terça-feira, 1 de novembro de 2016

Instituto espanhol participa de projeto para a produção de bioplastico para a indústria automotiva e construção civil

O Instituto Tecnológico de Plásticos (AIMPLAS) da Espanha participa de um projeto europeu para desenvolver novos "bioplásticos" fabricados a partir de fibras naturais para tornar os produtos industriais, como os automotivos, da construção ou de embalagens mais ecológicos.
Segundo um comunicado divulgado hoje pela AIMPLAS, o programa faz parte do "Projeto Biostruct europeu" e envolve o desenvolvimento de novos bioplásticos obtidos a partir de fontes renováveis reforçados com madeira ou celulose, para uso na fabricação, de produtos em áreas como as acima referidas e de eletrônicos e eletrodomésticos.
Com os novos materiais também serão fabricados painéis de automóveis, caixas de embalagem para bebidas e perfis de construção. O principal objetivo deste projeto europeu, explica o principal pesquisador, Miguel Angel Valera, “é a fabricação, a partir destes novos materiais, produtos baseados em alternativas sustentáveis, 100% provenientes de fontes renováveis".
De acordo com James, o que se está tentando atingir é que esses "bioplásticos" tenham as mesmas propriedades que os plásticos convencionais e, portanto, possam ser usados na fabricação de produtos de linha branca como geladeiras, congeladores e máquinas de lavar.
O Biostruct tem a participação de vinte membros de dez países diferentes, entre os quais quinze empresas, duas associações empresariais, e cinco centros de pesquisa, com a subvenção do Sétimo Programa Marco da União Européia.

Fonte:http://www.aimplas.es/

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Projeto espanhol visa obter bioplastico de águas residuais


A estação de tratamento de água industrial (ETAR) no Polígono Industrial El Torno (Chiclana),na baia de Cádiz, Espanha, abriga uma nova iniciativa européia para a investigação tecnológica sobre Bioplástico. O projeto Incover, que realizou a sua primeira reunião em junho e tem como foco o desenvolvimento de sistemas de purificação sustentáveis ​​baseados em algas e bactérias, com especial ênfase na obtenção de produtos de valor ecológico, como bio-fertilizantes, bio-metano e bioplásticos. O Diretor de Estudos e Projetos da Aqualia, Pedro Rodriguez,o diretor da empresa de tecnologia I & D, Frank Rogalla, o prefeito de Chiclanero, José María Román, apresentaram nesta última semana uma iniciativa complementar ao projeto All-gás, implementado nesta estação de tratamento por cinco anos e focado em biocombustíveis.
O prefeito reafirmou a importância do compromisso assumido pela Aqualia em Chiclana afirmando que a empresa "está contribuindo com a cidade e é o centro de uma mudança de paradigma, porque a estação de tratamento de efluente está tratando os resíduos transformando-os em matérias-primas primas de valor comercial. Afirmou ainda que a emprese posicionou-se como ponta de lança global em pesquisa e desenvolvimento, e que o projeto Incover representa um salto de nível superior que pode ser espetacular como podemos ver os resultados dentro de três anos.”
Roman acrescentou inda que "a implementação deste projeto nos faz sentir extremamente orgulhoso, uma vez que reforça a posição de Chiclana ser o epicentro de pesquisa e desenvolvimento de sistemas de purificação sustentáveis, como já acontece com o All-gás".
Enquanto isso, Pedro Rodriguez recordou que "já são 30 anos trabalhando na cidade. Cinco anos, imerso em um novo projeto para fazer algo que não foi feito em qualquer lugar do mundo, a este nível, com este tipo de gás. O projeto Incover está agora saindo do laboratório de pesquisa e desenvolvimento para uma planta em Chiclana, onde estamos particularmente satisfeitos. "
Finalmente, Frank Rogalla explicou que a União Europeia concedeu o projeto Incover, liderado pelo centro de tecnologia Aimen e a empresa Aqualia, principal parceiro industrial, a concessão de mais de 7,2 milhões de euros no âmbito do programa Horizonte 2020. O restante do investimento, para completar a pesquisa de quase 8,5 milhões que foram orçados, "será suportado pelo consórcio de 18 organizações de sete países".

Serão obtidos no local, bioplástico, metano e água recuperada

A filosofia do proejto Incover é utilizar a tecnologia de saneamento para o tratamento de águas residuais na obtenção de produtos industriais de valor ecológico e também fornecer água reciclada. São, portanto, produtos que complementam os obtidos hoje, entre os quais o biogás.Ao tratar e purificar águas residuais espera-se obter bioplásticos, metano e, finalmente água recuperada. O diretor da Aqualia estima que "este projeto vai fornecer soluções que reduzam, pelo menos em 50% o custo de manutenção de tratamento de águas residuais. Hoje as empresas consideram as águas residuais como fonte de energia para a produção de produtos com alto valor agregado e estratégias ambientalmente sustentáveis ​​utilizando a economia circular ".Entre os 18 parceiros no consórcio que vai executar o projeto da Incover estão entidades e empresas da Dinamarca, Alemanha, Grécia, Portugal, França, Reino Unido e Espanha.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Empresa desenvolve a primeira garrafa de vinho feita de bioplastico

