plástica polietileno - que serve para a fabricação de embalagens alimentícias e outros produtos em plástico.
Ainda é uma parte pequena do volume total da companhia, que produz mais de 15 milhões de toneladas anuais de resinas e outros itens petroquímicos, mas essa é uma área de atuação em que empresa deve crescer, segundo o presidente da empresa, Bernardo Gradin.
A demanda prévia por plástico verde mostra o potencial desse produto. Antes mesmo do início da comercialização, já havia três vezes mais procura do que capacidade da planta. Entre os clientes que já acertaram a compra estão Toyota, Natura, Procter&Gamble, Acinplas e outras.
Gradin afirma que a meta é ser líder em sustentabilidade no segmento no mundo. Ainda de acordo com o executivo, a opção pela resina renovável colabora para reduzir o efeito estufa, ao retirar até 2,5 toneladas de carbono da atmosfera (pela fotossíntese da cana-de-açúcar) para cada tonelada de polietileno produzida.A fábrica de plástico verde já despertou o interesse em quatro países - Gradin não revela quais - para a venda de tecnologia para instalação de unidades fabris iguais aos de Triunfo.



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Planta para etanol celulósico


O Laboratório Nacional do Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) está instalando os equipamentos e módulos de sua planta piloto de etanol celulósico, em Campinas (SP), que terá o objetivo de simular rotas tecnológicas para produção do biocombustível de 2ª geração. Prevista para iniciar operações até o início de 2011, a unidade, que terá cerca de 2.500 m² de área construída, envolverá investimentos iniciais da ordem de R$ 24,5 milhões, aportados pelo MCT.
A planta atraiu o interesse estrangeiro. Tanto o Laboratório Nacional de Energias Renováveis dos EUA (NREL) como o Instituto sueco Lund, especialista em pré-tratamento de biomassa, já têm convênio fechado com o CTBE para realizar estudos na planta.Existem ainda 10 empresas estrangeiras e brasileiras atualmente em contato com o laboratório, interessadas também em fazer uso das futuras instalações. O CTBE informa ainda que há planos para o desenvolvimento de tecnologias para a produção de componentes químicos, como o bioplástico, e combustíveis a partir da rota termoquímica.
Todos os dados gerados por meio dos testes na unidade poderão ser, posteriormente, simulados numa biorrefinaria virtual – ferramenta ainda em desenvolvimento – que avaliará seus impactos econômicos, sociais e ambientais, a fim de indicar a tecnologia mais adequada a cada caso específico.
Inaugurado no início de 2010, o CTBE integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Suas instalações laboratoriais e administrativas somam cerca de 9.000 m² de infraestrutura física, onde trabalham aproximadamente 70 profissionais, entre pesquisadores, engenheiros, técnicos, estudantes e pessoal administrativo. A expectativa é que, até o final de 2013, esse número seja acrescido para 170.




quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Brasil larga na vanguarda do plástico verde

Alguns anos atrás, o Brasil assumiu a liderança do mercado mundial de biocombustíveis com a cana-de-açúcar, matéria-prima mais eficiente e barata na produção de etanol. A tecnologia fez com que o modelo brasileiro fosse estudado em todo o mundo. A partir desta sexta-feira, a planta vai colocar o País mais uma vez em destaque, só que desta vez com um novo produto: o plástico verde.A petroquímica Braskem vai inaugurar oficialmente nesta sexta-feira no polo de Triunfo, no Rio Grande do Sul, uma fábrica com capacidade para produzir 200 mil toneladas de resina plástica feito a partir da cana-de-açúcar. "O plástico verde vai colocar o Brasil numa posição privilegiada no mercado", disse José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). "Vamos oferecer plástico comum, feito com combustível fóssil, e plástico verde, produzido a partir de cana-de-açúcar".


Fonte:http://economia.ig.com.br/

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Uso de sacolas plásticas no comércio deve ser proibida

O relator da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, Leandro Sampaio (PPS-RJ), afirma que o uso de sacolas plásticas não biodegradáveis em supermercados e lojas deve ser proibido em todo o Brasil. Segundo a Agência Câmara, o objetivo é que as empresas ofereçam opções mais sustentáveis aos clientes. Pela proposta, serão permitidas apenas sacolas fabricadas sem componentes derivados do petróleo e que possam se desintegrar no máximo em 18 meses. A restrição também é estendida às sacolas usadas para lixo doméstico.A medida não agrada a indústria de plástico, já que o setor teria de fazer alterações nas máquinas e no material. O deputado Renato Molling (PP-RS), que rejeitou um dos 15 projetos em análise, afirma que não há confirmação científica sobre os benefícios da tecnologia usada em sacos oxibiodegradáveis."Concordo com uma gestão ambientalmente correta do lixo, mas não está comprovada a eficiência das sacolas plásticas não convencionais", finaliza.No Rio de Janeiro, a utilização de sacolas plásticas no comércio já está restrita. As empresa tiveram de substituir as sacolas plásticas pelas retornáveis ou por outras de material resistente, porém reutililizável.Segundo a legislação, o prazo para a substituição destas sacolas é de dois a três anos para microempresas e empresas de pequeno porte. Para as empresas de médio e grande portes, o prazo é de um ano.