A empresa espanhola Matarromera concluiu com êxito o desenvolvimento de uma nova garrafa sustentável para os seus vinhos. É uma embalagem feita a partir de bioplástico, particularmente o PLA, e é a primeira garrafa feita deste material que reproduz o desenho das garrafas de vidro tradicionais para o vinho com a vantagem de ser muito mais leve (apenas 50 gramas) totalmente reciclável e com um menor impacto ambiental no seu processo de fabricação.
AIMPLAS, o Instituto Tecnológico de Plásticos da Espanha, foi contratada pela Bodega Matarromera para a concepção de uma nova embalagem sustentável, bem como o molde da pré-forma e o molde de sopro de garrafas sustentáveis. Subsequentemente, também foi realizada a caracterização do novo recipiente que, graças a um revestimento interno com óxido de silício, mostrou uma melhoria considerável na permeabilidade para diferentes gases. Este projeto foi financiado pelo programa EEA Grants, dos governos da Noruega, Islândia e Lietchtenstein, bem como pelo Ministério da Ciência e Inovação da Espanha, através do CDTI.
A pesquisa faz parte do compromisso da empresa com a sustentabilidade ambiental, também permitirá diferenciação e maior competitividade em novos mercados com elevada consciência ambiental, como os países nórdicos, e mais especificamente em companhias aéreas norueguesas e escandinavas.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Empresa belga lança o primeiro sistema de tubulação do mundo de bioplástico

Com sede na Bélgica a Dyka, empresa européia líder na produção de sistemas de tubagens de plástico e membro do Grupo Tessenderlo (Bruxelas), lançou o primeiro sistema de tubulação do mundo feito de material plástico de fontes renováveis ​​à base de plantas, sob o nome Dyka Bioplastic. A nova linha de bioplástico lançado no início desta semana na feira internacional VSK para o setor da instalação realizada uma vez a cada dois anos em Utrecht (Holanda) consiste em um sistema de tubos para águas pluviais para edifícios residenciais, recém-construídos e casas. Segundo Barry Kooistra, gerente de produto da Dyka na Holanda, os novos tubos e acessórios são feitos de PLA, um material durável ​​ biodegradável, derivado da beterraba e desenvolvido em colaboração com a produtora de acido láctico e polilático com sede na Holanda a Corbion Purac. Como o PLA é derivado de fontes renováveis, tem uma pegada de carbono menor do que os materiais à base de petróleo convencionais. "Além disso, a tubagem feita deste bioplástico é comparável a uma tubagem de PVC: o material é muito forte, e tem uma longa vida útil", disse Kooistra. "É um material completamente novo na indústria da construção." Ele também não descarta a possibilidade de que Dyka também esteja estudando outras opções de bioplásticos no futuro. 
A Dyka tem a ambição, disse Kooistra, para ampliar ainda mais as opções de aplicações disponíveis para materiais bioplástico dentro da indústria de construção, a fim de contribuir para a transição para uma cadeia da construção e da indústria de construção de suprimentos mais sustentável. Para Dyka,o PLA estende-se ainda mais a uma gama de materiais, que inclui PVC, PP e PE, já utilizado pela empresa. No entanto, o custo ainda é um problema: o novo sistema de tubulação bioplástico é mais caro do que uma feita a partir de plásticos convencionais. A matéria-prima é mais cara, e, como Kooistra salientou, o custo do material é que determina em grande medida o preço de qualquer produto. "No entanto, descobrimos que a indústria da construção está começando a olhar de forma diferente para os materiais e os seus custos”, e acrescentou. "Já não é apenas o preço que importa; o mercado e os consumidores estão começando a exigir produtos que não prejudiquem o meio ambiente e os desenvolvedores de projetos, especialmente os que operam nos segmentos superiores do mercado, agora estão dispostos a investir no fornecimento de casas construídas de forma mais sustentável.” Em sua opinião, o bioplástico é o material do futuro. "Este material vai permitir-nos aumentar ainda mais a sustentabilidade da cadeia de materiais de construção e indústria da construção. A escolha do material pode ter um impacto real sobre os fluxos de resíduos”, disse ele. 
"Além disso, ele permite-nos responder às novas exigências dos consumidores e do setor da construção como um todo, bem como reduzir a nossa dependência dos combustíveis fósseis. É um grande exemplo de como Dyka pode usar o seu know-how e experiência para contribuir para um setor mais sustentável.” Antes de lançar o novo sistema de água da chuva, a Dyka passou vários anos pesquisando e desenvolvendo um produto final de bioplástico de alta qualidade. O novo sistema de tubo tem sido extensivamente testado em conformidade com as exigências e diretrizes mais rigorosas e agora está pronto para o lançamento oficial do mercado. As possibilidades de aplicação, disse Kooistra, são 'grandes'.


Fonte: http://www.plasticstoday.com/

domingo, 7 de fevereiro de 2016

A Conferência Europeia de Bioplástico acontecerá de 29 e 30 de novembro de 2016 na Alemanha

Na seqüência do sucesso acontecido nos últimos anos, que reflete a crescente confiança nos plástico de base biológica, biodegradável, ou como uma alternativa viável para o plástico convencional, a 11ª Conferência Europeia de Bioplásticos foi confirmada para ter lugar dias 29 e 30 de novembro de 2016 no Hotel Steigenberger em Berlim, na Alemanha. Atualmente a Conferência Europeia de Bioplásticos evoluiu para o principal fórum de discussão e de negócios para o setor de bioplásticos na Europa e no mundo. Como a principal associação industrial neste campo, os anfitriões do European Bioplastics estão empenhados em representar os interesses de todas as partes envolvidas na longa cadeia produtiva dos bioplasticos. 
A diversidade na delegação – com 350 empresas em 2015 deverá crescer, e o reflexo disso, é a tendência para um encontro pan-indústrial que será definido para continuar como o evento que abraçará  a inclusão de agentes do setor de políticas não-privadas e outros. Com mais e mais marcas e fabricantes acordando para o potencial dos bioplásticos, e com os responsáveis ​​políticos promovendo cada vez mais os seus esforços para instalar estruturas que beneficiam o crescimento de bioindústrias sustentáveis, esta é a hora de colocar os bioplásticos no alto da agenda de uma economia circular de base biológica na Europa e em outros países. A 11ª Conferência Europeia bioplásticos vai cumprir a sua missão de fornecer o mais recente insights e atualizações da indústria, conectando as principais partes interessadas, com as unidades de negócios e inovação, e posicionar a indústria de bioplásticos como um pilar fundamental da futura economia circular.


Fonte: http://en.european-bioplastics.org/

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Bioplásticos feitos com nanocelulose extraída do abacaxi se equiparam à fibra de carbono

De resíduos agroindustriais saem fibras que poderão dar origem a uma nova geração de superplásticos. Mais leves resistentes e ecologicamente corretos do que os polímeros convencionais utilizados industrialmente, as alternativas vêm sendo pesquisadas pelo grupo coordenado pelo professor Alcides Lopes Leão na Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Botucatu. Recentemente, o grupo brasileiro apresentou o trabalho durante a reunião anual da Sociedade Norte-Americana de Química, mostrando que os superplásticos podem ser fabricados de vários tipos de frutas e plantas.

Bioplásticos

Obtidas de resíduos de cultivares como o curauá (Ananas erectifolius) - planta amazônica da mesma família do abacaxi -, além da banana, casca de coco, sisal, o próprio abacaxi, madeira e resíduos da fabricação de celulose, as fibras naturais começaram a ser estudadas em escalas de centímetros e milímetros pelo professor Lopes Leão e colegas no início da década de 1990.Ao testá-las nos últimos dois anos em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro), os pesquisadores descobriram que as fibras apresentam resistência similar às fibras de carbono e de vidro. E, por isso, podem substituí-las como matérias-primas para a fabricação de plásticos. “O resultado são materiais mais fortes e duráveis e com a vantagem de, diferentemente dos plásticos convencionais originados do petróleo e de gás natural, serem totalmente renováveis.” As propriedades mecânicas dessas fibras em escala nanométrica aumentam enormemente. “A peça feita com esse tipo de material se torna 30 vezes mais leve e entre três e quatro vezes mais resistente”, disse Lopes Leão. Em testes realizados pelo grupo por meio de um acordo de pesquisa com a Braskem, em que foi adicionado 0,2% de nanofibra ao polipropileno fabricado pela empresa, o material apresentou aumento de resistência de mais de 50%.

Carros verdes

Já em ensaios realizados com plástico injetável utilizado na fabricação de pára-choques, painéis internos e laterais e protetor de cárter de automóveis, em que foi adicionado entre 0,2% e 1,2% de nanofibras, as peças apresentaram maior resistência e leveza do que as encontradas no mercado atualmente, segundo o cientista. "Em todas as peças utilizadas pela indústria automobilística à base de polipropileno injetado nós substituímos a fibra de vidro pela nanocelulose e obtivemos melhora das propriedades", afirmou. Além do aumento na segurança, os plásticos feitos de nanofibras possibilitam reduzir o peso do veículo e aumentar a economia de combustível. Também apresentam maior resistência a danos causados pelo calor e por derramamento de líquidos, como a gasolina.
"Por enquanto, estamos focando a aplicação das nanofibras na substituição dos plásticos automotivos. Mas, no futuro, poderemos substituir peças que hoje são feitas de aço ou alumínio por esses materiais", disse Lopes Leão. Por meio de um projeto apoiado por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da FAPESP, a fibra de curauá passou a ser utilizada no teto, na parte interna das portas e na tampa de compartimento da bagagem dos automóveis Fox e Polo, fabricados pela Volkswagen. Outras indústrias automobilísticas já manifestaram interesse pela tecnologia, segundo Lopes Leão. Entre elas está uma empresa indiana, cujo nome não foi revelado, que tomou conhecimento da pesquisa após ela ser apresentada na reunião da Sociedade Norte-Americana de Química, no final do mês passado.