Fonte:http://www.sonoticias.com.br

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cardia bioplásticos sela terceiro acordo com empresas da China em três meses

O fabricante australiano de produtos de embalagem sustentável e resinas, Cardia bioplásticos fechou um acordo com um fabricante chinês de sacos – o seu terceiro acordo, em três meses. A Cardia se recusou a revelar o nome da empresa fabricante do saco devido a "sensibilidade comercial", no entanto, sabe-se que serão adquiridos no mínimo 800 mil dólares por ano de produtos Cardia bioplásticos pela companhia chinesa.A Cardia bioplásticos também concordou em fornecer seus produtos para fabricantes de fraldas, Land Ben, e um dos maiores fornecedores de papelaria da China, Beifa Group.
A empresa também anunciou recentemente um acordo com Australian owned Nature Organics para o fornecimento de sua tecnologia de resina para bioplásticos para "frascos e tampas" e toda uma gama de produtos.
O presidente da Cardia Pat Volpe disse recentemente que a oferta da empresa demonstra o crescente interesse em embalagens sustentáveis, especialmente no mercado internacional.
"As empresas ao redor do mundo estão na necessidade de crédito internacional, os bioplásticos de qualidade", disse o Sr. Volpe.
"Uma percentagem substancial de produtos de plásticos do mundo são fabricados na China. O interesse acelerado em bioplásticos torna lógico que Cardia está recebendo uma grande quantidade de interesse de empresas chinesas que têm uma carteira de clientes internacionais estabelecidos."




segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Projeto quer restringir sacolas plásticas em supermercados

O uso de sacolas plásticas não biodegradáveis por loja e supermercados deve ser proibida em todo o País, segundo opinião do deputado Leandro Sampaio (PPS-RJ). Ele é relator, na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, de um conjunto de 15 propostas (PL 612/07 e apensados) sobre o tema.
O substitutivo proposto pelo parlamentar proíbe a distribuição gratuita de sacolas não biodegradáveis pelos estabelecimentos comerciais, que serão obrigados a oferecer ao cliente opções mais sustentáveis. Apenas serão permitidos sacos fabricados sem componentes derivados de petróleo e que possam se desintegrar no ambiente em um período máximo de 18 meses. A restrição se aplica também à fabricação, comercialização e distribuição de sacolas usadas para lixo doméstico.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, um milhão e meio de sacolas plásticas são consumidas por hora pelos brasileiros. Na natureza, o plástico pode demorar até 400 anos para se decompor.
Autor do PL 612/07, o deputado Flávio Bezerra (PRB-CE) diz que a substituição das sacolas plásticas convencionais por outras biodegradáveis é uma necessidade: "As sacolas lançadas no ambiente vão direto para nossos esgostos. Quando vem a chuva, elas entopem os bueiros, causando transtornos".
Resistência da indústria Bezerra reconhece, no entanto, que a mudança enfrenta resistência da indústria de sacolas plásticas, que teria que passar a operar com um novo padrão de maquinário e material.
O deputado Renato Molling (PP-RS), que apresentou voto em separado na comissão propondo a rejeição dos projetos em análise, alerta que não há consenso na comunidade científica sobre os benefícios da tecnologia usada em sacos oxibiodegradáveis. “Concordo com uma gestão ambientalmente correta do lixo, mas não está comprovada a eficiência das sacolas plásticas não convencionais”, diz.


Alternativas em vigor
Mesmo antes de uma lei federal sobre o tema, a proibição do uso de sacolas plástica convencionais é realidade em alguns locais do País. No Rio de Janeiro, por exemplo, uma lei estadual obriga os estabelecimentos comerciais a oferecer alternativas aos consumidores, como embalagens retornáveis, descontos para quem não utilizar saco plástico ou troca de sacolas usadas por alimentos.
O Ministério do Meio Ambiente também coordena, desde junho de 2009, uma campanha voluntária de redução do uso de sacolas plásticas. Com o slogan "Saco é um saco", a iniciativa já ajudou a evitar a circulação de 800 milhões de sacos no Brasil.




 

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