Nanofibra substitui titânio

Segundo o coordenador da pesquisa, além da indústria automobilística as nanofibras podem ser aplicadas em outros setores, como o de materiais médicos e odontológicos. Em um projeto realizado em parceria com a Faculdade de Odontologia da Unesp de Araraquara, os pesquisadores pretendem substituir o titânio utilizado na fabricação de pinos metálicos para implantes dentários pelas nanofibras. Em outro projeto desenvolvido com a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu, o grupo utiliza as nanofibras para desenvolver membranas de celulose bacteriana vegetal. Em testes de biocompatibilidade in vivo, realizados com ratos, os animais sobreviveram por seis meses com o material. "Nenhuma pesquisa do tipo tinha conseguido atingir, até então, esse resultado", afirmou Lopes Leão. O grupo da Unesp também está estudando a utilização de fibras naturais para o desenvolvimento de compósitos reforçados e para o tratamento de águas poluídas por óleo.

Fibras de plantas

De acordo com o coordenador, entre as fibras de plantas, as do abacaxi são as que apresentam maior resistência e vocação para serem utilizadas na fabricação de bioplásticos. Dos materiais, o mais promissor é o lodo da celulose de papel, um resíduo do processo de fabricação que as indústrias costumam descartar em enormes quantidades e com grandes custos financeiros e ambientais em aterros sanitários. Para utilizar esse resíduo como fonte de nanofibras, Lopes Leão pretende iniciar um projeto de pesquisa com a fabricante de papel Fibria em que o lodo da celulose produzido pela empresa seria transformado em um produto comercial. "É muito mais simples extrair as nanofibras desse material do que da madeira, porque ele já está limpo e tratado pelas fábricas de papel", disse. Para preparar as nanofibras, os cientistas desenvolveram um método em que colocam as folhas e caules de abacaxi ou das demais plantas em um equipamento parecido com uma panela de pressão.O "molho" resultado dessa mistura é formado por um conjunto de compostos químicos e o cozimento é feito em vários ciclos, até produzir um material fino, parecido com o talco. Um quilograma do material pode produzir 100 quilogramas de plásticos leves e super-reforçados.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A produção global de bioplástico continua a crescer, apesar do baixo preço do petróleo

Os dados recolhidos da cooperação da IFBB (Instituto de bioplásticos e Biocompósitos) com a Nova-Institute mostram que a capacidade de produção global para os bioplásticos vai aumentar das cerca de 1,7 milhões de toneladas em 2014 para cerca de 7,8 milhões de toneladas em 2019. Os plásticos biológicos e biodegradáveis, tais como bio-PE e bio-PET, são os principais motores desse crescimento. A capacidade de produção de plásticos biodegradáveis, tais como PLA, PHA e misturas de amido também estão crescendo de forma constante, e projetasse que quase dobre em 2019. A embalagem longa vida continua a ser o maior escopo dos bioplásticos, com quase 70 por cento do total do mercado de bioplástico. "Os dados mostram uma tendência significativa para tornar mais eficiente em termos de recursos para embalagem, que é promovido por uma crescente procura dos consumidores por produtos com reduzido impacto ambientais”, disse François de Bie, presidente da bioplásticos europeus..
Um exemplo é a Ásia que vai ampliar ainda mais a produção dos bioplásticos com aumento de mais de 80 por cento em 2019. Com relação à Europa ela terá um aumento de menos de 5 por cento das capacidades de produção. "Neste contexto, a implementação de políticas que assegure a igualdade de acesso aos recursos biológicos, para facilitar a entrada no mercado de produtos orgânicos que sejam responsáveis pela produção de plásticos compostáveis com uma gestão eficiente do fluxo de resíduos, é de vital importância para os países europeus. “Apelaremos aos legisladores da EU para considerarem o enorme potencial ambiental, o crescimento econômico e a criação de emprego na nossa indústria no próximo pacote de economia circular”, finalizou Bie.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

UNAM desenvolve polímero biodegradável a partir de uma bactéria

Cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) desenvolveram um polímero biodegradável produzido por bactérias presentes na maca chamada Azotobacteria como uma opção que poderia substituir os plásticos convencionais à base de petróleo. Além disso, os investigadores afirmam que o polímero poli-hidroxibutirato (PHB) tem o potencial de ser utilizado na biomedicina por ser biocompatível com o corpo humano na implantação de válvulas do coração ou no crescimento das células ósseas, do rim ou da pele. "Geramos um bioprocesso, ou seja, nós projetamos em uma pequena escala, as células dos microrganismos para desenvolvermos em grande escala. A Azotobacteria  tem propriedades semelhantes às características dos plásticos sintéticos ", disse o Dr. Carlos Felipe Peña Malacara, responsável pela pesquisa. A produção do biopolímero pelas bactérias é de 0,85 gramas por grama de bacteria. É como se uma pessoa que pesa cem quilos, 85 seria biopolimero. Seu custo de produção é de quatro a cinco dólares por quilo, em comparação com um dólar na obtenção de plástico petróleo baseado. É mais caro, mas os benefícios ambientais da degradação total dos bioplásticos valem à pena investir na sua produção e uso comercial. “Quando ele é descartado age como uma casca de banana ou laranja e é incorporado facilmente e diretamente sobre o solo, ou seja, ao ser descartado, em 30 ou 40 semanas, será diluído e não vai poluir”, acrescentou. A Azotobacteria é um projeto promissor com mais de 20 anos de desenvolvimento. "Percorremos um longo caminho na concepção e crescimento da cepa. Começamos a investigação produzindo três gramas por litro de cultura, e agora é produzido cerca de 40 gramas de bioplástico por litro; assim nós estabelecemos estratégias de processo para dimensionar volumes de dezenas ou centenas de litros em 50 ou 60 horas ".
Como parte da produção desta bactéria, além do bioplastico, também existe o alginato, um polissacarídeo que é fisicamente semelhante a um gel, com aplicação nas indústrias farmacêutica e de alimentos. "Começamos com três gramas por litro, uma pequena quantidade. Atualmente geramos cerca de 40 gramas por litro de bioplástico, e cerca de 50 gramas de biomassa (células) por litro, o que não é pouca coisa no campo da cultura de células”. Rendimentos mais elevados são atingidos em 50 a 60 horas. "Nós podemos fazê-lo crescer muito rápido ou lento." Outra vantagem da cepa é que a partir da primeira produção ela duplica o volume de PHB em pouco tempo. Na aplicação médica, testes científicos tiveram destaque na criação de osteoblastos (células de osso), e células de rim. "As células são uma combinação perfeita, dadas as características biológicas e físico-químicas de tais membranas, e amam crescer lá. Um trabalho perfeitamente ", concluiu o Dr. Carlos Felipe. Após a descoberta da Azotobacteria e dos processos de produção edo Alginato e bioplástico, eles estão em processo de registro de patentes perante o Instituto Mexicano da Propriedade Industrial (IMPI) para a próxima aplicação nas indústrias relevantes.

Fonte: https://www.unocero.com

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Universidade de Aveiro, em Portugal, desenvolveu um bioplástico a partir da batata

O bioplástico resulta de um trabalho de colaboração entre os departamentos de Química e de Engenharia de Materiais e Cerâmica, e é desenvolvido exclusivamente a partir da batata, com o objetivo de substituir o plástico sintético na embalagem de alimentos, já que além de ser biodegradável, permite uma melhor conservação dos produtos alimentares, quando comparado com os plásticos tradicionais.
Produzidas à base de amido, um dos hidratos de carbono presentes nas batatas e cujas propriedades permitem obter películas transparentes, resistentes à rutura, inodoras e sem sabor, as bioembalagens produzidas em Aveiro são também uma barreira eficaz entre o alimento e o exterior.
"A biodegradabilidade inerente às embalagens de amido é a grande vantagem em relação aos plásticos", aponta Idalina Gonçalves, investigadora do projeto, que lembra que o "aumento considerável nos últimos 20 anos de embalagens sintéticas (plásticos) tem agravado o problema de eliminação de resíduos".
Citada num comunicado da Unviersidade, Idalina Gonçalves realça também "as boas propriedades de barreira, nomeadamente ao oxigênio e ao vapor de água, dos filmes de amido, quando comparados com os materiais sintéticos".
No horizonte da equipe científica está também a possibilidade da embalagem bioplástica poder fornecer informações relevantes aos consumidores. No laboratório os químicos preparam-se para adicionar às películas já desenvolvidas moléculas capazes de detetar a degradação dos alimentos, sensores de umidade e de temperatura.
"Um dos nossos objetivos é, por exemplo, desenvolver materiais colorimétricos que respondem às alterações das propriedades físico-químicas dos alimentos (como indicadores de tempo, temperatura, pH ou frescura), permitindo ao consumidor uma avaliação da qualidade dos seus alimentos", revela a equipe de investigação.


Fonet: http://www.jn.pt/

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Fabricação de bioplásticos a partir do cardo

De acordo com um estudo recente realizado por uma universidade dos Estados Unidos, a cada ano 275 milhões de toneladas de plástico são produzidas em todo o mundo. Parte vai acabar como resíduos de plástico nos oceanos. De acordo com especialistas, este é um enorme problema ambiental que enfrentamos. "Uma das possíveis soluções é o cardo, diz Claudio Rocco da euronews. No norte da Sardenha o cardo é cultivado para produzir o óleo necessário para a fabricação de bioplástico”.Como parte do projeto europeu "FIRST2RUN" as empresas Novamont e Versalis criaram uma joint venture. O objetivo desta união é fazer uma série de produtos com plástico biodegradável. Este bioplastico mais tarde, dizem os criadores da empresa, irá tornar-se adubo para plantas. "O cultivo do cardo não reduz a terra dedicada à agricultura", argumentou Claudio Rocco."Não, nós não roubaremos a terra para a agricultura convencional. Pelo contrário, com o cultivo do cardo tentaremos recuperar o valor dessas terras”, explica Michele Falce da Novamont. Só nesta parte da Sardenha tinham deixado de se cultivar cerca de 60 000 hectares de terra nos últimos 30 anos. Queremos recuperar entre 3% e 4% dessas terras através do cardo. Uma planta cujo cultivo é apropriado ao clima do Mediterrâneo. Não há necessidade de molhá-la,o cardo usa a água da chuva ".
A fábrica de bioplástico está localizada em uma antiga área industrial restaurada. "Estamos diante de um novo processo, que transforma óleo vegetal sem o uso de gases tóxicos ou explosivos, como o ozono. Transformaremos o óleo em um ácido que será a nossa principal matéria-prima para a fabricação de bioplásticos. Entre os produtos que serão produzidos na Sardenha tem também um biolubricante. Um lubrificante que não polui e desaparece no mar. Será um enorme progresso, dizem os especialistas, porque a cada ano acabam no mar cerca de três milhões de toneladas de lubrificante elaborado a partir do petróleo. Os cientistas dizem que, juntamente com o desenvolvimento de bioplásticos uma mudança de mentalidade deve ocorrer.


Fonte: http://es.euronews.com/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Bioplástico criado a partir da casca do camarão

Um plástico degradável feito a partir de material descartado no lixo e que pode ser enterrado no solo e servir de alimento para as plantas. Sonho?Graças a uma equipe de cientistas do Instituto Wyss de Harvard, especializada em bioengenharia, isto já é possível.Eles desenvolveram o “shrilk”, um bioplástico feito a partir da casca do camarão, tão resistente quanto outros bioplásticos no mercado, e que se desfaz no meio ambiente em apenas duas semanas.Diferentemente de outros bioplásticos, no entanto, que usam matéria prima vegetal em sua composição, para produzir o shrilk, os cientistas usaram  quitosana, um polissacarídeo super resistente obtido a partir do quitino, uma substância presente no exoesqueleto do artrópode.
A maioria da quitina disponível no mundo provém de cascas de camarão descartados, e é jogada fora ou utilizada em fertilizantes, cosméticos, ou suplementos alimentares."Você pode fazer praticamente qualquer forma 3D com impressionante precisão deste tipo de quitosana", disse Javier Fernandez, líder do estudo, que moldou uma série de peças de xadrez para ilustrar seu ponto.Mesmo depois de descartado, o bioplástico tem suas vantagens. A equipe até plantou um pé de ervilha em um solo enriquecido com quitosana, que cresceu em três semanas, demonstrando seu potencial para incentivar o crescimento das plantas. 


Fonte: http://exame.abril.com.br/

domingo, 31 de janeiro de 2016

Empresa italiana vai construir fábrica de bioplástico no Brasil

A italiana Bio-On assinou acordo com a Moore Capital para construir uma fábrica de bioplástico que usará como matéria-prima co-produtos da cana-de-açúcar. A empresa vai construir uma fábrica com produção de 10 mil toneladas por ano no Estado de São Paulo. A Moore Capital tem uma opção de construir uma segunda unidade no país que poderá ser instalada no Acre. A Bio-on foi fundada em Emilia Romagna, Itália, uma região que particularmente combina as habilidades valiosas das pessoas que trabalham lá. Ela começou a usar a matéria-prima presente localmente (resíduos de beterraba), para a produção de PHA (Polihidroxialcanoatos), um excelente plástico produzido a partir de resíduos de produtos agrícolas. Um processo único, mas pouco conhecido, com a capacidade de tirar o máximo partido da grande experiência química italiana. Bologna sempre foi considerada a capital da embalagem e a Bio-on participa ativamente na disseminação de novas tecnologias para produção de PHAs preservando rigorosamente a conveniência dos custos de produção e desenvolvimento de materiais ambientalmente responsáveis e completamente biológicos. A Bio-on possui empresas em todo o mundo, principalmente usando resíduos de produtos a partir de beterraba açucareira e de cana-de-açúcar para produzir PHAs.


Fonte: http://br.reuters.com/

sábado, 30 de janeiro de 2016

Soro de leite vindo da produção de queijo pode ser uma matéria-prima valiosa para o novo Bioplástico

Produzimos centenas de milhões de toneladas de plástico todos os anos. Será que podemos reduzir a dependência do petróleo e ajudar o meio ambiente substituindo alguns plásticos por novos materiais ecológicos, com características semelhantes? O soro de leite vindo da produção de queijo pode ser uma matéria-prima valiosa para o novo plástico biodegradável. Desenvolvido no âmbito de um projeto de investigação europeu, pode ser utilizado em caixas, tijolos ou embalagens de alimentos. A investigadora em ciência dos materiais, Maria Beatrice Coltelli, explica: “Os grânulos são utilizados para obter esta película que é inserida nesta parte de um material com múltiplas camadas – que também contém papelão e alumínio.” Uma empresa em Mimizan, França, produz embalagens com base de papel, combinando vários materiais. Cada camada desempenha o seu papel na proteção do conteúdo da embalagem. Esta empresa pretende apostar na inovação.
“Este novo material é feito a partir de resíduos, proteínas que são subprodutos da agricultura – é sustentável e totalmente renovável, ao contrário dos recursos fósseis. É por isso que considero que pode ser uma alternativa viável, para a película de plástico, no futuro” – diz a engenheira de embalagens da Gascogne Emballage, Anne Kaschke. Apostando na investigação e desenvolvimento, este novo bioplástico ainda pode ser melhorado. Pode ser mais fino e mais fácil de utilizar a nível industrial. A Coordenadora do projeto BIO-BOARD, Elodie Bugnicourt, acrescenta: “É impossível parti-lo com as mãos – pelo menos eu não consigo. Ainda estamos a desenvolver e a melhorar algumas propriedades, como todos os pormenores relacionados com o processo industrial. É preciso aumentar a velocidade de produção e melhorar a convertibilidade dos materiais, para que possam passar por máquinas como esta.” Outra grande vantagem do novo bioplástico é que simplifica a reciclagem. Os materiais podem ser separados mais facilmente e recuperados de forma mais eficiente. Este novo bioplástico tem boas propriedades mecânicas, é ecológico e facilmente reciclável e pode conquistar um lugar no nosso quotidiano.


Fonte: http://www.bioboard.eu

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Empresa de Ílhavo em Portugal produz algas para a elaboração de bioplásticos

Junto ao rio de Aveiro, em Portugal crescem macroalgas associadas à piscicultura.Nos tanques, há robalos e douradas, nomes bem conhecidos da pirâmide alimentar, e em outros, alface-do-mar, cabelo-de-velha, musgo-irlandês, botelho-comprido, erva-patinha e chorão-do-mar. Estas seis espécies de macroalgas (não são microscópicas) também podem vir a fazer parte da cozinha portuguesa ou, então, ser matéria-prima para bioplásticos. Povoam a costa e, desde 2013, são produzidas pela empresa nacional Algaplus.
Instalado em Ílhavo, perto de Aveiro, o sistema das algas serve para filtrar a água que fica suja depois de ser utilizada pelos peixes. “Produzimos macroalgas que biofiltram, ou seja, fazem a biorremediação da água que vem da produção de peixes”, explica Helena Abreu, diretora de investigação e desenvolvimento da Algaplus. “Um organismo recicla os resíduos produzidos por outro e transforma-os em produto de valor.” Neste caso, o produto de valor são as macroalgas.
Só em 2010 foram produzidas 20 milhões de toneladas de algas secas em todo o mundo: 99% teve como destino a indústria alimentar. Usamo-las como legumes, com batatas fritas, para gelificantes, caramelizantes, texturantes ou espessantes. O sudeste asiático é a região onde mais se produz algas e 90% desta produção é em regime de aquacultura.
Por terem amido e outros polissacarídeos, as macroalgas podem servir para fabricar bioplásticos. O amido pode se sintetizado em ácido poliláctico, completamente biodegradável, e usado para produzir películas de plástico para rótulos de garrafas. Com os polissacarídeos, como os alginatos ou o ágar-ágar, podem fazer-se películas para cobrir os alimentos. “Estas películas podem ser comestíveis e prevenir a oxidação dos frutos”, diz a bióloga.
Agora, o consórcio de investigação melhorando as técnicas de produção de macroalgas, de extração e purificação dos seus compostos e a sintetização dos bioplásticos. Só desta forma poderá baixar os custos. Para as macroalgas low cost atingirem uma boa produção de amido, os biólogos já perceberam que, a certa altura, elas têm de receber muitos nutrientes: “Só assim se pode competir com as empresas petrolíferas.”


Fonte: https://www.publico.pt

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Nova técnica agiliza a criação de plástico biodegradável

Uma nova técnica desenvolvida pelo Laboratório de Nanotecnologia da Embrapa Instrumentação (SP) vai permitir a criação de películas finas biodegradáveis à base de substâncias naturais provenientes da agricultura e da agroindústria brasileira. E tudo isso em menos de 10 minutos. Os materiais resultantes desse processo poderão ser usados para transportar compras de supermercados ou para empacotar biscoitos, chocolates, balas, entre outros produtos alimentícios. Batizado de casting contínuo, o sistema permite a fabricação de folhas de plástico biodegradável em larga escala, com a transformação de formulações aquosas de substâncias naturais, como o amido e o colágeno, em películas finas de alta transparência.
O engenheiro de alimentos Francys Moreira, pós-doutorando da Embrapa, explica que os ingredientes usados são um grande diferencial dessa pesquisa, que é inédita no Brasil. "Os plásticos são obtidos sem a necessidade de uso de aditivos de processamento, o que permite a obtenção de materiais atóxicos e seguros até para uso como embalagem que tenham contato direto com alimentos", diz.Outro diferencial está no fato de que, com o domínio dessa técnica, é possível produzir a película de quitosana com grande rapidez. Do modo tradicional, seria necessário pelo menos 24 horas. "O nosso modelo prevê a obtenção de películas de proteínas e polissacarídeos em cerca de seis minutos", relata.
Os plásticos biodegradáveis são uma alternativa aos materiais sintéticos que, descartados na natureza, causam prejuízos ao meio ambiente. Os bioplásticos, por sua vez, são obtidos de materiais naturais orgânicos e degradam-se rapidamente durante a compostagem. Moreira acredita que os setores agrícola, de embalagens de alimentos ou qualquer outro podem usar essas películas biodegradáveis como uma forma de promover a sustentabilidade em seus processos produtivos. A técnica desenvolvida pelos pesquisadores consiste no preparo de formulações à base de água e incorporou a nanotecnologia. Esse trabalho vem sendo aprimorado no Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA) da Embrapa Instrumentação (SP), sob a coordenação do pesquisador Luiz Henrique Capparelli Mattoso. Argilas sintéticas comestíveis com dimensões nanométricas, também conhecidas como hidróxidos duplos lamelares (HDL), podem ser usadas para melhorar o desempenho mecânico das películas biodegradáveis, ou o modo como a estrutura do material se comporta. "A argila é o que expande a resistência mecânica desses bioplásticos a um nível que proteínas e polissacarídeos não conseguem alcançar sozinhos", explica Moreira.

Próximo passo é transformar os resultados em produto

Os recursos da pesquisa conduzida pelo Laboratório de Nanotecnologia da Embrapa Instrumentação (SP) são do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O engenheiro de alimentos Francys Moreira, pós-doutorando da Embrapa, acredita que há um grande potencial para o emprego da técnica na produção de filmes plásticos biodegradáveis para embalagens de alimentos a partir de materiais naturais ou coprodutos do agronegócio brasileiro. Mas, embora do ponto de vista científico e tecnológico os resultados já estejam bastante avançados, ainda há um caminho a ser percorrido para transformar a pesquisa em produto, que envolve processos de transferência de tecnologia e modelos de negócios a serem estabelecidos. "Nesse momento, o importante são os resultados obtidos pela pesquisa, como o domínio da técnica em relação à produção de plásticos biodegradáveis, com controle de espessura altamente preciso e uma faixa extensa de propriedades mecânicas a partir de qualquer tipo de polissacarídeo", observa.


Fonte: http://jcrs.uol.com.br/

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Bioplástico obtidos a partir de subprodutos de Legumes

Embora difícil, estamos nos tornando mais conscientes dos problemas ambientais que estamos tendo, como resultado da nossa atividade industrial excessiva. Neste caso, devido às limitações que estão sendo colocadas para usar plásticos baseados em petróleo, indústrias são forçadas a explorar alternativas mais sustentáveis ​​e renováveis, e é aí que entra o plástico de base biológica. Este tipo de plástico permite uma redução das emissões de gases de efeito estufa e, por sua vez, reduz a dependência do petróleo.
Um projeto chamado Leguval visa recolher os produtos obtidos na indústria de processamento de legumes normalmente descartados no meio ambiente para uso na síntese de bioplástico. Este projeto é parte de uma tendência crescente para desenvolver produtos e tecnologias que oferecem uma boa alternativa ao uso de combustíveis fósseis. Atualmente, os legumes são uma incrível fonte de subsistência para a população, os produtos alimentares são obtidos tanto para os seres humanos como para os animais e fornecem fibras, biomassa, biocombustíveis e outros produtos químicos, e isso é devido à grande variedade de propriedades que eles apresentam.
Leguval visa criar um ciclo de utilização global. O fato de gerar filmes de plástico para embalagem ou de proteínas de leguminosas permite que uma vez usado em sua primeira utilização, podem ser introduzidas em unidades de compostagem ou na produção de biogás. Da mesma forma, a utilização na agricultura ele pode agir como uma fonte de nitrogênio para o solo. O objetivo final é permitir que este tipo de bioplásticos possa ser competitivo e servir como alternativa ao plástico petróleo baseado.


Fonte: http://cienciatoday.com/

 

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